Brasília-DF,
16/OUT/2018

No Dia da Gula: Confira restaurantes onde exagerar é mais do que permitido

Sim! O pecado capital tem uma data só para ele

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Renata Rios Vinicius Nader Publicação:26/01/2018 06:00Atualização:26/01/2018 14:40

Bife a milanesa com batata frita servido no Restaurante Ki-File. (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Bife a milanesa com batata frita servido no Restaurante Ki-File.

No poema Novo gênesis, Affonso Romano de Sant’Anna define a gula como uma das “virtudes capitais”. Luis Fernando Veríssimo dedicou o livro Clube dos anjos especialmente ao exagero cometido pelos glutões. Na música Não é proibido, Marisa Monte libera delícias, como paçoca, mariola, quindim, doce de abóbora com coco, algodão-doce e manjar. Homenagem aos gulosos não faltam. Hoje, por exemplo, é comemorado o Dia da Gula em vários países, incluindo o Brasil.

 

Inspirado pela data, o Divirta-se Mais perguntou ao brasiliense: você tem gula de quê? As respostas estão nas ilustrações e mostram perdições salgadas e doces, que vão de lasanha a brigadeiro, de empadão a torta de limão.

Galeria de fotos: perdições salgadas e doces 

No tradicionalíssimo Pamonhão Kalú, têm vez os adoradores de milho, mais em específico dos derivados dele: pamonha, curau e outros estão nas prateleiras. Até no recheio da conhecida coxinha, o cereal amarelo ganha espaço.

 

Ainda entre os salgados, um dos apontados foi o filé à milanesa, uma das estrelas do menu do Ki-Filé. “É uma receita muito simples que agrada justamente por isso”, afirma o proprietário Roberto Vasconcelos, que serve a carne acompanhada de arroz e batata frita.

 

Se o fraco é por doces, a torta de limão do Philippe Verstraete é a parada certa. Já na Gamela, quem domina são os quitutes mineiros, especialmente os bolos preparados à base de mandioca e o arroz doce. “Os doces, que antes eram servidos apenas na época das festas juninas, agora têm saída o ano inteiro”, atesta o proprietário Mário Nicoletti. Ou seja, o dia da gula é hoje, mas vale se entregar sempre. Aproveite!

 

Envolto na farinha

 

O bife à milanesa do Ki-filé é sequinho e bem empanado (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O bife à milanesa do Ki-filé é sequinho e bem empanado

 

A especialidade do restaurante Ki-Filé está expressa logo no nome. Ali quem brilha são os bifes, em diferentes cortes e com vários acompanhamentos.

 

O filé à milanesa não poderia ficar de fora. Por R$ 39, ele chega à mesa acompanhado de arroz e batata frita. Mas, caso o cliente prefira outras guarnições, pode pedir para trocar por feijão, salada ou purê de batata.

 

O proprietário do local, Roberto Vasconcelos, explica que a receita é simples, mas guarda alguns segredos. Um deles é temperar bem o filé antes de fritá-lo, sempre em pouco óleo. “Para não encharcar, o bife tem que ser frito numa frigideira já bem quente”, ressalta Roberto.

Sabe aqueles filés à milanesa pesados que encontramos por aí? Roberto garante que não é o do Ki-Filé. “A gente empana duas vezes no ovo e duas na farinha. A dica para não ficar massudo e pesado é passar o bife de uma mão para a outra antes de fritar para tirar o excesso da farinha”, ensina.

 

Que venha o chocolate

 

Seja na forma de bolo ou de brigadeiro, o chocolate arranca suspiros na Casa Doce (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Seja na forma de bolo ou de brigadeiro, o chocolate arranca suspiros na Casa Doce


Chocolate. Esse é um ingrediente que ocupa um lugar especial no coração de qualquer comensal. Versátil, é possível encontrar o ingrediente com diversas intensidades em inúmeras receitas. Duas que não podem faltar na sobremesa dos fãs do derivado do cacau são, sem dúvida, o bolo de chocolate e o brigadeiro. Na Casa Doce, o chocolate tem o status de celebridade e é protagonista de diversas opções expostas na vitrine.


