Brasília-DF,
20/JUL/2018

Copa do Mundo: conheça receitas e ingredientes típicos dos países classificados

O fim de semana é de Copa e o Divirta-se Mais foi descobrir o que se come nos países que fazem a bola rolar!

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Renata Rios Rebeca Borges* Publicação:22/06/2018 06:00Atualização:21/06/2018 15:43
Chef Chidera Ifeanyi, do restaurante nigeriano Simbaz (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Chef Chidera Ifeanyi, do restaurante nigeriano Simbaz
A Copa do Mundo segue em campo e, apesar do empate sem sal com a Suíça, o Brasil vai com tudo para o segundo jogo da competição. Desta vez, o adversário é a Costa Rica, na manhã desta sexta (22). Para ajudar o torcedor a conter a ansiedade dos dias que ainda estão por vir, que tal estudar nossos adversários? Claro que no âmbito da gastronomia, que é muito mais gostoso. O Divirta-se Mais apresenta ingredientes e receitas típicos dos times que jogarão neste fim de semana.

Depois de empatar com a Argentina, a gente gosta mais da Islândia, e o país ganha destaque por fornecer o gadus mohua, o bacalhau verdadeiro. “Essa é a melhor espécie de bacalhau. Tem uma textura delicada e sabor suave”, descreve Eugênio Cue, maitrê e sommelier do restaurante Tejo. Vale destacar que, além da pesca, o país tem uma culinária baseada nos produtos lácteos e na carne de carneiro.

Já o nosso adversáriode desta sexta, a Costa Rica, é referência na produção de café, banana e cebola. Na Quitinete Gourmet, a aposta é misturar duas dessas produções em uma bebida de arrancar suspiros: o fruitcoffee. “Essa e uma bebida que atende em todos os momentos. Ela é suave e não é muito doce”, explica Patrícia Kellen.

O proprietário Alexandre Ferreira, da Aguimar Ferreira Chocolateria, criou uma caixinha batizada de Sabores da Copa. No pacote, o cliente encontra um pouquinho das grandes seleções do Mundial, como a França, Argentina e México. “Em cada bombom estudamos colocar um ingrediente que traga um pouco da cultura gastronômica daquele país. Na França, colocamos champanhe e na Argentina o docinho lembra um alfajor”, descreve Alexandre.
 
O arroz jollof do restaurante Simbaz, é um prato típico da Nigéria, pais que participa da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press.)
O arroz jollof do restaurante Simbaz, é um prato típico da Nigéria, pais que participa da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Temperado e saboroso 


“A comida nigeriana é bem parecida com a brasileira”, conta Chidera Ifeanyi, proprietário e chef de cozinha do restaurante Simbaz. A casa funciona há nove meses em Brasília e tem o menu composto por diversos pratos típicos de países africanos. O chef nigeriano explica as semelhanças entre as culinárias do Brasil e da África: “Na Nigéria, a gente come muito carboidrato, gostamos de pimenta e temos muitos temperos”, afirma.

Um dos destaques na culinária do país é o curry nigeriano. O molho é uma mistura de diversos ingredientes, como gengibre e alho. Ele é levemente apimentado e traz sabor a pratos como o arroz jollof (R$ 12). “O grão é cozido com bastante tomate. Quando o molho de tomate está fervendo, a gente adiciona o curry”, ressalta Chidera.

Outra receita preparada com o molho é o arroz frito (R$ 12). “A gente fala ‘arroz frito’, mas, na verdade, ele é refogado”, salienta o chef. Além do curry, o preparo conta com ervilhas, cenoura e vagem. Os grãos também podem ser saboreados nas refeições Aso rock (R$ 25, 90), com coxa de frango frita, arroz jollof e banana da terra frita, e Kurra falls (R$ 29, 90), com coxa de frango frita, arroz frito e banana-da-terra frita.

Mãe e filha, Marília Rodrigues e Patrícia Naggle comandam o Swiss Gourmet (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A)
Mãe e filha, Marília Rodrigues e Patrícia Naggle comandam o Swiss Gourmet

Picanha suíça


Quando o assunto é queijo, os suíços falam com propriedade. Quem já comeu uma bom fondue pode atestar! Outro preparo tradicional do país é a raclete, que no Swiss gourmet ganha uma adaptação para o paladar brasileiro. São diversos os sanduíches que levam o queijo raclete derretido. “É um queijo próprio, maturado e aguenta mais o calor da resistência”, explica Patrícia Naggle, que comanda o negócio com a mãe, Marília Rodrigues.

