Brasília-DF,
19/NOV/2018

Personalize seu prato no bom e velho self-service

Conhecidos pela funcionalidade, os restaurante self-service são alternativas ideais para os que costumam fazer refeições fora de casa

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Renata Rios Rebeca Borges* Publicação:24/08/2018 06:00Atualização:24/08/2018 14:20
Restaurantes self-service estão no cotidiano do brasiliense (Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Restaurantes self-service estão no cotidiano do brasiliense
 
 
Praticidade, bom preço, variedade e rapidez: essas são algumas das vantagens dos restaurantes a quilo. O termo “self-service” — ou “autosserviço”, em português —, caiu no vocabulário (e no gosto) do brasileiro, tornando-se parte do cotidiano de quem opta por almoços ou jantares fora de casa.
 
Esse tipo de estabelecimento é conhecido pela diversidade de pratos quentes e frios, carnes e carboidratos: elementos essenciais para uma refeição completa. Outro atrativo dos bufês é personalizar o próprio prato.
 
Com o crescimento e a popularidade desse serviço, surgiram diferentes tipos de bufês pela cidade. Além dos clássicos self-services de comida brasileira, com ingredientes que não podem faltar no prato (como os clássicos arroz e feijão), a cidade conta com casas especializadas em bufês especiais. É o caso dos restaurantes Goemon e Panda China, de comida japonesa e chinesa.
 
Outro sucesso no almoço do brasiliense é o restaurante Zahia. “As pessoas dão preferência ao self-service pela praticidade, agilidade e pelo preço. Além disso, é uma alternativa boa para quem come pouco e para quem quer conhecer mais a culinária árabe”, conta Dulcinea Cassis, proprietária do Zahia.
 
A capital também é repleta de restaurantes especializados em comida natural, para os que não querem sair da dieta. Estabelecimentos como o Submore Health Food buscam servir pratos saudáveis e com pouca gordura. “A gente procura não trabalhar com frituras, que são comuns em alguns self-services. Temos pratos mais grelhados ou cozidos”, conta Hudson Souza, proprietário do local.


Variedade e frescor


Quando o chef Francisco Lindomar cozinha para o bufê do Batata Doce Restaurante & Café ele preza não só por dar variedade para que os clientes não enjoem. Ele busca também oferecer uma comida fresca e bem temperada. “Não uso vasilhas grandes, fico repondo durante todo o almoço. Já no tempero, o segredo é evitar ao máximo industrializados. Uso sal, pimenta, alho, cebola e ervas basicamente”, explica.
Durante a semana, a clientela encontra algumas opções que se repetem. “A feijoada é às sextas-feiras; a rabada, nas quintas, o parmegiana, na segunda e o bacalhau, às terças. Sempre temos duas opções principais, além do bufê que tem várias saladas e até sushi”, garante.
 
Para quem vai fora do horário do bufê (R$ 52,90, o quilo) —  segunda a sexta, das 12h às 15h —  a dica é aproveitar o café, que tem opções saudáveis para ninguém botar defeito. “Trabalhamos com salgados integrais, açaí, pão de queijo recheado”, anuncia o chef sobre o novo espaço.

Saladas variadas marcam o bufê do Batata Doce Restaurante & Café (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Saladas variadas marcam o bufê do Batata Doce Restaurante & Café


Chorinho e feijoada


É difícil resistir a uma feijoada bem temperada. Ainda melhor se for acompanhada de samba ou chorinho e caipirinha. É exatamente isso que o comensal encontra no Clube do Choro. Ali, a feijoada começa cedo, a partir das 12h. Os clientes podem começar a se servir e a comilança só acaba às 17h. 
 
“Tem dias que acaba durando mais, porque o cantor é mais animado, fica até mais tempo”, revela Marília Mota, produtora cultural responsável pelo evento.
 
No bufê (R$ 39,90, o quilo), nada de complicar. A aposta é no simples: arroz, couve, farofa, torresmo, caldinho e duas panelas de feijoada. “O pessoal come algumas vezes normalmente. Eles chegam, tomam um caldinho ou comem um pouquinho, depois se servem outra vez e assim vai”, explica Marília, dando o ar descontraído que a programação oferece.
 
Na feijoada do Clube do Choro, as carnes são feitas junto com o feijão. Na mistura, vão as carnes tradicionais, como o paio, a carne de sol, a calabresa a costelinha e o rabo.
 
