Brasília-DF,
22/NOV/2019

Mão na roda: Aproveite a praticidade das rotisserias da cidade

Elas ganham na versatilidade e não perdem no sabor

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Mariah Aquino* Ronayre Nunes* Publicação:01/02/2019 06:04Atualização:31/01/2019 10:30

 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 

A história das rotisserias se confunde com a própria narrativa da gastronomia e, atualmente, denota um serviço que se expande cada vez mais para facilitar a vida das pessoas. O significado da palavra aponta para um tipo de estabelecimento que disponibiliza alimentos, classifica massas, de forma semipronta, em que os clientes podem terminar ou complementar em casa. Sendo uma boa opção, então, para aqueles que disponibilizam de apenas alguns minutos para cozinhar.

 

“Eu acredito que é um mercado muito promissor. Tivemos um boom de empórios, mas o empório em si não chega a ser uma rotisseria. As pessoas procuram por conta da facilidade e, se a casa prezar pela qualidade, é uma combinação positiva”, defende Rodrigo Viana, chef da Giulietta —  Massas Artesanais, um dos restaurantes da cidade que trabalham com o alimento pré-preparado.

 

Ana Nascimento, gerente da Pissani Massas Gourmet, concorda com a sustentabilidades dos negócios das rotisserias, e ainda aponta um segredo: o sabor. “As pessoas têm muito pouco tempo, por conta do trabalho e dos afazeres do dia a dia, mas nem por isso precisa ficar sem uma boa e saudável refeição. É algo mais leve, mas também gostoso. É 100% eficaz. Se fosse só pelo tempo, os clientes poderiam achar outras opções, mas um bom sabor conta e muito”. afirma.

 

Cada casa conta com uma arma secreta. Seja ravioli, rondelli, nhoque, lasanha ou pratos que não sejam massas. De tamanhos diferentes, com ou sem complementos, e até com embalagens especiais. Basta definir as prioridades que lhe caiba e provavelmente uma casa terá uma opção para você.

 

Clássico saboroso

 

Com casas na Asa Sul e no Lago Sul, o restaurante e rotisseria Gatto Nero traz a culinária tradicionalmente italiana. É possível saboreá-la no ambiente aconchegante que o restaurante oferece ou no conforto da própria casa. Todos os pratos servidos no restaurante estão disponíveis na rotisseria. “Basta colocar por 30 minutos no forno a 220ºC quando chegar em casa”, explica a proprietária Simone Gasparotto.

 

Para quem não abre mão de experimentar novos sabores, o Tortelloni Noci e Uveta (R$ 70, o quilo; R$ 52, no restaurante) pode ser uma boa opção. “É uma massa recheada com ricota, nozes e uva-passa, o molho feito do cogumelo chileno funghi”, diz Simone. As massas de fio, como espaguete, tagliatelle e tagliollini, custam R$ 60, o quilo. Já as massas sem molho, por envolverem um preparo diferente, saem por R$ 100, o quilo.

 

Todas as massas da casa são artesanais e não levam conservante ou corante. “Por isso, é importante consumir na hora”, ressalta Simone. “A maioria dos nossos clientes já levam a massa pronta, com molho, porque está harmonizada. Mas para quem prefere levar só o molho ou só a massa, eles também são vendidos separadamente”, completa. 

 

O tortelloni do Gatto Nero pode vir recheado com ricota, nozes e uva-passa (Rafael Ohana/CB./D.A Press)
O tortelloni do Gatto Nero pode vir recheado com ricota, nozes e uva-passa

 

Sabor e variedade

 

Comandado pelas irmãs Antonella e Mirella Calorio, o Le Sorelle possibilita ao cliente tanto levar os pratos para esquentar e comer em casa quanto consumir no próprio estabelecimento. Com cardápio que abrange mais que apenas massas, é possível experimentar risotos, escondidinhos, tortas, pães recheados, bolos e muito mais.

 

“Além de não usarmos corantes ou conservantes na cozinha, nossos molhos são feitos com tomate fresco e temperados com ervas orgânicas”, explica Antonella. O risoto de três cogumelos (R$ 39,90, o quilo) é feito com shitake, shimeji e funghi e vendido em embalagem individual, com 400g. “No preparo dos nossos pratos, reduzimos gorduras e o sal para que o produto fique mais leve e saudável”, ressalta Antonella.

