Brasília-DF,
18/JUL/2018

Confira restaurantes para comer bem sem sair da tradição do feriado

Na semana santa, seja com o clássico bacalhau seja com outras opções vindas da água, não faltam pratos para se comer bem durante a folga

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Rebeca Borges* Renata Rios Publicação:23/03/2018 06:00
Durante o feriado, bacalhau pode ser uma boa opção para as refeições (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Durante o feriado, bacalhau pode ser uma boa opção para as refeições
 
 
Está chegando a semana santa e, com ela, vêm os frutos do mar, o bacalhau, o atum, o salmão e tantas outras proteínas oriundas das profundezas aquáticas. 
 
O bacalhau é o queridinho dos chefs e dos comensais nesta época do ano. É versátil, indo do clássico até criações personalizadas. 
 
O chef Francisco Ansilero oferece uma belíssima posta inteira do peixe. “É um prato para uma família comer bem”, promete. O chef conta que o bacalhau está no menu desde o início da casa, que completa, em julho, 30 anos.
 
Já com outras opções que fogem do bacalhau, o ceviche é servido em formatos diversos no Cuzco. Entre as escolhas que o cliente tem está a receita clássica, ou opções inovadoras, como Ceviche Cuzco — com salmão, camarão, lula, cebola roxa, coentro, cebolinha, avocado, nori, creme de wasabi e chips da terra.
 
Para frutos do mar, o Nau tem uma infinidade de receitas que se encaixam na ocasião, entre elas a chapa de frutos do mar, que promete transportar o comensal para a beira da praia. São 800g de um mix de frutos do mar que inclui lagosta, camarão, polvo, mexilhão e lula, chapeados com azeite.
 
Para quem prefere passar a data em casa com a família, a proposta do Don Campello é excelente. A partir de duas pessoas, é possível encomendar um dos preparos do chef Bruno Campello. “Para esta época do ano, temos duas alternativas de Paella muito boas, a marinera, que é feita com lula, polvo, mexilhão, dois tipos de camarões e peixe; ou ainda a negra, que leva também vinho branco, tinta de lula e grana padano”, explica. 

Tradição e muita fartura


Quando se fala em bacalhau, o Dom Francisco é uma escolha certeira. No menu desde o início da casa, que completa, em julho, 30 anos, o bacalhau aparece com uma grande diversidade de preparos. Para a semana santa, o chef Francisco Ansilero oferece preparos em promoção, entre eles, uma opção tamanho família.
 
Francisco conta que muitos clientes vão à casa para comer o peixe, em alguma das versões servidas. Para o período, o chef explica que o lombo de bacalhau com batatas ao murro e brócolis ao alho e óleo (R$ 480) é uma ótima pedida.
 
“No caso desse prato,  o cliente tem que encomendar, bastam 2 ou 3 horas de antecedência”, explica. “Antes de descobrir a América, a Europa não tinha batatas. Elas combinam tão bem com o peixe que é difícil imaginar o bacalhau sem elas”, comenta.
 
Ainda no menu, o cliente pode optar pela posta para duas pessoas, por R$ 254,50, ou ainda individual, que custa R$ 135. “Nesse caso, o prato vem guarnecido de arroz com brócolis, afirma o chef”. Outras opções que entram na promoção para a data são o bacalhau desfiado (R$ 115, para duas pessoas; ou R$ 89, individual) e o bacalhau em postas finas (R$ 125, para duas pessoas).
 

A posta inteira do bacalhau servida no Dom Francisco serve bem de três a quatro pessoas (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A posta inteira do bacalhau servida no Dom Francisco serve bem de três a quatro pessoas
  
 

Portuguesa, com certeza!


Na hora de montar o menu do Sagres, Olga Soares não deixou o pai de lado e o homenageou com um preparo no menu: o bacalhau Dom Diniz (R$ 195). 
 
“Esse era um bacalhau que minha avó fazia no fim de semana para meu pai”, relembra Olga. Segundo ela, o prato que o cliente encontra no menu não é exatamente o mesmo: “minha avó fazia alguma coisa parecida”.
 
O preparo é feito com a posta do bacalhau frita, cebolas, azeitonas pretas portuguesas e ovo cozido. Ainda na montagem, as batatas portuguesas são dispostas ao redor da posta, que vem coberta pelos demais ingredientes. “A batata portuguesa é feita com rodelas grossas, que depois são fritas”, explica.
 