Entre as opções de sabor, o destaque vai para o swiss salsichão (R$ 25), feito com a baguete da casa, artesanal e com queijo na massa, salsichão de porco, molho da casa — com alho-poró e queijo — e bacon crispy. Outra opção, essa misturando a picanha ao raclete, é o swiss picanha (R$ 35). “A proteína é grelhada ao ponto do cliente e fatiada. A montagem do sanduíche é a mesma do swiss salsichão”, explica.

Os amantes de queijo ganham uma alternativa ideal para petiscar, a Tábua de premiados (R$ 49), com embutidos, queijos premiados, geleias e torradas. Na seleção, há dois queijos nacionais premiados na França. O primeiro é o Senzala, um queijo mofado que está como o melhor do mundo. A outra pedida é o Queijo Alagoas, que usa leite cru prensado e ganhou bronze na competição”, informa Marília.


No Fritz, os ingredientes típicos da Alemanha se apresentam no Bauernschsmaus (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
No Fritz, os ingredientes típicos da Alemanha se apresentam no Bauernschsmaus

Com toques alemães


As gastronomias da Áustria e da Alemanha estão juntinhas, com várias características que as unem. São muitos os ingredientes e preparos presentes nas duas culturas, como o que consagrado chucrute.

No restaurante Fritz, o proprietário, Fritz Klinger, explica que a proximidade dos países e as semelhanças climáticas influenciam nestas semelhanças, mas logo defende sua origem, austríaca: “O chucrute é uma receita comum dos dois, mas acredito que a origem seja de Salzburg, uma cidade do meu país que tem montanhas repletas de pedras de sal”.

Fritz explica, ainda, que o chucrute, por ser um tipo de conserva, é uma ótima maneira de estocar alimentos para a época de invernos rigorosos. “Essa é uma forma de conserva importante nos dois países. No inverno severo é difícil produzir hortaliças”, pondera. Outro insumo comum nas duas gastronomias é o joelho de porco. “O joelho é uma carne saborosa, mas musculosa. Não é muito comum fora dessa região e tem que saber fazer para ficar bom”, afirma.

Para quem vai assistir à Alemanha no Mundial e deseja fazer isso comendo um pouco da cultura do país, Fritz sugere o Bauernschsmaus (R$ 147) — que conta com joelho, bratwurst (salsicha de vitela) — ou weisswurst (salsicha branca de carne suína) —, cervela (salsicha de carne bovina), kassler (bisteca suína com osso), chucrute (repolho fermentado), repolho-roxo, knödel (bolinho feito de pão) e batata cozida. “Esse é um prato para compartilhar que serve bem três pessoas”, informa

Bacalhau Gadus Mohua do Restaurante Tejo (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Bacalhau Gadus Mohua do Restaurante Tejo

A estrela da Islândia


Quando o assunto é bacalhau, existe sim um favorito: o gadus mohua. A carne é suave e delicada, além de ser de fácil identificação, pois se desfaz em pétalas. “É uma carne elegante, de sabor e textura suave”, explica o maître e sommelier do Tejo, Eugênio Cue.

Entre os preparos executados com o peixe, o bacalhau com queijo da Serra da Estrela (R$ 149) se destaca pela mistura entre o gadus mohua, típico da Islândia, com o queijo da Serra da Estrela, uma exclusividade portuguesa. 

“O queijo é de um aroma intenso, textura cremosa e bem gorduroso, suavizamos ele com um creme, para esse prato”, explica Eugênio. Segundo ele, a montagem do preparo leva batata, brócolis, cebola, bacalhau, creme de queijo e o próprio queijo, para gratinar.

Na harmonização, o bacalhau surpreende novamente e aceita tanto o vinho branco, tradicional para peixes quanto a bebida tinta, mais usada para carnes vermelhas. “Para esse prato, pensamos na combinação considerando principalmente o molho. Recomendo um vinho branco com passagem no carvalho, mas um tinto combina bem”, afirma o especialista na bebida. Ele ainda sugere dois rótulos que atendem: Quinta do Boesão Gran Reserva (R$ 459) e Quinta de São João Batista reserva (R$ 256).
 
A banana se mistura com o café no Fruitcoffe da Quitinete (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A banana se mistura com o café no Fruitcoffe da Quitinete
 

Mistura inusitada


O adversário desta manhã do Brasil é a Costa Rica. O país é conhecido pelas bananas, mas também é forte na produção de café e cebola. Para viver um pouco desta gastronomia, a sugestão é ir à Quitinete. 

A casa tem um menu diverso que conta com preparos que casam com qualquer momento do dia. Isso inclui o fruitcoffe, bebida com café e banana que serve como uma sobremesa, vitamina ou até como substituto para um lanche.

