Brasília-DF,
21/OUT/2018

Conheça restaurantes para aproveitar as festas juninas o ano todo

Nos dias frios do meio do ano, as comidas tradicionais do período ficam disponíveis em diversas casas. Elas esquentam e são uma gostosura!

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Publicação:29/06/2018 06:00Atualização:28/06/2018 17:38
Prato salsichão do Don Espettoria, na 412 Sul (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Prato salsichão do Don Espettoria, na 412 Sul
 
Festa junina é sinônimo de comilança. São muitas as delícias que vêm do Brasil afora e ajudam esse evento a ter a cara do nosso país. Neste período — que, para a nossa sorte, invade julho e até agosto! —,  os estabelecimentos da capital incluem opções juninas no menu.
Os clássicos milho e mandioca protagonizam preparos famosos, como canjica, curau, vaca atolada e Mané Pelado.
 
Para quem deseja um preparo salgado que funcione como refeição, que tal uma galinhada, como a oferecida por Meg Suda na Confraria Chico Mineiro? "É um sucesso nesta época, tanto por encomenda quanto para quem vai comer na loja", diz.
 
Outra opção é o arroz carreteiro, servido no Arroz Carreteiro Food Truck. Na kombi, o cliente opta pelo arroz carreteiro tradicional ou pelo picante, que, além da carne de sol, vem com linguiça apimentada.
 
Para beber, não pode faltar a cachaça. Exclusividade nacional, essa bebida é clássica das festas e marca dois drinques feitos usando o produto: o quentão e a pinga com mel. Para quem busca um bom quentão, o Empório da Cachaça fará a bebida, hoje e amanhã. “Usaremos a cachaça branca, artesanal de alambique, com suco de laranja, canela e gengibre. Essa receita é cítrica, muito boa!”, garante Igor Romão, proprietário do estabelecimento.
 
O quentão, como o nome entrega, ajuda a aquecer nas noites frias desta época
 ( Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O quentão, como o nome entrega, ajuda a aquecer nas noites frias desta época
  

Combatendo o frio!

Uma marca na vida dos brasilienses durante esta época do ano é o frio. Convenientemente, as delícias juninas casam bem com o clima e oferecem receitas que aquecem não só o estômago, como também o coração. No Empório da Cachaça, hoje e amanhã terá quentão (R$12,90).
 
“Nossa receita é com a cachaça branca, artesanal e de alambique. A cachaça envelhecida entraria em conflito com os demais sabores do drinque”, explica Igor Romão, proprietário do local.
 
A receita da casa leva laranja, canela e gengibre, o que dá um toque cítrico à bebida. “Como a cachaça é aquecida, além de ser misturada ao suco de laranja, o teor alcoólico é menor, fica mais suave”, ensina.
 
Para acompanhar, Igor recomenda alguns dos petiscos da casa. Entre as alternativas, ele destaca a linguiça artesanal de Formiga (R$ 39,90 — 500g). Outra pedida é o bolinho arretado (R$ 28,90 —  10 unidades). “Esse é um bolinho com uma camada fina e crocante por fora. Por dentro, carne de sol refogada e desfiada”, explica.

Pinga ni mim
A pinga com mel pode ser adquirida na loja do Empório da Cachaça durante o horário de funcionamento da loja, das 12h à 0h, de segunda a sábado.

O espetinho de salsichão é um dos mais procurados no mês de junho
 (Arthur Menescal/Esp.CB/D.A. Press)
O espetinho de salsichão é um dos mais procurados no mês de junho

A hora e a vez do salsichão

Há dois anos no mercado, a casa Don Espettoria busca inovação quando o assunto é espetinho. Sob o comando de Cristiano e Eliane Magalhães, o restaurante oferece mais de 20 tipos de espetos e sete opções de pães como acompanhamento. Silvio Morgan, chef consultor do estabelecimento, conta: “O nosso diferencial é a variedade, nosso cardápio é bem vasto”. O menu tem iguarias diferenciadas, como o espeto de pirarucu e o de abacaxi com canela.
 
Em junho, o prato de sucesso costuma ser o salsichão (R$ 11,90). “Aqui em Brasília, o salsichão é muito procurado nesta época do ano”, reforça Silvio. Comprada em Goiânia, a carne é preparada com insumo suíno e de frango. “Ele é finalizado na churrasqueira e acompanha molho de mostarda para dar uma leve acidez”, completa. Para complementar, o prato é servido com farofa, vinagrete e arroz.
 