Sobre o preparo, Olga complementa que a receita deixa o peixe bastante suculento.  “O bacalhau frito fica macio por dentro e com uma casquinha por fora. Fritá-lo ajuda a manter a umidade dentro do peixe”, revela. A proprietária ainda fala sobre a tradição de comer bacalhau na data. 
 
“A minha cidade (Braga) é muito religiosa. Essa tradição de comer peixe na semana santa que os brasileiros têm vem muito de Portugal”, finaliza. 
 
O bacalhau Dom Diniz é uma homenagem ao pai da proprietária do Sagres  (Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press)
O bacalhau Dom Diniz é uma homenagem ao pai da proprietária do Sagres
 

Finalizado com queijo 


O bacalhau é um peixe diferenciado. A textura mais firme e o sabor, que, além de único, marca presença, deixam o peixe longe do convencional. O queijo, graças a essas características da proteína, vem para agregar em duas receitas no Tejo, casa portuguesa que oferece um menu de respeito para os amantes da gastronomia portuguesa e, claro, do bacalhau.
 
A primeira é o clássico bacalhau na nata (R$ 129). O preparo é feito com batatas sautê ao fundo, lombo desfiado em pétalas temperado, nata e o queijo parmesão por cima de tudo, para gratinar e finalizar. “Para harmonizar com esse preparo, a sugestão é o vinho Boição Reserva (R$ 199). Trata-se de um vinho branco de Bucelas com muito frescor, corpo médio, aroma de frutas e também de flores”, sugere Eugenio Cue, mâitre e sommelier da casa.
 
Outra opção que mistura o sabor do bacalhau ao do queijo é o bacalhau com queijo da serra (R$ 149) — lombo de bacalhau, creme de queijo, rodelas de batata, brócolis, vinho branco, cebola e queijo para gratinar. “O creme de queijo é feito com a água do bacalhau. Esse prato tem um sabor marcante, untuoso e a textura é cremosa, diz Cue”. Para esse preparo, o sommelier sugere o Quinta do Boição Gran Reserva (R$ 389): “Um vinho fermentado em carvalho e mais encorpado, com notas amanteigadas e mais untuosidade”, descreve.

O bacalhau na nata é finalizado com queijo antes de ir ao forno
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O bacalhau na nata é finalizado com queijo antes de ir ao forno
 

Festival de delícias 


Quando se fala em bacalhau, é comum se preparar para desembolsar uma quantia considerável. A proteína, quando de qualidade, agrega um custo significativo para o restaurante e, consequentemente, esse valor mais alto é repassado para o cliente. Para garantir a tranquilidade na hora de pagar a conta, um valor fixo vem a calhar e é exatamente isso que o Vila
 
Cinco oferece com o Festival do bacalhau. No Brasília Shopping, os pratos saem por 59,90. Já na unidade do Aeroporto, o valor passa para R$ 64,90.
 
São cinco preparos com a proteína no festival, mas para quem é fã do sabor do peixe o sócio da casa Fabiano Bérgamo sugere o bacalhau do Vila — posta grelhada no azeite, com azeitonas pretas, alho-poró, cebola, batatas noisettes, guarnecida de risoto de limão- siciliano. 
 
Outra pedida é o bacalhau à espanhola — uma posta grelhada, salteada com pimentões coloridos, cebola, ovos, azeitonas verdes acompanhado de arroz e purê de mandioca.
 
O proprietário destaca ainda o cuidado com o tratamento do pescado. “Antes de qualquer coisa, o pré-preparo do bacalhau é muito importante. A seleção das melhores postas e o dessalgue são de suma importância. Além disso, após dessalgar, é fundamental hidratá-lo, para que chegue à mesa com a consistência perfeita”, pontua.
 
Vale ainda destacar que todos os pratos do festival são feitos com o Gadus Marhua, também chamado de bacalhau do Porto.

O bacalhau é a estrela no Festival do Vila Cinco 
 (Morvan Rodrigues/Divulgação)
O bacalhau é a estrela no Festival do Vila Cinco
 

Para todas as famílias 


Semana santa é uma data para ser passada com a família e com os amigos. Há quem goste de ir a bons restaurantes na ocasião, mas, para os caseiros, não é o fim do mundo. A Don Campello oferece paellas variadas, que servem a partir de duas pessoas. “Na semana santa, faço apenas entregas, para outras ocasiões, acima de 30 pessoas, eu cozinho no evento”, revela o chef Bruno Campello.
 