 

A casa também oferece uma opção grande de nhoques (R$ 39,90). São feitos com a batata tradicional, batata-baroa, abóbora e batata-doce (este sem glúten e sem lactose), o que garante sabores únicos. Os antepastos e foccacias, como a abobrinha marinata, vêm em porções de 200g e saem por R$ 50, o quilo.

 

O risoto de três cogumelos é vendido em embalagem individual, mas pode ser pedido por encomenda no Le Sorelle (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O risoto de três cogumelos é vendido em embalagem individual, mas pode ser pedido por encomenda no Le Sorelle
 

 

Ingredientes de primeira qualidade

 

Qualidade. Essa é a característica que Elô Mathias, proprietária da Villapiana Massas Artesanais, usa para designar as massas que saem da cozinha do estabelecimento: “Nosso foco é a produção de massa de forma artesanal e de boa qualidade, mantendo a tradição de produção caseira”, explica. 

 

“Temos massas prontas para só aquecer e a semipronta, mas é tudo artesanal. Só usamos farinha 100%,  semolina ou farinha grano duro. Eu trabalho com a farinha importada da Itália. Parece fubá porque é amarelinha. A massa é feita no cilindro e cortada manualmente. Prezo muito por esse processo, porque é o que dá qualidade”, garante a empresária, descendente de italianos.

 

Um dos carros-chefes da Villapiana é a lasanha artesanal com queijo gruyère (R$ 23  — porção de 400g; ou R$ 56, a de 1kg). “Das massas que eu produzo, a que se destaca é a lasanha com o molho da casa que tem tomate italiano (sem polpa e sem extrato), vinho tinto e ervas. No recheio tem queijo gruyère e castanha-do-brasil. É uma das três que mais vendem”, explica Elô.

Além do sabor, um foco da Villapiana é a comodidade de quem compra o produto.“As massas  só precisam ser aquecidas, e minha embalagem vai do forno ao micro-ondas. Em 30 minutos está pronto, a praticidade é muito grande”, afirma.

 

A casa também oferece o rondelli caprese, com muçarela, tomate-seco e manjericão, por R$ 56, o quilo, e o tortéi com recheio de abóbora moranga com queijo grana padano, por R$ 49, o quilo.

 

A lasanha artesanal com gruyère é um dos destaques da Villapiana (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A lasanha artesanal com gruyère é um dos destaques da Villapiana
 

 

Gostoso e acessível

 

O ravióli de burrata com raspas de limão siciliano é um dos grandes destaques da Giulietta Massas Artesanais. 

 

“Nossa proposta é massa artesanal, com presença de molho, enfim uma proposta gostosa e fácil para você preparar em casa. O destaque é a ravióli de burrata com limão siciliano. O prato tem uma grande procura. É uma massa recheada com queijo, que tem molho à base de tomate. Acho que se destaca porque se adapta bem a qualquer tipo de situação e é muito saboroso”, descreve o chef Rodrigo Viana.

 

A porção de 500g custa R$ 39,50 e serve de duas a três pessoas, de acordo com o chef, que ainda explica um pouco mais sobre o processo de preparação do produto: “A gente trabalha com o grano duro (farinha italiana) e temos um blend de farinhas com massas frescas. Colocamos só burrata com lasquinhas de limão e está pronto para consumo.”

 

Além da praticidade e do sabor, Viana lembra que as rotisserias têm ainda outra carta na manga: o preço — mesmo que ainda exista muito espaço para mais foco nessa vertente. 

 

O ravióli de burrata com raspas de limão siciliano da Giulietta Massas é trabalhado com ingredientes selecionados (Ana Érica Almeida/Divulgação)
O ravióli de burrata com raspas de limão siciliano da Giulietta Massas é trabalhado com ingredientes selecionados
 

 

Tradição familiar

 

Espalhada por todo o Distrito Federal com sete unidades, a rotisseria Toscanello se firma no mercado brasiliense há 30 anos como um empreendimento tradicionalmente familiar. “Não utilizamos corantes ou conservantes e priorizamos o preparo artesanal”, explica a gerente Raquel Zanello. “Este é um dos pilares da Toscanello”.