“Para quem não quer algo tão pesado ou não está no clima da feijoada, trabalhamos com outras alternativas. Na semana passada, os comensais puderam optar pelo cozido; já amanhã, a opção paralela à feijoada é galinhada”, afirma. 
 
Para acompanhar boa pedida recai sobre as caipirinhas (R$ 10,90) e caipiroscas (R$ 13,99). “A que mais sai é a de limão, mas temos várias frutas, como kiwi, morango, abacaxi e maracujá”, sugere Marília.

No Clube do Choro, além da boa música, o público pode se deliciar com o bufê de feijoada (Renata Samarco/Divulgação)
No Clube do Choro, além da boa música, o público pode se deliciar com o bufê de feijoada
 
 

Mexicano caseiro


Quando inaugurou a rede El Paso, há 18 anos, David Lechtig não pensava em oferecer pratos mexicanos em bufê. Mas ele conta que no ano 2000, a visita de uma chef mexicana o fez mudar de ideia.
 
“No ano 2000 recebemos uma chef mexicana. Como não sabíamos se o público seria receptivo aos preparos no modelo à la carte, criamos o bufê e, assim, continua até hoje”, relembra David
 
No El Paso o cliente tem oportunidade do bufê de almoço de segunda a quinta, por R$ 49; sextas, sábados, domingos e feriados o valor aumenta, assim como as alternativas no bufê, e passa para R$ 55. Entre os preparos que o chef destaca está o ceviche, um dos mais requisitados do bufê.
 
“No à la carte, nosso ceviche mais simples sai por R$ 32. Além de o bufê ter várias opções, ser rápido e prático, ele tem um ótimo custo-benefício, pois inclui o ceviche e a sobremesa”, explica o chef.
 
Segundo David, os dois favoritos do bufê de almoço são o ceviche e o churros, mas vale destacar os burritos, montados na hora de acordo com o que o cliente deseja. Ainda vale destacar o bufê oferecido nas quartas e quintas, à noite. “Esse já é um bufê com opções de petiscos e um mix de pratos quentes já consagrados”, pontua o chef. Ele ainda destaca que das 18h às 20h, quem consumir o bufê ganha 50% de desconto nos drinques da casa.

A comida do bufê do El Paso, apesar de mexicana, tem sabor caseiro (Ed Alves/CB/D.A Press)
A comida do bufê do El Paso, apesar de mexicana, tem sabor caseiro

  

Almoço das arábias


O restaurante Zahia é uma opção para os que buscam fugir do tempero brasileiro tradicional. A casa, especializada em culinária árabe, funciona desde 2001. 
 
Há cerca de um ano e meio, o estabelecimento passou a servir bufê durante o almoço. Dulcinea Cassis, proprietária do local, afirma que, além da gastronomia das arábias, alguns pratos vegetarianos que compõem o self-service são atrativos para o público.
 
“Todos os dias servimos kafta, quibe assado, arroz com lentilha e pastas como homus, coalhada, babaganoush e berinjela”, ressalta Dulcinea. Além disso, o Zahia conta com diversas saladas, legumes e folhagens variadas, tabule, charutos e falafel no bufê.
 
Aos sábados, o almoço conta com carne de cordeiro entre as opções.  Sobre o preparo dos alimentos, Dulcinea conta: “As kaftas, por exemplo, são fritas na hora. Então, a pessoa chega e come ainda novo. Deixamos o rechaud fechado para preservar a carne e não ressecar o alimento”, garante a proprietária do estabelecimento.
 
O bufê (R$ 47 o quilo, de segunda a sexta; R$ 52 o quilo sábado) está disponível apenas durante o almoço. Além dos pratos do self-service, a casa oferece um bolo de chocolate como sobremesa. Outra opção para adocicar o paladar são os doces árabes servidos à parte, como baclava e halva.

Kafta, homus, pão pita, arroz com lentilha e fatuche: elementos tradicionais do bufê árabe do Zahia
 (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Kafta, homus, pão pita, arroz com lentilha e fatuche: elementos tradicionais do bufê árabe do Zahia

Pratos quentes ou frios


A comida japonesa vai muito além do sushi e é exatamente isso que o comensal encontra no bufê do Goemon. A casa trabalha com o bufê (R$ 62,50 por pessoa) na hora do almoço e conta com diversos preparos. Para Sérgio Kano, proprietário do local, a grande vantagem do bufê é a agilidade. “Quem tem apenas uma hora de almoço não consegue ir a um restaurante à la carte. Essa é uma forma de ser um almoço rápido”, informa Sérgio.
 