Entre as alternativas servidas, a paella marinera (R$ 60, por pessoa) é um acerto. “Nessa paella vai apenas frutos do mar, ela é ótima para a semana santa”, sugere o chef. No preparo, o cliente leva dois tipos de camarões, mexilhão, lula, lagostim, polvo, além de peixe. 
 
“Cada ingrediente tem um tempo diferente de cocção, por isso, faço o polvo em uma panela separada, assim como a lula. Em outra panela, faço um caldo com as cabeças de peixe, camarão e legumes. Uso isso para cozinhar o arroz”, descreve.
 
Outra paella que chama a atenção é a paella negra (R$ 65, por pessoa). “Essa receita leva os mesmos frutos do mar, só que uso também vinho branco, grana padano e tinta de lula”, descreve. Para quem não é familiarizado, vale pontuar que o nome do preparo não vem à toa: devido à tinta, o prato fica com tons bastante escuros, quase preto. “Além de dar uma estética diferente, a tinta tem um sabor peculiar que combina muito bem com o parmesão”, pontua o chef, que ainda classifica o segundo preparo como mais cremoso que o primeiro.

A paella é feita para a partir de duas pessoas, para encomendas maiores é preciso ter antecedência
 (Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
A paella é feita para a partir de duas pessoas, para encomendas maiores é preciso ter antecedência

Haja de frutos do mar 


Quem quiser fugir dos tradicionais peixes durante a semana santa pode apostar nas diversas opções de frutos do mar. Esse tipo de alimento é a especialidade do restaurante Nau. Sob o comando do chef Vandré César, o menu do estabelecimento é vasto quando o assunto são as delícias do oceano.
 
O prato frutos do mar na chapa, (R$ 242), é ideal para compartilhar. “Esse é um dos carros- chefes  da  casa”, conta Vandré César. 
 
A iguaria serve entre duas e três pessoas, e é composta por 800g de lagosta, camarão, polvo, mexilhão e lula, chapeados com azeite. Além disso, a refeição é acompanhada por uma porção de arroz de brócolis.
 
O chef Vandré explica que o camarão utilizado pela casa é especial: “Usamos o camarão do tipo 41/50, que vem do Rio Grande do Norte e é maior”.

Os frutos do mar são uma alternativa para quem não gosta de peixe 
 (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Os frutos do mar são uma alternativa para quem não gosta de peixe
 

Festa do ceviche  


Se você gosta de saborear peixes em receitas mais leves, os ceviches são ideais. O prato é uma das especialidades do restaurante Cuzco, inspirado na gastronomia peruana e japonesa. “O segredo do ceviche é o frescor dos ingredientes. O prato é uma ótima opção de entrada e casa muito bem com saladas”, afirma o chef Fernando Souza. Ao lado do subchef William Nishimoto, o profissional montou o menu da casa, que reabriu recentemente após mudar de endereço.
 
Tem ceviche para todos os gostos! “No cardápio, temos 12 variações do prato”, conta Fernando Souza. A partir de R$ 30, é possível experimentar diversas opções da iguaria. O ceviche tradicional (R$ 30) é feito com peixe branco marinado ao leite de tigre, cebola roxa, milho peruano, coentro, pimenta e batata-doce glaceada.
 
Entretanto, uma das estrelas da casa é o Ceviche Cuzco (R$ 38), feito com salmão, camarão e lula. O prato também leva cebola roxa, coentro, cebolinha, avocado, nori, creme de wasabi e chips da terra. “Utilizamos tubérculos, como banana da terra e batata-doce, para dar uma crocância”, explica Fernando.

A variedade de ceviches é marca registrada do restaurante Cuzco
 (Thiago Bueno/Divulgação)
A variedade de ceviches é marca registrada do restaurante Cuzco
 

Além do bacalhau 


Quem não gosta de bacalhau ou prefere sair da tradição de comer esse peixe durante a semana santa pode investir nos pratos do restaurante Nosso Mar. A casa, que só trabalha com peixes de água salgada, atua na capital há 33 anos, sob o comando do proprietário Carlos Henrique dos Santos.
 
