Brasília-DF,
23/FEV/2018

Confira opções de restaurantes para comer frutos do mar em Brasília

No dia de Iemanjá, separamos sugestões de frutos do mar para todos os gostos

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Rebeca Borges* Renata Rios Publicação:02/02/2018 06:00Atualização:02/02/2018 09:32
Brasília não tem mar, mas a opções para comer frutos do mar são muitas (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Brasília não tem mar, mas a opções para comer frutos do mar são muitas

 
Rainha dos mares, Iemanjá tem seu dia comemorado hoje e, para celebrar, o Divirta-se Mais selecionou preparos com frutos do mar que vão deixar qualquer comensal de queixo caído, ou melhor, com água na boca. Cada uma à sua maneira, as receitas valorizam os ingredientes vindos das águas salgadas.

A diversidade chama atenção. As receitas vão além dos também presentes camarão e do peixe — afinal, há muito mais para se degustar, seja com novos ingredientes, seja apenas revistando um clássico.

Para os amantes do mais famoso dos crustáceos, um bom camarão ao alho e óleo é, sem dúvida, motivo de pedir uma cervejinha e relaxar apreciando o sabor, como é a proposta no restaurante O rei do camarão.

Fugindo do trivial, no Cidade Livre, o camarão ganha uma nova cara. Já é famoso o chiclete de camarão.

Impossível falar de peixes e não pensar na Feira do Guará. O local, reconhecido por chefs e amantes da gastronomia como o melhor lugar para comprar peixes, também pode servir como uma parada para um almoço no meio das compras. Caso o programa peça algo mais contemplativo, uma ida ao Pontão fica mais interessante se combinada à moqueca do Mazuá.

Já para quem busca uma experiência mais aventureira, a caranguejada, servida no Ceará Carne de sol, segue  o ritual: martelinho, tábua e o animal inteiro. 

Se a ideia é comer uma carne delicada e adocicada, a lagosta cai como uma luva. O ingrediente ganha o próprio festival no Ilê Praia Parque. “O festival tem valores mais acessíveis que os pratos com esse ingrediente costumam apresentar”, garante Paulo Maurício, proprietário e chef da casa.

 

Tradição da feira

 
O filé de merluza do Prato Mineiro faz sucesso na Feira do Guará  (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O filé de merluza do Prato Mineiro faz sucesso na Feira do Guará
 
Quem quiser encontrar pratos com peixes de água salgada na Feira do Guará pode ir ao restaurante Prato Mineiro, localizado no box 502. A casa oferece self-service no horário de almoço por R$ 42,90, o quilo.

O filé de merluza, uma das receitas oferecidas pelo restaurante, é sucesso entre os frequentadores da feira. Maria Oneide, uma das cozinheiras da casa, explica: “A merluza é temperada com sal, passada na farinha de trigo e frita.” O peixe pode ser acompanhado pelas diversas opções de saladas e guarnições que completam o bufê do estabelecimento.

A casa também serve peixes de água doce, mas Maria garante que o de água salgada faz mais sucesso. Além do self-service, o Prato Mineiro serve marmitas, pelo preço de R$ 20. As quentinhas levam salada, arroz, feijão, guarnições variadas e carnes ou peixes.

TEM MAR NO GUARÁ
O point do peixe no Distrito Federal é a Feira do Guará, que funciona de quarta a domingo, das 8h às 18h. O local abriga diversas peixarias, que recebem pescados e frutos do mar de estados como Ceará, Maranhão e Santa Catarina. Além disso, a feira é uma opção para quem busca uma grande variedade de peixes por um preço mais acessível. 
 
 

A Bahia é aqui!

 
O chef Renato Sousa dos Anjos e a consultora Daniela Gianinni levam a Bahia ao Restaurante Manzuá (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
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O chef Renato Sousa dos Anjos e a consultora Daniela Gianinni levam a Bahia ao Restaurante Manzuá
 

A moqueca Clima de praia tem tudo a ver com o ambiente do restaurante Manzuá, especializado em comida baiana. O cardápio da casa, montado pelo chef Renato Sousa dos Anjos e pela consultora Daniela Gianni, é repleto de receitas à base de peixes e frutos do mar.