Entre as alternativas, Sérgio destaca o yakissoba, feito apenas com legumes para o bufê. “Fazemos ele apenas com os legumes e a pessoa, caso queira, pode pegar um espetinho de carne ou frango para acompanhar”, pondera. Ele ainda destaca o arroz colorido, que tem o nome de yakimeshi —  arroz branco com ovo mexido, cenoura cozida, pimentão e cebolinha.
 
No local, o cliente também encontra o queridinho da capital, o salmão. Ele aparece grelhado, e pode ser acompanhado de tempurá de legumes, por exemplo, ou dos aspargos ao vapor. Caso o cliente prefira o peixe cru, por R$ 79,20, o bufê vem com 20 lâminas de sashimi.

Os pratos quentes japoneses aparecem em peso no bufê do Goemon (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Os pratos quentes japoneses aparecem em peso no bufê do Goemon
 

Chinês de raiz 


Almoço com tempero oriental: essa é a proposta do restaurante Panda China. Comandada pela chinesa Zhao Mei Xia (popularmente chamada de Mei), a casa funciona há 13 anos. “Vim para Brasília a turismo, para passear, mas acabei gostando e decidi ficar por aqui”, conta.
 
O estabelecimento oferece apenas comida chinesa e, durante o almoço, trabalha com o serviço de bufê (R$ 46, o quilo, para o almoço, de segunda a sexta; R$ 49,90, o quilo, para o almoço, nos sábados, domingos e feriados).
 
Mei explica que a clientela da casa não fica restrita a pessoas orientais ou descendentes de países asiáticos: o estabelecimento recebe um público diverso, que busca opções variadas de pratos orientais. “Servimos saladas, 12 pratos quentes e alguns pratos fritos, tradicionais da culinária chinesa”, conta Mei.
 
Entretanto, ela afirma que as iguarias que mais fazem sucesso são os rolinhos primavera e o frango xadrez. “Nosso frango xadrez é bem tradicional, cortado em cubos, temperado, com legumes — principalmente pimentão e cebola”, ressalta.

O frango xadrez é o prato de maior sucesso no restaurante Panda China (Zhao Mei Xia/Divulgação)
O frango xadrez é o prato de maior sucesso no restaurante Panda China

Saúde no prato


No Green’s, não é só com o sabor que o proprietário Rogério Mazer se preocupa. Quando abriu a casa, há mais de duas décadas, a ideia foi servir o que ele mesmo gostava de comer. Entre os cuidados que valem ser destacados está o bufê quase 100% orgânico.
 
“A gente está quase com o bufê 100% orgânico, raramente não tem alguma coisa orgânica, mas normalmente é todo”, justifica. Sobre o bufê ele declara: “Eu vejo que as pessoas escolhem o self service por ter a comodidade de almoçar com calma, mas em um período menor”.

 
Entre as alternativas dispostas no bufê (R$ 54,90, até as 14h; R$ 49,80, depois das 14h; aos sábados, R$ 59), o cliente encontra uma gama de variedades, como o acarajé de soja, a lasanha de abobrinha com brócolis, cogumelos paris e creme de tofu ou a salada de grão-de-bico. “O grão-de-bico é uma leguminosa excelente para o sistema imunológico”, ressalta.
 
À noite, vale destacar os caldos, que podem ser adquiridos no rodízio (R$ 22,90), na cumbuca (R$ 18,90) ou ainda para viagem (R$ 26,90). 
 
“Desde julho colocamos alguns clássicos do Green’s nesse bufê, como o estrogonofe, a lasanha de berinjela e a torta de três queijos. Além disso, o cliente encontra cremes, sopas tradicionais e alguns sabores diferenciados, como a indiana”, declara.

A salada de grão-de-bico é uma alternativa nutritiva e saborosa oferecida no Green%u2019s (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A salada de grão-de-bico é uma alternativa nutritiva e saborosa oferecida no Green%u2019s

Para não sair da dieta


Comer de forma saudável em um self-service é possível, sim! O restaurante Submore Health Food oferece diversos pratos destinados aos que buscam manter uma alimentação balanceada mesmo fora de casa. Há 24 anos no mercado, a casa funciona sob comando de Hudson Souza.
 
“Desde o início, procuramos trabalhar para o pessoal que gosta de se alimentar bem. Antigamente, as pessoas que cuidavam da alimentação eram apenas os atletas. Hoje, todo mundo está procurando comer bem”, explica o proprietário da loja.
 