A proprietária da casa, Patrícia Kellen, explica: “Essa é uma bebida que não é doce demais, por isso fica mais fácil ela atender a vários momentos do dia. Ao mesmo tempo o café não é forte, fica uma bebida suave”. No fruitcoffee (R$ 12,90), a barista Rayane Silva misturou sorvete de creme, banana, canela e café espresso. “A gente foi fazendo e testando, provei bastante, mas valeu a pena”, ressalta.

Para quem vai ver o jogo em casa, Patrícia ainda investiu no Kit Copa (R$ 149, para 10 pessoas). “A ideia é que esse kit atenda quem quer ver o jogo em casa com os amigos. Ele vem com frios, salgadinhos, docinhos e uma torta doce ou salgada, de cerca de 1kg”, explica a proprietária.

É taça na raça, Brasil!

Para quem quer assistir a um jogo bem no clima do mundial, a Quitinete Gourmet oferece alguns hambúrgueres temáticos. Entre eles, vale conferir o do Chile (R$ 37) — pão de hambúrguer, hambúrguer de salmão rúcula, pasta de alho-poró e alcaparras crocantes ou o do Sanduíche baby bife (R$ 34) — Pão baguete, bife de coração de alcatra defumado , tomate, alface, cebola roxa e molho da própria carne.

A margarita, preparada com tequila, é um dos drinques mais tradicionais no México
 (Adriana Muller/Divulgacao)
A margarita, preparada com tequila, é um dos drinques mais tradicionais no México

Com tequila, por favor!


Após uma viagem ao México, o casal Adriana e Olavo Muller se apaixonou pela gastronomia do país. Juntos, eles abriram o Cozumel Mex Bistrô, estabelecimento que funciona há quatro meses. “Nosso menu principal é formado pela comida clássica mexicana: servimos as receitas e os drinques mais típicos e mais tradicionais”, conta Adriana.

Um dos ingredientes de destaque do país, a tequila, brilha. “A tequila é como se fosse a nossa cachaça. É uma bebida destilada e eles usam em várias misturas”, ressalta Adriana. Ela conta que existem diversas possibilidades de combinações. Uma das mais tradicionais no México é a margarita (R$ 19). “Ela é feita com a própria tequila, licor de laranja, gelo, limão e sal”, afirma.

“Os ingredientes mexicanos, em geral, caíram no gosto do brasileiro. Até o shot de tequila (R$ 9) tem muita procura, principalmente pela semelhança com a cachaça”, conta. Outros drinques com a bebida fazem sucesso no estabelecimento, como o tequila sunrise (R$ 21), que leva o destilado, suco de laranja, gelo e xarope de groselha.

O macarrão é um importante ingrediente na gastronomia coreana, e está presente no prato tchap tche (Minervino Junior/CB/D.A Press)
O macarrão é um importante ingrediente na gastronomia coreana, e está presente no prato tchap tche

A festa do macarrão!


Engana-se quem pensa que macarrão é um ingrediente característico apenas na Itália. A massa também tem muito destaque na Coreia do Sul. Renata Jung, chef do Happy House, explica: “Na Coreia existem vários tipos de macarrão: feitos com trigo, com arroz e até com feijão”.

Ainda sobre a variedade da massa, ela explica que existem diversas possibilidades de preparo: o macarrão pode ser mais duro ou mais maleável e servido em diferentes temperaturas. “Existe um tipo de macarrão que é servido com caldo frio e gelo, em uma tigela de ferro, para manter a temperatura”, exemplifica.

Uma das iguarias servidas no Happy House é o tchap tche (R$ 59), feito com fécula de batata-doce, refogado com legumes e carnes. “Na Coreia, esse prato é consumido em ocasiões especiais, festas e eventos. Por isso, ele é festivo e colorido, e acompanha pimentões amarelos, verdes e vermelhos, cebola, brócolis e cogumelos”, ressalta Renata. No restaurante, o tchap tche é servido em temperatura ambiente, e acompanha aperitivos de entrada e duas sopas.

Alexandre Ferreira uniu duas paixões na linha especial para a Copa do Mundo: chocolate e futebol (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Alexandre Ferreira uniu duas paixões na linha especial para a Copa do Mundo: chocolate e futebol

Da bola para o bolo


A história de Alexandre Ferreira, proprietário do Aguimar Ferreira Chocolateria, está diretamente ligada ao futebol. O proprietário está no mundo dos chocolates desde os 19 anos, porém a paixão começou como hobby. 