Feita com pescada, camarão e lagosta, a moqueca serve até três pessoas. O chef Renato dos Anjos explica: “Ela é preparada com molho de tomate, leite de coco e azeite de dendê e temperada com cebola, tomate e coentro”. O prato, que custa R$ 198, é acompanhado de pirão de peixe, farofa de dendê e arroz.
Renato conta que a culinária oferecida pelo estabelecimento leva aos clientes a sensação de estar no Nordeste. “Nosso forte é a comida baiana. A ideia é deixar um clima de praia mesmo”, brinca.

O ambiente praiano também pode ser completado com outros pratos, como a lagosta na parrilla. Em porção individual, o prato, feito na brasa, custa R$ 145. A receita é acompanhada de arroz com brócolis e legumes grelhados.
 
 

Camarão de um jeito diferente

 
O chiclete de camarão foi criado no Cidade Livre para um festival  (Gustavo Gracindo/Divulgação)
O chiclete de camarão foi criado no Cidade Livre para um festival

O nome chiclete de camarão pode soar peculiar, mas é assim que se chama um dos pratos mais famosos do restaurante Cidade Livre. Sucesso entre os clientes da casa, a receita foi premiada no festival Roda de Boteco, em 2009. Francisca de Araújo, proprietária do estabelecimento, conta que o prato foi criado apenas para participar do concurso, pois, “para concorrer, precisávamos de um prato inovador”.

Criada por Francisca, a receita é uma moqueca de camarão preparaa com quatro tipos de queijo — muçarela, catupiry, gruyère e gorgonzola — que esticam como chiclete na hora de servir. “O gorgonzola, por de ter um sabor forte, vem numa quantidade pequena, só para dar um toque final”, explica. Além disso, o prato conta com um molho especial, mas Francisca brinca: “A receita do molho é segredo da casa”.

O chiclete de camarão serve até três pessoas e tem arroz e batata palha como acompanhamentos, servidos à vontade. Francisca conta que o prato, que custa R$ 99, “foi uma mistura que deu certo.” Ela revela: “É um prato muito saboroso: quem come volta e pede novamente”.


Clássico de água salgada

 
O camarão ao alho e óleo é uma opção de entrada para compartilhar  (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O camarão ao alho e óleo é uma opção de entrada para compartilhar

Queridinho entre os amantes de frutos do mar, o camarão é a especialidade do restaurante O Rei do Camarão. Entre diversas receitas da casa que têm o crustáceo como ingrediente principal, o clássico camarão ao alho e óleo, petisco que serve até duas pessoas, ganha destaque.

Por R$ 56,50, quem pedir o prato tem direito a 400g de camarões de alto-mar, temperados com sal e alho e passados ao óleo. Cristiane Cardoso, proprietária do estabelecimento, explica: “Utilizamos o camarão rosa. Ele é um camarão que tem mais fibra, é mais resistente. A gente trabalha com esse camarão de água salgada, que não come ração. É o nosso diferencial”.

Cristiane conta que o prato é uma das entradas mais servidas na casa, principalmente para grupos de amigos e famílias. “O camarão ao alho e óleo é um prato para compartilhar”, comenta a proprietária do restaurante.

A casa, que ganhou um novo endereço no Lago Sul há cerca de um mês, oferece também outras opções para quem quiser se deliciar com o crustáceo. De terça a sábado, durante o jantar, o restaurante promove o Festival do Camarão. A proposta é servir diversos pratos num bufê que custa R$ 72,90, por pessoa. Além das preparações com camarões, o festival conta com saladas e guarnições frias, sushi e ceviche.
 
 

Tradição e fartura

 
O arroz de polvo é feito com lulas, camarões, azeitona e, claro, muito polvo
 (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O arroz de polvo é feito com lulas, camarões, azeitona e, claro, muito polvo

Os clientes fiéis do Bar Brasília não escondem a preferência pelo arroz de polvo da casa, batizado de Dom Francisco (R$ 169 inteiro; R$ 94,90, meia porção). A porção conta com uma quantidade abundante de polvo, além de lula e camarão. Para aumentar o charme e garantir a temperatura correta, o prato vem à mesa em uma panela de ferro.

