Brasília-DF,
23/JUL/2019

Especialista ensina como criar combinações para a ceia natalina

Sommelier Tiago Pereira traz dicas especiais para os leitores

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Renata Rios Publicação:21/12/2018 06:05
Dica do especialista é escolher um vinho que não seja mais forte, nem mais fraco que o prato (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
Dica do especialista é escolher um vinho que não seja mais forte, nem mais fraco que o prato
 
Quando chega a época de fim de ano, a ceia é um momento crucial. Repleta de delícias, a refeição parece pedir por uma boa harmonização e, para isso, o sommelier do Nebbiolo Restaurante, Tiago Pereira, ensinou um pouco sobre as combinações que podem atender sua ceia.

Segundo o especialista, o primeiro passo para uma boa harmonização é saber o peso do prato escolhido. “O vinho não deve ser nem mais forte, nem mais fraco que o prato. Um vinho mais forte pode dar um sabor metálico e ser incômodo, enquanto uma opção muito leve é apagada pela receita”, explica Tiago. Para ele, um bom começo é receber os convidados com um espumante. “Para mim, esse é um sinal de comemoração e alegria”, pondera.

Outro ponto que o especialista levanta é que as harmonizações devem ser feitas de forma crescente. “Se você coloca um vinho mais encorpado antes de um mais suave, você perde sensibilidade”, complementa.

Entre os clássicos natalinos, está o salpicão. “A receita casa bem com um branco leve de médio corpo — como chardonnay e sauvignon blanc — ou um tinto leve e frutado — como pinot noir ou um merlot nacional do Sul do Brasil sem armazenamento na madeira”.

Na sequência, a ceia. Nesse caso, o anfitrião pode aderir ao vinho tinto de corpo médio, mais frutado, boa acidez e sem muito tanino. Pode-se usar também um branco da região portuguesa Douro ou um francês com a uva viognier. O especialista ressalta ainda a importância de se considerar o molho nessa combinação: “O molho rouba muito o vinho. Se o molho for muito doce, o vinho branco casa muito bem, por exemplo, um semi seco fino, que tem um sabor mais adocicado e com mais concentração de acidez”, descreve.

Para finalizar, Tiago explica um pouco da harmonização com doces. “Caso a sobremesa seja com chocolate, não tem erro: um vinho do Porto rubi fará bem a combinação”, diz. Para o panetone, ele sugere uma alternativa mais acessível: “Um bom lambrusco, além de ser mais acessível, combina muito bem com o doce”, informa. Para outras sobremesas, como o pudim e a rabanada – e as que não levam chocolate – , Tiago sugere um moscatel ou um vinho de colheita tardia. Para quem não entende muito de harmonização, o sommelier orienta que se aposte no espumante, sempre um coringa. 

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