 

Entre os carros-chefes da casa, estão o rondelli de presunto e muçarela (R$ 39, o quilo acompanhado de molho branco; e R$ 60, o quilo sem o molho) e a tradicional lasanha à bolonhesa (R$ 39, o quilo).

 

Queridinha dos clientes da rotisseria, a lasanha é composta por molho branco, molho bolonhesa, muçarela e queijo parmesão por cima. “Serve muito bem duas pessoas”, assegura Raquel.

 

A Toscanello trabalha com massas frescas e congeladas, além de sobremesas e carnes frescas ou congeladas. Qualquer massa, com ou sem recheio, sai por R$ 39, o quilo, se acompanhada por molho. Para as massas vendidas sem molho, o preço varia.

 

É possível comprar os molhos separados também para o preparo em casa. “Se o cliente preferir, também podemos servir a massa num recipiente trazido por ele”, esclarece Raquel. “Assim ele escolhe a quantidade exata que quer levar”. 

 

A Toscanello oferece também opções sem lactose no cardápio (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A Toscanello oferece também opções sem lactose no cardápio
 

 

Três minutos

 

O ravióli com espinafre e ricota, nozes e molho de queijo é um dos grandes destaques da Pissani, que se especializou na venda de massas gourmet para um preparo extremamente fácil. “O modo de preparo é super simples: você ferve a água  e coloca a massa ainda congelada e pronto. Então, é só aguardar três minutos e servir”, explica Ana Nascimento, gerente da casa. O preço é de R$ 50 (500g).

 

Para quem procurar um bom molho, vale lembrar que essa também é uma das especialidades da casa. “Nós trabalhamos com massas gourmet, de boa qualidade, temos ravióli, nhoque e capelete. Temos as massas congeladas, com o menos possível de conservantes. Os molhos também são naturais, sem conservantes. Nós temos o pomodoro, arrabiata, pesto, funghi, de limão, de queijo e poivre”, confirma a gerente.

 

Entre outras opções, vale a pena prestar atenção no cordeiro com alcaparra ao molho pomodoro (R$ 38,90 — 500g) e a muçarela de búfala com manjericão (R$ 50 – 500g). 

 

A gerente também lembra que a casa trabalha com a possibilidade de degustação, logo, se você não for um conhecedor gastronômico, vale ir e simplesmente experimentar o que mais lhe agrada.

 

Entre vários pratos, o ravióli de espinafre com ricota e nozes, da Pissani, se destaca (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Entre vários pratos, o ravióli de espinafre com ricota e nozes, da Pissani, se destaca
 

 

Leveza e sabor

 

 

A Sorella oferece 19 diferentes opções de massa (Ludimila Badotti Lanna/Divulgação)
A Sorella oferece 19 diferentes opções de massa
 

 

A casa de massas artesanais e frescas Sorella torna-se cada vez mais conhecida dos moradores do Noroeste, com grande variedade de massas, pratos executivos, carnes, caldos e sobremesas. “Um dos nossos diferenciais é não usar corantes ou conservantes — tudo é feito aqui mesmo”, afirma o proprietário Reinaldo Pegoraro.

 

Entre os queridinhos da casa está o ravioli verde (R$ 38,60). Com massa feita de espinafre fresco, é recheado com muçarela de búfala e manjericão, ao molho sugo. “Os tomates que usamos para o molho passam por um processo especial de seis a oito horas de cozimento”, detalha Reinaldo.

 

Para quem quiser levar marmitinhas congeladas, os produtos passam pelo processo de ultracongelamento. “Não cria cristais de gelo e mantém muito mais a qualidade”, explica o proprietário.

 

Para a sobremesa, o pudim de leite condensado (R$ 45, o quilo) é o clássico da casa. É possível encomendar as massas com 24 horas de antecedência e levar os próprios recipientes para que a comida seja colocada. 

 

 

 

Árabe de lei

 

Com o avanço do mercado de alimentos pré-prontos, o termo rotisseria ampliou os horizontes. Agora, não diz mais respeito apenas a massas. 

 

O tradicional restaurante Lagash Mediterranée funciona, atualmente, como rotisseria e aceita encomendas ou vende os produtos no balcão. “Temos o serviço de entrega e o cliente pode pedir um bufê, um jantar para muitas ou para poucas pessoas também”, explica a chef e proprietária Fátima Hamu.