“Temos três proteínas nesse prato, o que ajuda a receita a ficar mais saborosa, além de chamativa”, explica o sócio da casa Leonardo Ferreira. Sobre o nome do preparo, Leonardo revela que é uma homenagem ao chef Francisco Ansiliero. 

“O Francisco nos ajudou muito e ele gosta muito dessa receita. Por isso, a homenagem”, explica. A fartura do preparo é dividida em dois tamanhos: a porção inteira serve três pessoas, já a meia serve duas.

Outra pedida que sai bastante na cozinha do bar é o arroz de bacalhau (R$ 119,8 e R$ 74,8 a meia). “Nesse caso escolhemos o bacalhau Gardus Morhua. Nessa variação, o animal possui postas maiores, além do sabor mais suave.”

Novidades no menu
Para depois do carnaval, a casa promete novidades. O menu será reformulado pelo chef Ville Della Penna. “Contamos com algumas novidades, como o dadinho de lasanha e o tempurá de boteco, com ingredientes como jiló, maxixe e quiabo”, adianta Leonardo.


Orgulho do artesanal

 
A lula é o principal ingrediente do penne di calamari arrabiata servido no Oscar (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
A lula é o principal ingrediente do penne di calamari arrabiata servido no Oscar

Um dos orgulhos no restaurante Oscar é que ali todas as receitas são artesanais, desde os pães, afinal se trata de uma cozinha italiana, até os molhos. “Aqui temos até uma hortinha, com alguns insumos que aproveitamos na cozinha, como o manjericão e o alecrim”, exalta Darci Souza, gerente de gastronomia da rede Plaza Brasília.

O penne di calamari arrabiata (R$ 42) é uma massa que combina lulas, molho de tomate com manjericão e um toque picante. O subchef Carlos Araújo acrescenta a influência mediterrânea no preparo.

A casa ainda trabalha com a torre de lula (R$ 56), composto por lulas salteadas, tomate-cereja, manjericão e azeite trufado; e com o risoto mare i monti (R$ 56), com funghi e camarão. “Esse risoto é um prato muito pedido. As pessoas gostam muito de receitas com camarão”, afirma Darci.


Com o toque da casa

 
A casquinha de siri, no Nikkei, vem com o queijo parmesão gratinado  (Ana Morena/Divulgação)
A casquinha de siri, no Nikkei, vem com o queijo parmesão gratinado

A gastronomia nikkei se destaca pela fusão dos sabores peruanos e nipônicos. No restaurante Nikkei, o nome não foge à regra. São diversos os preparos que dão espaço para os frutos do mar brilharem. A casa é também um bom ponto para ampliar as experiências gastronômicas e conhecer novas proteínas devido à ampla variedade no menu.

Para começar a festança, uma boa é pedir as casquinhas de siri (R$ 20,90, com duas unidades) de entrada. O toque especial fica por conta do fato de ela ser gratinada com queijo parmesão. “Fazemos o siri refogado em cebola bem caramelizada, depois acrescentamos o leite de coco e tomates em cubos”, descreve o chef Miguel Ojeda.

Outra alternativa é conhecer o exótico king crab, espécie da caranguejo que vive em mares profundos e apresenta uma carne adocicada e delicada. “Temos os sashimis de king crab (R$ 104,90 — 10 unidades), que vêm com tataki, massago, azeite trufado e raspas de limão”, afirma Ojeda.


Marteladas de sabor

 
Para comer a caranguejada, nada de frescura, é preciso colocar a mão na massa (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Para comer a caranguejada, nada de frescura, é preciso colocar a mão na massa

Comer caranguejo é quase um ritual. O sabor e a forma de ingerir o alimento praticamente transportam o comensal para a beira da praia. Para aproveitar essa delícia, um pequeno desafio. O caranguejo é coberto por uma casca dura, que para ser removida deve ser quebrada com um martelo.