Outra opção são os rodízios. No tradicional (R$ 46,90, por pessoa), o cliente tem direito aos espetos clássicos do menu, além de pão de alho e queijo coalho. Enquanto isso, o rodízio premium (R$ 64,90, por pessoa) conta com todas as opções de espetinhos e pães disponíveis.

Novo ponto
 
A Don Espettoria conta com um novo endereço, localizado na 103 Norte. No estabelecimento, o rodízio de espetinhos também é oferecido durante o almoço, aos sábados, das 11h30 às 15h, e aos domingo, das 11h30 às 16h.

A galinhada é sucesso garantido na Confraria Chico Mineiro (Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press. Brasil )
A galinhada é sucesso garantido na Confraria Chico Mineiro

Comidinha temperada com muito afeto

Quem gosta de uma comidinha caseira, não pode deixar de conhecer a Confraria Chico Mineiro. Sob o comando de Meg Suda, a casa executa com maestria aquela comidinha afetiva, que te transporta direto para a cozinha da avó. Entre os preparos que se destacam está a galinhada.
 
 “O segredo para o prato ficar bom é refogar bem, fritar bem a carne e temperar”, revela Meg sobre a receita, que será servida hoje para o almoço e para o jantar por R$ 35. O cliente que desejar pode encomendar o preparo para levar. “O valor depende da quantidade de pessoas. Números maiores acabam saindo mais baratos por pessoa”, explica.
 
À noite, mais uma delícia mineira invade as caçarolas da casa, a canjiquinha com costela (R$ 17 —  individual; R$ 34 —  servido em uma panelinha, para compartilhar) é uma receita que promete aquecer as noites frias desta época do ano. Para finalizar, os minipastéis podem ser uma boa para acompanhar uma cerveja. “Temos a porção com eles mistos, mas podem ser pedidos só de carne ou de queijo”, conta Meg sobre os pastéis, que custam R$ 22, com 8 unidades.

Para fazer a festa em casa!

Para as festas juninas, a confraria aceita encomendas de todos os itens que compõem o menu do evento: galinhada, arroz carreteiro, canjiquinha com costelinha, churrasquinho, cachorro-quente, canjica, arroz-doce, curau, sagu, bolos (fubá, milho, cenoura, chocolate, mandioca), pé-de-moleque, quentão, vinho quente. Orçamentos por e-mail: confrariachicomineiro@yahoo.com.br ou telefones 3963-1956/98420-0673.

O Arroz Carreteiro Food Truck serve a iguaria junina durante o ano todo
 (Leonardo Xavier/Divulgação)
O Arroz Carreteiro Food Truck serve a iguaria junina durante o ano todo

Arraiá o ano inteiro

O casal Leonardo Xavier e Andreia Renz transformou o gosto por arroz carreteiro em negócio. “A nossa história começou em 2011, com a ‘Segunda do arroz carreteiro’. Íamos para casa de amigos e cozinhávamos”, explica Leonardo. A comida fez sucesso o suficiente para transformar-se em empreendimento. Desde 2012, a dupla comanda o Arroz Carreteiro Food Truck, que circula pelas ruas do Distrito Federal servindo a iguaria durante o ano inteiro.
 
“A gente tem um pré-preparo: o arroz vai pré-cozido para o truck”, afirma Leonardo. A receita é feita com carne de sol e leva ervas finas, cebola, tomate, cebolinha e salsinha no tempero. Dentro do veículo, Leonardo e Andreia servem dois tipos de arroz. Finalizado na hora, o prato pode aparecer na versão tradicional, apenas com carne, ou na versão picante, com linguiça apimentada.
 
Com 360g, o arroz no tamanho pequeno custa R$ 12, e o grande, com 500g, custa R$ 17. Além disso, há um combo com arroz, anéis de cebola e refrigerante (R$ 20, no tamanho pequeno; R$ 25, no tamanho grande). O food truck do casal também oferece outros pratos, como picanha ao creme de alho, picanha premium e costela defumada com barbecue.

