Brasília-DF,
19/NOV/2019

Confira restaurantes que oferecem peixes e aceitam reservas para a semana santa

Programe-se para evitar surpresas no feriadão com a seleção de restaurantes que oferecem peixes no menu

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Mariah Aquino* Renata Rios Publicação:12/04/2019 06:00Atualização:11/04/2019 18:33
A semana santa é a data para se comer peixe, mas nem sempre, na correria do feriado, isso é uma missão fácil. Os restaurantes lotados, com longas filas de espera, complicam a vida de quem deseja comer fora. Para te ajudar, o Divirta-se Mais sugere casas que trabalham não só com peixes, mas que também fazem reservas para que seu lugar esteja garantido.

O bacalhau é um clássico. O ingrediente é uma estrela e é cheio de personalidade. Entre as receitas que encontramos pela cidade, vale destacar o moderno bacalhau servido no Bla’s. A receita vai à mesa com um inusitado toque de cupuaçu. “A espuma é ácida e cremosa, fica muito interessante”, pontua Gabriel Albano, proprietário e chef da casa.

Seguindo a tradição portuguesa, no Sagres, o cliente parece ter se transportado para Portugal. Entre o peixe de qualidade e as receitas clássicas, o casal de proprietários Olga Soares e Maurício Cerqueira destaca o Bacalhau à minhota, receita importada do norte daquele país.

Claro que nem só de bacalhau se faz a semana santa. Entre as alternativas nacionais, está a moqueca capixaba servida no Vista Linda. A receita tradicional do Espírito Santo tem um crescimento na demanda nesta época do ano. “Entre a Quaresma e a Semana Santa, a procura aumenta”, revela Gouthier Dias, proprietário e chef na casa.

Ainda para quem quer explorar novas culturas, o Simbaz oferece pratos de países de toda a África, como o River Niger. Um dos maiores rios do continente dá nome ao prato de tilápia com banana-da-terra. O poke, prato típico havaiano, é preparado com arroz japonês, peixe marinado, frutas, vegetais e produtos orientais.

*Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader

Das profundezas


A cozinha do Nosso mar é definitivamente voltada para os pescados. As receitas apresentadas na casa contam, em peso, com ingredientes vindos das águas. No local, o proprietário, Carlos Henrique dos Santos, só trabalha com peixes de água salgada. “Aqui temos condições de oferecer ingredientes de muita qualidade, isso faz com que a clientela reconheça a qualidade dos pratos”, observa.

Entre as receitas que Carlos recomenda, está o pargo inteiro (R$ 114,90). “Esse é um peixe de profundidade, com sabor suave”, descreve. Carlos ainda complementa que: “o prato vem com 1kg, serve bem de duas a três pessoas e o cliente escolhe duas opções de guarnições”. Para acompanhar, ele destaca o pirão, que costuma ser um dos favoritos no local.

Outra pedida diferenciada é o congrio rosa ao molho de camarão (R$ 160). “Trago esse peixe da Nova Zelândia. Ele fica a cerca de 300m de profundidade e, por isso, tem uma dieta melhor que a dos peixes de superfície”, explica.

Sobre a carne, ele explica que ela não tem gordura, tem sabor suave e textura firme. “O molho é à base de escabeche de camarão, mas o peixe também pode ser servido na chapa”, detalha.

Os peixes de águas profundas, como o congrio rosa, são uma aposta recorrente no Nosso Mar
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Os peixes de águas profundas, como o congrio rosa, são uma aposta recorrente no Nosso Mar

Sombra e peixe fresco


Conhecido pelo público da cidade, o restaurante Vista Linda oferece uma boa alternativa para quem quer desacelerar. É possível aproveitar redário, parquinho infantil, trilha e uma grande área verde sem qualquer valor adicional. O carro-chefe da casa comandada pelo chef Gouthier Dias são as moquecas capixabas.

“Trabalhamos com peixes do mar, nada de água doce. O cliente escolhe o peixe da moqueca e se coloca camarão ou não”, explica Gouthier. 

“A nossa moqueca mais tradicional é servida com o pirão, arroz e moqueca de banana-da-terra como acompanhamentos”, esclarece. Os preços variam, mas a moqueca de badejo com camarão e guarnições sai por R$ 144,90, para duas pessoas.

O chef reforça que a época é propícia para ir ao local: “No período da quaresma até a Semana Santa, a demanda é bem maior. Neste fim de semana, estamos com a casa quase lotada. Para o próximo também já temos várias reservas.”
 
As moquecas do Vista Linda podem servir a família inteira (Bruno Peres/CB/D.A Press)
As moquecas do Vista Linda podem servir a família inteira

Do outro lado do Atlântico


Sob comando do nigeriano Chidera Ifeanyi, o Simbaz Culinária Afro e Bar reúne diversos costumes e pratos de mais de 25 países africanos. 