O congrio rosa é uma opção para saborear durante a Páscoa. Carlos Henrique explica: “no Brasil, o congrio é chamado de abadejo”. Ele conta que os abadejos das águas brasileiras costumam ser menores. Por isso, o proprietário optou por importar o peixe servido no restaurante. “Utilizamos o congrio da Nova Zelândia, que tem filés bem mais grossos”, afirma Carlos. No restaurante, o peixe é grelhado com tomates, cebola, pimentão e palmito.
 
Para completar, o congrio pode ser servido ao molho de camarão caso o cliente prefira. “Utilizamos o camarão pequeno, do tipo sete barbas. Ele é ideal para molhos”, explica Carlos. O proprietário conta também que o molho feito com o crustáceo deixa o peixe “mais molhadinho”. 
 
O prato leva duas opções de acompanhamento, entre arroz, pirão de peixe ou batatas fritas, por exemplo. A porção para duas pessoas custa R$ 160, enquanto o prato individual sai por R$ 96.

O restaurante Nosso Mar trabalha apenas com peixes de água salgada 
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O restaurante Nosso Mar trabalha apenas com peixes de água salgada
 

Atum sofisticado 


Apenas há quatro meses em funcionamento, o restaurante Ouriço já impressiona com o menu especializado em peixes e frutos do mar. “Sempre gostei de trabalhar com frutos do mar e optei por ter um espaço menor e mais intimista”, conta Thiago Paraíso, chef do Ouriço, que também trabalha na cozinha de outro estabelecimento, o Sauveur Bistrô.
 
O atum semicru ( R$ 82) é um dos sucessos da casa. “A gente trabalha com dois tipos de atum: o kihada, que em português é o bandolin, e o bati, que em português é o lage”, explica o chef. 
 
O peixe entra em contato com a panela por apenas 15 segundos, para grelhar rapidamente. Além disso, o prato acompanha uma farofa de panko e teriaki de pitanga.  “Tive a ideia de agregar uma fruta mais ácida ao doce do teriaki”.
 
Além do atum, outros peixes abrilhantam o menu do Ouriço. O chef conta que os mais utilizados são pescada, badejo e robalo — todos frescos. A variedade de frutos do mar também é grande: o cardápio apresenta pratos com polvo, camarões, mexilhões e lagosta.

O atum semicru é um dos pratos de destaque no menu do restaurante Ouriço  
 (Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
O atum semicru é um dos pratos de destaque no menu do restaurante Ouriço
 

Onde comer

 
Cuzco 
(Rua 36 norte, lt. 8, Águas Claras; 3536-2001), aberto todos os dias, das 16h à 0h.
 
Dom Francisco — Asbac 
(SCES, Tc. 2, cj. 31, Asbac; 3226-2005), aberto de segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 16h.
 
Don Campello 
(www.facebook.com/doncampelo; Whats App 99260-0110), encomendas diariamente, das 9h às 20h.
 
NAU Frutos do Mar 
(SCE Sul , Trecho 2 , Conj. 41; 3252-0155), aberto às segundas, das 12h às 15h30 e das 19h30 às 22h, de terça a quinta, das 12h às 15h30 e das 19h30 às 23h, às sextas e sábados, das 12h à 0h, e aos domingos, das 12h às 22h.
 
Nosso Mar 
(115 Norte, Bl. B, Ljs. 3,77; 3349-6556), aberto às terças e quartas, das 12h à 0h, de quinta a sábado, das 12h à 1h30, e aos domingos, das 12h às 23h.
 
Ouriço 
(QI 21, Cj. 4, Lago Sul; 99558-0179), aberto de terça a sábado, das 12h às 15h r das 19h às 23h30, e aos domingos, das 12h às 16h.
 
Sagres 
(316 Norte, Bl. E, lj 24/28; 3347-2234), aberto de terça a sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 18h.
 
Tejo 
(404 Sul, Bl. B, lj 27; 3267-7005), aberto de terça a sábado, das 12h às 15h e das 19h à 0h; domingo, das 12h às 16h.
 
Vila Cinco 
(Aeroporto de Brasília praça de alimentação, 2º pavimento; 3364-9233), aberto diariamente, das 8h às 2h. (Brasília Shopping, SCN Q. 5, Bl. A, área externa; 3047-8680), aberto diariamente, das 11h à 1h. 
 
*Estagiária sob supervisão do subeditor Igor Silveira

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