Marcelo Mello investe em uma receita delicada sem perder a personalidade
 (Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Marcelo Mello investe em uma receita delicada sem perder a personalidade

Rústico delicado

Comum entre os tropeiros, o caldo vaca atolada veio da tradição de se fazer a receita usando mandioca, um ingrediente de acesso fácil pelo Brasil afora. “Costumava-se usar as carnes de primeira para a carne seca, então a costela acabava virando esse alimento rico e saudável”, explica o chef Marcelo Mello, proprietário do Café Savana.
 
Na casa, os caldos são a estrela da noite, quando aparecem em uma versão com carne e outra sem. “Até o dia 8 de julho, o caldo de carne disponível será o de vaca atolada (R$ 19,90, na tigela; ou R$ 29,90, no pão, com direito a refil). A opção vegetariana, entretanto, será diferente a cada dia”, pontua Marcelo.
 
Para o vaca atolada, o chef ainda detalha alguns cuidados para garantir um bom resultado final. “Tomo cuidado para deixar a receita, originalmente bem rústica, mais delicada. O caldo de mandioca, por exemplo, é leve, não é uma coisa tão espessa”, descreve.
 
Ele ainda complementa que a costela é desfiada pequena e que o caldo de carne, feito com os ossos da costela, ainda é utilizado para diluir o creme de mandioca.

A mandioca é a estrela do bolo Mané Pelado, da Gamela
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press. Brasil )
A mandioca é a estrela do bolo Mané Pelado, da Gamela

Mané, o craque dos bolos

Os clientes da Gamela podem esperar sempre excelência nos preparos servidos na casa. Famosa pelas empadinhas de frango (R$ 43, o quilo) que acompanham a história do local há 41 anos, o estabelecimento oferece uma série de opções juninas. Elza Nocoletti, sócia da casa, é rápida ao afirmar: “E por aqui temos quitutes juninos durante o ano inteiro!”.
 
Entre as opções está uma versão diferenciada do típico bolo de mandioca, o Mané pelado (R$ 24,60, o quilo), uma referência goiana, e conta com queijo e leite na receita. “O bolo, por causa do amido da mandioca, fica mais massudo e, com o queijo, o sabor não fica muito doce”, explica.
 
Elza ainda lista uma série de preparos que costumam chamar a atenção dos glutões, como a cocada baiana (R$ 43, o quilo), feita com coco, mamão verde e rapadura; o pé de moleque (R$ 43, o quilo) e o pé de-moça (R$ 49, o quilo). “A diferença entre o pé de moleque e o pé de moça é que, no segundo, vai leite condensado. Já no pé-de-moleque, coloco apenas leite, para deixar mais cremoso”, complementa.

Entre os preparos com milho, a pamonha assada é um quitute que pode ser pedido doce ou salgado
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press)
Entre os preparos com milho, a pamonha assada é um quitute que pode ser pedido doce ou salgado

Tradição na palha

Na padaria Pão de Minuto, o milho e a mandioca são a base para uma série de receitas. O número cresce no período junino. “Essa característica é uma coisa bem nordestina”, complementa o gerente de produção, Matheus Oliveira.
 
Nas prateleiras, o comensal pode escolher entre uma variedade de canjicas (R$ 30, o quilo), como a tradicional, a tradicional com canela e a com amendoim. O gerente ainda destaca o curau (R$ 30, o quilo), que pode ser comprado na loja em potes individuais ou encomendado em porções maiores.
 
Entre os preparos que o gerente destaca está a pamonha assada (R$ 34, o quilo). “Ela pode ser doce, com queijo, ou salgada, que vem com linguiça”, destaca o gerente, que ainda explica que a massa é a mesma da pamonha tradicional. A grande diferença é na hora de finalizar. “Na pamonha tradicional, cozinhamos ela na palha fechada. Já neste caso, a massa é colocada na palha aberta e depois assada”, acrescenta.

A Pamonharia da Roça se destaca pela variedade de recheios (Ana Rayssa/Esp.CB/D.A. Press)
A Pamonharia da Roça se destaca pela variedade de recheios

O reino do milho

Desde 2004, a Pamonharia da Roça, localizada em Vicente Pires, trabalha com diversos produtos derivados do milho, como curau, bolos e pratos à la carte. Entretanto, o maior sucesso é a pamonha, de fabricação do próprio restaurante.
 