Entre os bolos, vendidos no quilo a partir de R$ 75,90, o de suflair, o de brigadeiro e o de mousse estão sempre na vitrine. “Para mim, nosso grande diferencial é a qualidade do chocolate”, garante a proprietária do local, Angela Tonon. Sobre o que chama a atenção no ingrediente, George Tonon reflete: “O cheiro do chocolate começa tudo. Depois, tem a aparência, mas a primeira coisa que chama a atenção é o cheiro”.


Outro queridinho é o brigadeiro (a partir de R$ 4,90), que aparece em diversas versões, como chocolate branco, ao leite ou meio amargo. “O chocolate agrada ao paladar de crianças e adultos”, explica Ângela. Segundo ela, versões mais doces, como ao leite, costumam fazer mais sucesso com os pequenos, enquanto opções amargas ou que mesclam elementos ácidos ganham o coração, e a barriga, dos mais velhos.


Para o segundo semestre, a casa promete mudança: a loja, atualmente na 112 Sul, mudará de endereço para a 111 Sul. O espaço será quase três vezes maior e contará com gelateria, cafeteria, restaurante, confeitaria e padaria.


Enrolada em história

 

As receitas do local acompanham a história da família de Lucimar Calil (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
As receitas do local acompanham a história da família de Lucimar Calil
 


O Pamonhão Kalú é um pedacinho de história escondida na capital. Há quase 45 anos na cidade, o ponto aposta em cheio no milho e oferece, entre muitas opções, dois preparos que são o carro-chefe do local e atiçam a gula de quem passa pelo espaço.


A pamonha da casa é feita diariamente. “Preparamos a pamonha apenas com milho, óleo e sal”, garante Lucimar Calil, proprietária do local. São três tipos de pamonha que o comensal encontra: pamonha com queijo, de sal ou doce (R$ 8); pamonha com linguiça e queijo (R$ 9); e pamonha com linguiça, queijo e pimenta (R$ 10). “Fazemos também ela sem nada de origem animal, para os veganos”, anuncia.


Outra pedida certeira é a coxinha (R$ 4). O preparo é recheado com milho e frango e temperado com cebolinha. “Essa é uma coxinha que minha mãe criou há mais de 40 anos”, relembra a proprietária, que garante o sucesso do preparo.


Com fritas, por favor!

 

A qualidade dos ingredientes garante o sabor diferenciado dos hambúrgueres do Páprica Burger (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A qualidade dos ingredientes garante o sabor diferenciado dos hambúrgueres do Páprica Burger
 


Hambúrguer, batata frita e  milkshake. Esse trio é a aposta de muitos comensais na hora de ceder à gula pela capital. O trio é também a aposta no Páprica Burger, dos sócios Lucas Fernandez Artega e Bruna Prieto. A casa oferece, além dos preparos queridinhos, muita qualidade nos produtos.


Entre as alternativas de hambúrguer, a sugestão é o sanduíche que leva o nome da casa (R$ 26, só o sanduíche; ou R$ 39, com batata e bebida) – mix de folhas, tomate, cebola caramelizada, queijo minas meia cura gratinado, bacon crocante, hambúrguer de 160g e pão brioche. Para acompanhar, as batatas ganham formas únicas no local, além da tradicional batata palito, que vão com o complemento de ervas frescas ou bacon por cima, o cliente pode pedir os chips, que fazem um mix de raízes, como batata-baroa, cenoura, beterraba e batata-doce.


O gran finale vem no milkshake, feito quase exclusivamente com gelato italiano. “As pessoas acham que o sorvete não precisa ser de qualidade porque será batido, mas a gente coloca um gelato de altíssima qualidade”, elucida. Entre os sabores, cheesecake, framboesa com limão-siciliano e churros – todos por R$ 22.


Ainda no primeiro semestre deste ano, a dupla de sócios do Páprica Burger pretende expandir ainda mais e abrir a terceira unidade, em Águas Claras.