O chef era jogador de futebol e aprendeu a fazer bombons com a mãe de um colega. “Joguei profissionalmente até os 22 anos. Quando ficava sem receber (o salário), vendia bombons e o negócio foi crescendo. Um dia tive que escolher entre a bola e o bolo!”, brinca Alexandre que jogou em times como Goiás, Gama, Vitória (BA) e Paraná.

Para alguém tão apaixonado pelo esporte, a ideia de criar os chocolates para a Copa veio naturalmente, mas o cuidado para garantir a qualidade do produto foi longe. “Chamamos um chef chocolatier para criar essa linha, homenageamos sete países, em oito sabores com referências a produtos típicos dessas culinárias”, explica Alexandre.

O homenageado de destaque é o Brasil, que ganhou, pelas mãos de Alexandre, duas versões — uma recheada com ganache de pequi e outra, com creme de caipirinha. “Mesmo o pequi sendo um fruto forte, conseguimos equilibrar a essência dele. Fica sutil”, promete.

A Espanha ganhou uma versão com damasco; México, um chocolate com pimenta; a Argentina, um alfajor recheado com o doce de leite do país; e a França ganhou o recheio de champanhe. Os bombons podem ser encomendados a unidade (R$ 5) ou na caixinha Sabores da Copa, que sai por R$ 55, com nove unidades.

O chocolate belga pode ser utilizado em todos os doces preparados por Maria de Fátima (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O chocolate belga pode ser utilizado em todos os doces preparados por Maria de Fátima

Os reis do chocolate


O famoso chocolate belga é conhecido pela utilização em doces e sobremesas. O item faz sucesso no mundo todo e é uma das opções utilizadas pela confeiteira Maria de Fátima em suas receitas. Há cerca de 15 anos, a profissional trabalha com bolos, doces, bombons e tortas.

“Algumas das diferenças entre o chocolate belga e os nacionais são o trabalho e as técnicas de preparo feitas com ele, que começam desde a hora de escolha do cacau”, ressalta Maria. Ela costuma utilizar marcas nacionais, mas as encomendas podem ser preparadas com chocolate de marcas belgas. “A textura entre o nacional e o belga é muito parecida. A maior diferença é no sabor do importado, mais marcante”, explica.

Com recheios variados, os bombons custam a partir de R$ 2,95 (a unidade, com chocolate nacional) e R$ 4,95 (a unidade, com chocolate belga). Além disso, Maria preparou uma linha de produtos especiais para a Copa: biscoitos decorados (R$ 11,80, a unidade), bombons (R$ 7,10, a unidade), cupcakes com modelagem (a partir de R$ 11,50, a unidade), pirulitos de chocolate (a partir de R$ 11,80, a unidade) e pães de mel modelados (R$17, a unidade).

Onde comer

 
Aguimar Ferreira Chocolateria 
(QE 46, AE 3, Bl. C, lj. 1, Ed. Valentina, Guará II; 3344-6563), aberto de segunda a sexta, às 9h às 18h; sábado, das 9h às 12h.

Cozumel Mex Bistrô 
(214 Sul, Bl. B, lj 2; 3797-1788), aberto de terça a sábado, das 12h30 às 14h30 e das 18h à 0h, e aos domingos, das 12h30 às 15h.

Fritz 
(404 Sul, Bl. D, lj. 35; 3223-4622), aberto de segunda a sábado, das 12h à 0h; e domingo, das 12h às 17h.

Happy House 
(Venâncio Shopping; SCS Qd 8, Bl. B 60, lj 19; 3322-0177), aberto de segunda a sexta, das 11h às 21h e aos sábados, das 11h às 15h.

Quitinete Gourmet 
(209 Sul Bl. B lj. 5; 3242-0506), aberto diariamente, das 6h30 à 0h.Maria de Fátima 

Cake Designer 
(706 Norte, Bl. C, lj 30; 3368-9321), aberto de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 17h.

Swiss Gourmet 
(105 Norte, Projeto Contém; 98126-0173), aberto de quarta a sexta, às 18h à 0h; sábado, das 17h à 0h; domingo, das 17h às 23h.

Simbaz 
(412 Sul, Bl. D, lj 15; 3346-7540), aberto de terça a sábado, das 12h à 0h, e aos domingos, das 12h às 17h.

Tejo 
(404 Sul, Bl. B, lj 27; 3267-7005), aberto de terça a quinta, das 12h 
às 15h e das 19h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 15h e das 19h à 0h; 
domingo, das 12h às 17h.

* Estagiária sob supervisão de Vinícius Nader

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