O gerente Francisco José conta que o milho utilizado vem direto da roça, produzido em fazendas de Goiás. “A gente recebe milho todos os dias. São selecionados e lavados aqui”, explica. Depois de ralado e coado, vem o recheio, de queijo frescal. O gerente afirma que, durante as festividades juninas, a procura pela iguaria cresce. “Mês de junho é como dezembro: nossa demanda é muito grande”, explica.
 
Os sabores são variados: “Temos desde as mais tradicionais até as mais diferentes, como a de Romeu e Julieta (R$ 7,50)”, informa Francisco. Entre as pamonhas doces, a de Nutella (R$ 7,50) é sucesso. Os que preferem simplicidade podem optar pela pamonha doce ou salgada com queijo (R$ 6,70). Além disso, a casa oferece sabores temperados da iguaria (R$ 7,50) e também pamonhas assadas (R$ 6,90).

A Caramella Confeitaria oferece dois tipos de canjica em seu cardápio ( Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press )
A Caramella Confeitaria oferece dois tipos de canjica em seu cardápio

De coco ou amendoim?

Desde 2011, a Caramella Confeitaria oferece doces e salgados populares no endereço na Asa Norte. Sob o comando de Fernanda Feitosa desde 2017, a casa investe na fabricação artesanal da maioria dos produtos oferecidos, como pães e bolos. Entretanto, no mês de junho, uma das estrelas do menu é a canjica.
 
“Na época do frio, a gente serve esse prato, que costuma sair bastante”, afirma Fernanda. A canjica de coco, preparada com leite condensado, leite de coco e com a própria fruta, é servida no menu e no bufê da Caramella todos os dias.
 
Os que preferem a iguaria feita com amendoim, podem pedir por encomenda. O prato é oferecido em porções de 400ml (R$ 7,90) ou 200ml (R$ 5,50). “O nosso maior cuidado é sempre fazer no dia e deixá-la aquecida”, explica a proprietária.
 
Além da canjica, os clientes podem encontrar outros itens juninos no estabelecimento. “Também servimos bolo de mandioca, bolo cremoso de milho e tapioca”, dizs Fernanda. Todas as opções do cardápio estão disponíveis no bufê de café da manhã (R$ 26, durante a semana, e R$ 37, nos fins de semana e feriados) e chá da tarde (R$ 37, todos os dias).

 

*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader 

Onde comer

Arroz Carreteiro Food Truck 
(Estacionamento do Ginásio Cave, QE 25, Guará II; 98272-4797), hoje, das 18h às 23h. (Praça do Cruzeiro, Eixo Monumental), domingo, das 18h às 23h.

Café Savana 
(116 Norte, Bl. A, lj. 4; 3347-9403), aberto segunda, das 17h à 1h; de terça a 
domingo, das 11h30 à 1h.

Caramella Confeitaria 
(303 Norte, Bl. E, lj 20; 3326-8001), aberta de segunda a sábado, das 7h30 às 21h, e aos domingos, das 7h30 às 20h.

Confraria Chico Mineiro
(104 Norte, Bl. D, lj 38; 3963-1956), aberto segunda, das 10h às 18h, de terça a sexta, de 10h à 0h, sábado e domingo, das 10h às 18h.

Don Espettoria 
(412 Sul, Bl.C; 3551-1666), aberto de segunda a sexta, das 17h à 0h, e aos sábados, das 11h à 1h. (103 Norte, Bl. D, lj 3; 3256-3230), aberto de segunda a quarta, das 11h30 às 15h e das 17h30 à 0h; quinta a sábado, das 11h30 às 15h e das 17h30 às 1h; domingo, das 11h30 às 16h.

Empório da Cachaça 
(405 Sul, Bl. D, lj. 26; 3244-2143), aberto de segunda a sábado, das 12h às 15h 
e das 17h à 0h.

Gamela 
(406 Sul, Bl.D. lj.3; 3244-0628), aberta de segunda a sábado, das 9h às 19h.

Pamonharia da Roça 
(Rua 4A, lt 2, Chácara 1A, Vicente Pires; 3397-4330), aberta todos os dias, das 11h à 0h.

Pão de minuto 
(111 Sul, bl. C, lj 14; 3346-0452), aberto de segunda a sábado, das 6h às 21h.
 


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