Itália em Planaltina

 

A lasanha é montada na hora para garantir a qualidade (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
A lasanha é montada na hora para garantir a qualidade
 


Foi graças ao casamento do chef Matteo Giannella que o restaurante Pepe Nero chegou à capital. O italiano se orgulha da trajetória da casa, que começou com a avó, passou pela mãe e agora está nas mãos dele, em um novo país. “Apesar da distância, minha mãe ainda cuida de lá. Esses dias, ela queria saber que tipo de pão estou servindo”, revela Matteo.


Entre os preparos que atraem a clientela está a lasanha. “Não deixo a massa pronta. Quando o cliente pede, eu pego a bola de massa, abro e, então, monto na hora”, explica o chef. Entre os sabores da massa para o cliente estão a bolonhesa (R$ 23,90) ou o camarão (R$ 34).


Já para a família toda, o filé à parmegiana pode ser pedido para três pessoas por R$ 85. “É uma alternativa para agradar a todos”, pontua. Durante a noite, o cardápio inclui pizzas de diversos sabores e que custam a partir de R$ 27, para três pessoas; R$ 38, para 6; e R$ 48, para 8.


Goiás chega com tudo!

 

O empadão goiano é um preparo que chama a atenção no Empório Sabor Goiano (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O empadão goiano é um preparo que chama a atenção no Empório Sabor Goiano
 


Em Brasília é inegável a influência gastronômica de Goiás. Muito próximo ao Distrito Federal, o estado traz diversos quitutes e, entre os que aquecem as barrigas da capital, está o tradicional empadão goiano. Essa receita é  servida no Empório Sabor Goiano, recentemente adquirido pelo casal Carlos Giovani Pereira dos Santos e Maria Cláudia Pereira dos Santos.


“O empadão goiano é mais pesado. O pessoal pede muito ele no fim da tarde, para um lanche, por exemplo”, explica Giovani. A receita servida na casa leva frango, muçarela, presunto, linguiça, azeitona, palmito, milho e tempero e sai por R$ 8.


Caso o cliente prefira a bandeja congelada, a opção custa R$ 34,90 e vem com cinco unidades. “Antes, as pessoas iam até Goiás para comprar os congelados. A minha ideia é oferecer esses preparos aqui, a uma distância acessível e com a mesma qualidade”, pontua.

 

Da ousada à tradicional

 

As pizzas podem assumir sabores inesperados ou tradicionais na Fratello Uno (Destak Comunicação/Divulgação)
As pizzas podem assumir sabores inesperados ou tradicionais na Fratello Uno

 

As redondas ocupam um lugar especial no coração dos amantes da boa gastronomia. Com um universo de possibilidades, as pizzas podem ir do tradicional, como a muçarela e a calabresa, até variações ousadas e inusitadas. O limite é a criatividade, o que na Fratello Uno não falta. Os sabores da casa misturam ingredientes em combinações únicas, sem abrir mão das pizzas tradicionais, feitas à perfeição no local.

 

“Entre as combinações inesperadas, a pizza de camarão, shimeji, mascarpone e azeite trufado (a partir de R$ 78) chama a atenção dos fãs de frutos do mar que vêm para cá”, garante joão Pedro Couto, sócio do local. Ele ainda sugere a Maravilhosa (a partir de R$ 78) – queijo de cabra, figos marinados no vinho do porto e mel e lascas de presunto de parma; ou a Gostosona (a partir de R$ 68), feita com pesto, tomate seco, muçarela de búfala e lascas de presunto de parma.

 

“Uma coisa que nós temos que o pessoal gosta muito é o fato de a pizza grande poder ser dividida em até três sabores. Dessa forma, a pessoa pode optar por duas pizzas salgadas e uma doce, tudo no mesmo pedido”, destaca o sócio. Nesse formato, nem todas as opções doces ficam disponíveis devido à massa, mas as pizzas de banana, banana com chocolate e a de goiabada com queijo coalho são opções possíveis.

Junho o ano inteiro

A variedade de bolos de mandioca na Gamela vai de receitas mineiras a pernambucanas (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A variedade de bolos de mandioca na Gamela vai de receitas mineiras a pernambucanas

 

Foi-se o tempo que a gente tinha que esperar as festas juninas para comer delícias como bolo de mandioca e arroz doce. Em casas como a Gamela, essas receitas podem ser encontradas o ano inteiro.