 

O extenso cardápio da casa vai desde aperitivos típicos da cozinha árabe e mediterrânea a pratos maiores e mais elaborados. O pernil vem acompanhado com molho de romã, damasco e tâmara (R$ 250, o pequeno, e R$ 310, o grande). 

 

Os preços mais elevados se justificam: a porção pequena serve de cinco a seis pessoas e a grande, de oito a 10.

 

Para quem prefere os aperitivos árabes, o quibe grande de carne, frito ou assado, sai por R$ 6,50. A casa também oferece uma opção vegetariana, com batata, pelo mesmo preço. Os tradicionais faláfeis, bolinhos de grão-de-bico, saem por R$ 5,50. 

 

Os tradicionais pratos árabes ganham um toque especial sob o preparo da chef Fátima Hamu, do Lagash Mediterranée (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Os tradicionais pratos árabes ganham um toque especial sob o preparo da chef Fátima Hamu, do Lagash Mediterranée
 

 

Sem massa

 

A proposta do Manjuca não é necessariamente a massa, mas os pratos prontos e congelados por um sistema especial, que leva os alimentos a uma temperatura de 45ºC negativos em apenas alguns instantes.

 

No cardápio, se destaca a lasanha de berinjela com ricota e espinafre. A berinjela é usada como se fosse a massa e o recheio é um refogado de molho de tomate com cebola, espinafre e a ricota. Por fim, a muçarela é gratinada sobre o prato. A porção de 500g custa R$ 21,25.

 

“As nossas refeições são ultracongeladas, é tudo artesanal, como o leite de coco, o molho de tomate. Nada industrializado, é uma coisa saudável e, ao mesmo tempo, gostosa. O simples congelamento só alcança a superfície, mas o ultracongelamento se aplica a todo o alimento, de dentro para fora”, explica Amanda Nasser, chef e proprietária.

 

Além da lasanha, a casa também oferece várias opções de caldos a R$ 11,90 (porção de 400g): abóbora com gorgonzola, frango com milho, vaca atolada, cenoura com tomilho e também tem opções vegetariana e vegana; e a tilápia ao molho de alcaparra e champignon acompanhado de arroz com brócolis e purê de banana-da-terra (R$ 22,90, a porção de 400g). 

 

No Manjuca, lasanha de berinjela com ricota e espinafre é feita sem massa (Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
No Manjuca, lasanha de berinjela com ricota e espinafre é feita sem massa
 

 

 

*Estagiários sob supervisão de Vinicius Nader 

ONDE COMER

 

Gastronomia Gatto Nero 

(SHIS QI 7, Bl. B, lj. 105, Lago Sul, 3248-1609; 208 Sul, Bl. A, lj. 36, 3253-4177), aberto na unidade Lago Sul, de segunda a sábado, das 10h às 18h; e em domingos e feriados, das 10h às 17h. Aberto na unidade Asa Sul de segunda a sexta, das 10h às 19h e aos sábados, das 10h às 17h.

 

Giulietta - Massas Artesanais 

(Rua 31, lt 9, lj 1, Águas Claras; 3879-2704), aberto de segunda a sábado, das 10h às 21h e nos domingos, das 10h às 14h.

 

Le Sorelle 

(CLSW 304, Bl. C, lj. 44, Térreo, Sudoeste; 3041-4751), aberto de segunda a sábado, das 8h às 20h.

 

Manjuca 

(505 Sul; 3551-5070), aberto de segunda a sexta, das 10h às 20h e aos sábados das 10h às 16h.

 

Lagash Mediterranée 

(112 Norte, Bl. C, lj. 6; 3273-0098), aberto de segunda a sexta, das 10h às 20h, e sábado, das 10h às 15h.

 

Pissani Massas Gourmet 

(Shopping Gilberto Salomão, SHIS, QI 5, Lago Sul; 3248-1519), aberto de segunda a sábado, das 10h às 19h.

 

Sorella 

(SQNW Bl. C, Noroeste; 3576-0005), aberto de segunda a sábado, das 9h30 às 20h30, domingo e feriado, das 10h às 14h30.

 

Villapiana 

(310 Norte; 3544-3796), aberto de terça a sexta, das 9h às 19h, sábado, das 9h às 18h, e domingo das 9h às 14h.

 

 

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