A caranguejada é uma atração concorrida às quintas-feiras no Ceará Carne de Sol. No local os clientes podem comer a proteína, guarnecida de vinagrete e farofa, por R$ 12,90, a unidade.

“Quando o pessoal vem comer o caranguejo, não tem frescura. Tem que comer usando as mãos e o martelo para quebrar a casca do bicho”, explica Adelson Soares de Oliveira, o Ceará. O preparo pode vir ao molho, feito com dendê, leite de coco, tomate e pimentões ou apenas no limão, água e sal. Às sextas, sábados e domingos, o local disponibiliza o preparo sob encomenda com o mínimo de 10 unidades.

Ainda nos frutos do mar, o cliente pode apostar no camarão ao alho e óleo como petisco. Para uma refeição, a tilápia no molho de camarão serve três pessoas e é muito bem-aceita pelo público da casa. Ou ainda o arroz de camarão, que, além dos camarões, leva molho à base de dendê, leite de coco e tem o preparo acrescido de ervilhas.


Festival de alegria

 
A lagosta é a estrela no cardápio do Ilê Praia Park  (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
A lagosta é a estrela no cardápio do Ilê Praia Park

A lagosta é, sem dúvida, uma estrela entre os frutos do mar. O sabor suave da carne levemente adocicada exige maestria para executar as receitas. “A lagosta deve ser servida ao ponto. Ela é uma carne muito delicada e fica com uma textura desagradável facilmente”, explica o proprietário e chef do Ilê Praia Park, Paulo Maurício. Os fãs do pescado podem se deliciar com um festival.

Entre os preparos que ganham espaço no festim está a lagosta ao thermidor (R$ 69) — regada ao molho à base de creme de leite e mostarda. “O molho na lagosta é muito importante. Ele vai dar um sabor extra à carne suave. Ao mesmo tempo, ele não pode acabar com o sabor da carne”, ensina.

Ainda nas opções individuais, o cliente encontra o bobó de lagosta (R$ 69); a lagosta grelhada em manteiga de ervas (R$ 69); e a lagosta com filé-mignon grelhado ao molho de gorgonzola (R$ 69).

“A lagosta com a carne é um clássico. Funciona muito bem, o importante é que o acompanhamento funcione como um elemento de conexão entre as proteínas”, explica Paulo, que ainda oferece a moqueca de lagosta (R$ 120) como um prato para dois.


*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader

 
ONDE COMER 

Bar Brasília (506 Sul, Bl. A, lj 15; 3443-4323), aberto de segunda a sábado, das 11h à 1h; domingo, das 11h às 17h.
 
Ceará Carne de Sol (QE 4, AE A, Quiosque 1, ao lado do Sesc, Guará; 3257-5672), aberto de segunda a quarta, das 11h à 0h; quinta a sábado, das 11h às 2h; e domingo, das 11h à 0h.
 
Cidade Livre (SIBS, Q. 2, cj 3, lt 3, 4 e 5; 3386-0404), aberto de domingo a quinta, das 11h à 0h, e às sextas, sábados e domingos, das 
11h às 2h.
Ilê Praia Park (Parque da cidade, Estacionamento 9; 3443-8099), aberto de terça a domingo, das 11h30 às 23h.
 
Manzuá (Pontão do Lago Sul, SHIS, Q. 10, lt. 1 a 30; 3364-6090), aberto de segunda a sexta, das 12h à 0h, e aos sábados e domingos, das 12h à 1h.
 
Nikkei (SCES Tr 2, lt 32, Orla JK; 2099-2460), aberto segunda 19h às 0h; terça a quinta, das 12h às 15h, das 19h às 0h; sexta, das 12h às 15h e das 19h à 1h; sábado, das 12h à 1h; e domingo, das 12h à 0h.
 
Oscar Restaurante (SHTN Tr. 1, cj 1; 3306-9060), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado e domingo, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h.
 
Prato Mineiro (Feira do Guará, QE 25, Guará II; 3381-2425), aberto de quarta a domingo, das 8h às 17h30.
 
O rei do camarão - Beira lago (SHTN, Tc. 1; 3879-9933), aberto de terça a domingo, das 12h às 23h.

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