 

O proprietário, Mário Nicoletti, explica que são oferecidos três tipos de bolo de mandioca na casa: o bolinho de mandioca (R$ 33, o quilo), o Mané Pelado (R$ 24,60, o quilo) e o Souza Leão (R$ 36,50, o quilo). “As duas primeiras são receitas que a minha avó fazia em Minas Gerais e a gente trouxe pra cá”, conta Mário.

 

O bolinho de mandioca é preparado com fécula e coco e o Mané Pelado leva mandioca ralada e queijo. Já o Souza Leão é uma receita pernambucana que, segundo Mário, lembra o Mané Pelado, mas leva ovos na receita.

 

Outro quitute servido na Gamela que desperta a gula de muita gente é o arroz doce, servido tanto no balcão como por encomenda, caso a ideia seja pedir uma quantidade grande. O doce é oferecido em duas versões: a tradicional (R$ 29, o quilo) e a diet (R$ 35, o quilo), preparada sem açúcar. “Mas sempre gosto de lembrar que o arroz vira açúcar quando comemos. Então, os diabéticos têm que tomar cuidado”, ressalta o cuidadoso empresário.

Limão à francesa

Philippe Verstraete investe na tradição francesa na confeitaria aberta há 2 anos (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Philippe Verstraete investe na tradição francesa na confeitaria aberta há 2 anos

 

Vem da França, mais precisamente do prestigiado instituto Cordon Bleu, a receita da torta de limão que chega à cidade pelas mãos de Philippe Verstraete, confeiteiro que comanda café homônimo na Asa Norte. Ali, o doce é servido a R$ 12, a porção individual, ou a R$ 65, o quilo, sob encomenda.

 

“Aprendi essa receita na escola, aprimorando o que já faziam meus pais”, conta Philippe, ao se referir ao preparo que tem a base de farinha de amêndoas, açúcar, manteiga e ovo, na tradicionalmente francesa massa blé. O recheio é de creme de limão-siciliano e, por cima, vem um merengue italiano. A mesma massa serve para a torta de pera (R$ 12,50 a individual e R$ 90, o quilo).

 

Não foram só as tortas que o confeiteiro trouxe da terra natal. De lá também vieram os macarrons (R$ 4) e a ópera (R$ 90, o quilo) em dois sabores: café com chocolate e framboesa.

Onde comer

Gamela 

(406 Sul, Bl.D. lj.3; 3244-0628), aberto de segunda a sábado, das 9h às 19h.

 

Ki-Filé 

(405 Norte, Bl.A lj.55/69; 3274-6363), aberto de segunda a sexta, das 12h às 23h; e sábado, das 12h às 17h.

 

Philippe Verstraete 

(310 Norte, Bl.A; 3964-0030), aberto de terça a domingo, das 8h às 20h.

 

Empório Sabor Goiano 

(Q. 205, lt 2, lj 26; 3541-1008), aberto de segunda a sábado, das 9h às 20h.

 

Casa Doce

(112 Sul, Bl. a, lj 39; 3345-2807), aberto de terça a sextas, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 19h; e domingo, das 9h às 18h.

 

Páprica Burger 

(Setor Hoteleiro Sul, Q. 3) e (Eixinho Norte, 204 Norte), aberto diariamente, das 12h às 23h.

 

Pepe Nero 

(Praça Salviano Monteiro, Q.56 lt 2; 3365-4028), aberto segunda, das 11h às 15h, de terça a domingo, das 11h às 23h45.

 

Pamonhão Kalú 

(105 Norte Bl. D lj. 3/54; 3273-7067), aberto de terça a domingo, das 11h30 às 22h.

 

Fratello Uno 

(103 Sul, Bl. A, lj. 36; 3321-3213) e (109 Norte, Bl. D, lj. 19; 3447-3360), aberto diariamente, de domingo a quinta, das 18h30 à 0h; e sexta e sábado, das 18h30 à 0h30.

 

Colaborou Alice Corrêa

(estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader)  

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