O bufê do Submore (R$ 49, o quilo, para o almoço) conta com cerca de 15 pratos quentes. Além disso, a casa oferece uma variedade de legumes e diferentes tipos de carnes. As frituras e alimentos gordurosos ficam de lado. A casa investe em alimentos cozidos e nos grelhados, que fazem sucesso: “Entre as opções de carnes grelhadas, sempre temos picanha, salmão e filé de frango”, ressalta Hudson.
 
Além disso, as folhagens fazem sucesso: um dos destaques do bufê é a salada dijon. A iguaria é ideal para os amantes de comidas leves. 
O prato conta com mix de alfaces (crespa, roxa e americana), rúcula, milho verde, palmito, queijo brie e queijo parmesão ralado, presunto de parma e frango desfiado.

A salada dijon do Submore Health Food é uma alternativa para quem busca um self-service especializado em alimentação saudável (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A salada dijon do Submore Health Food é uma alternativa para quem busca um self-service especializado em alimentação saudável


Refeição 100% verde


“A gente acredita que a comida não precisa parecer com um animal para que ela seja saborosa”, afirma Raphael Santos, gerente do Supren Verda, que oferece comida vegana desde 2014. 
 
O compromisso com o meio ambiente é um dos marcos do Supren Verda. “Tentamos pregar uma consciência ecológica com os clientes. Por isso, nosso espaço é bem verde”, afirma Raphael.
 
“O nosso restaurante é totalmente vegano. Também utilizamos apenas produtos orgânicos e preparamos pratos sem glúten”, conta o gerente. O bufê do estabelecimento (R$ 58, o quilo, para o almoço e jantar) tem cerca de 11 pratos quentes e saladas. Além disso, no período da noite, a casa também serve pizzas, que integram o valor do self-service.
 
Uma das iguarias queridinhas entre os clientes do Supren Verda é a couve-flor gratinada, empanada com creme de inhame e gergelim. Além disso, a moqueca de banana, o acarajé e os pratos com cogumelos são outras estrelas do bufê.

A couve-flor empanada com gergelim é um dos destaques no bufê do restaurante Supren Verda (Supren Verda/Divulgação)
A couve-flor empanada com gergelim é um dos destaques no bufê do restaurante Supren Verda
 
*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader 

Onde comer


Batata Doce Retaurante & Café 
(SIG, Q. 4, lt 125 e 175, Bl. A, lj 19, Capital Financial Center, térreo; 3711-5151), aberto de segunda a sexta, das 7h às 22h; sábado, das 7h às 17h.

Café Musical do Clube do Choro 
(Clube do Choro, Eixo Monumental; 3224-0599), de segunda a sexta, das 9h às 21h, e aos sábados, das 12h às 18h.

El Paso — Cocina Mexicana 
(404 Sul, Bl. C, lj 19; 3323-4618 e 110 Norte, Bl. B; 3349-6820), aberto de terça a quinta, das 12h às 15h e das 18h à 0h; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 18h à 1h; domingo, das 12h às 16h e das 18h à 0h. (Terraço Shopping, piso 1, lj 145 e 146; 3233-5197), aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h e das 18h à 0h; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 18h à 1h; domingo, das 12h às 16h e das 18h à 0h.

Goemon 
(CLSW 105, Bl. C, Sudoeste; 3233-8441), aberto de terça a sábado, das 12h às 14h30 e das 18h30 às 23h30, e domingo, das 12h às 14h30.

Green’s 
(302 Norte, Bl. B, lj 7; 3326-0272 e 202 Sul, Bl. C, S/N; 3321-5039), aberto de domingo a sexta, das 11h30 às 22h.

Panda China 
(CLSW 301, Bl.A, lj 33, Sudoeste; 3036-4948), aberto segunda, das 9h30 às 15h, e de terça a domingo, das 9h30 às 22h30.

Submore Health Food 
(211 Sul, Bl. B, lj 1; 3345-5555), aberto de segunda a sexta, das 11h às 23h, sábado e domingo, das 12h à 0h.

Supren Verda 
(203 Norte, Bl. D, lj 53; 3327-6384), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 15h e das 18h30 às 22h, e domingo, das 11h30 às 15h.

Zahia 
(CLSW 301, BL. B, lj 1, Sudoeste; 3201-6121), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 22h30. (115 Norte, Bl. D, lj 16; 3349-4848), aberto de segunda a quinta, das 11h às 23h, sexta, sábado e domingo, das 11h às 23h30.

Tags: gastronomia

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