“Queremos mostrar nossa cultura pela nossa comida. Por meio do Simbaz você vai conhecer a África toda”, explica Chidera. O restaurante é uma ótima pedida para quem quer descobrir novos sabores e temperos.

Um dos pratos com peixe oferecidos na casa é o River Niger. A tilápia, protagonista do prato, apesar de muito popular no Brasil, tem origem africana. O peixe é servido com banana-da-terra e sai por R$ 45.

O restaurante aceita reservas e não se limita apenas ao cardápio. Pelas redes sociais do Simbaz, é possível ficar por dentro da agenda de atividades. 

“Temos dança, cineclube com discussão de documentários e filmes”, cita Chidera. O ambiente decorado e colorido completa a experiência no Simbaz.
 
O Simbaz oferece pratos de países de toda a África (Bruno Peres/CB/D.A Press)
O Simbaz oferece pratos de países de toda a África

Queridinho fit


Para os amantes de comidas leves, o Maori aparece com um cardápio repleto de opções para todos os gostos. “Eu não falo que é vegetariano nem vegano e nem que não é porque é uma mistura dos três”, brinca o proprietário Gustavo Gonçalves. “Oferecemos comida saudável e diferente do que você come no dia a dia, não é um arroz com feijão”, completa.

Para ele, é nítido como a demanda da casa cresce para pratos sem carne vermelha neste período do ano. Ele destaca alguns pratos, como o escondidinho de camarão (R$ 23,70) e a pizza de frigideira com muçarela, atum, azeitona preta e ervas finas (R$ 16,50).

Com cardápio recém-lançado, Gustavo indica a lasanha de berinjela, legumes, ricota e espinafre, servida para duas pessoas por R$ 41 e na porção individual, por R$ 24,50. Quanto às reservas, o restaurante é flexível. “Reservamos até o espaço todo, se a pessoa quiser”, brinca.

As pizzas de frigideira são opções práticas no Maori (Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)
As pizzas de frigideira são opções práticas no Maori

Pode japa!


No Nippon Restaurante, a gastronomia oriental é tratada com muito respeito. A casa oferece receitas clássicas da cultura, sem descuidar das matérias-primas, fundamentais para garantir um bom produto final. “Entre os peixes que servimos, os principais são salmão, atum e robalo — o peixe-branco”, informa Antônio de Melo, gerente da casa.

Entre as alternativas, os combinados atendem ao desejo de quem quer os sushis, sem abrir mão da variedade. “Temos desde opções com 16 peças até com 60”, informa Antônio, que sugere o combinado surpresa (R$ 259,90), que vai à mesa com 60 peças e serve quatro pessoas. “Ele é montado de acordo com os melhores ingredientes que temos na casa. Vai desde os clássicos até opções mais inusitadas. É uma ótima oportunidade de experimentar novos sabores”, pondera.

Para o almoço, a casa ainda oferece o bufê (R$ 83,50), com alternativas quentes e frias para atender a clientela. “São pratos quentes, saladas, sushis, sashimis... As alternativas valem muito a pena no bufê, além de serem uma forma de agilizar o atendimento e proporcionar variedade”, garante.

Os combinados são uma ótima alternativa para quem vai em grupos de até quatro pessoas ao Nippon (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Os combinados são uma ótima alternativa para quem vai em grupos de até quatro pessoas ao Nippon

Delícia havaiana


“O poke é um prato havaiano com uma base de arroz japonês, peixe marinado. Complementamos com frutas, vegetais, produtos orientais”, descreve o proprietário Caio Fernandes, do restaurante La Pacific Food, especializado em produzir a iguaria havaiana.

O carro-chefe da casa é o poke de salmão (R$ 40). Os pratos da casa são individuais, mas muito bem servidos, como destaca Caio. A opção tilápia tropical (R$ 42), com o peixe acompanhado de camarão empanado, também é uma indicação. É possível escolher as sugestões da casa ou montar o próprio poke.

“Trabalhamos com salmão, atum, tilápia e camarão. Também temos as opções veganas com shimeji e portobello”, explica o proprietário. Sobre o sabor, Caio tenta definir: “Fica entre o sushi e o ceviche, bate na trave. Quem gosta desses pratos com certeza vai apreciar também o poke”.
 
A infinidade de opções que o poke permite tornou o prato uma sensação no La Pacific Food (L'a Pacific Food/Divulgação)
A infinidade de opções que o poke permite tornou o prato uma sensação no La Pacific Food
 

O dono da festa


O bacalhau é certeza entre as casas da capital durante a Semana Santa. O ingrediente é amplamente procurado pelos comensais da cidade. O chef e proprietário do Bla’s, Gabriel Albano, inovou na forma de apresentar a proteína e complementa: “A casa ainda vai trabalhar com outras alternativas para quem não quiser o bacalhau na data”.

Para quem se interessou pela receita do chef, o bacalhau, em posta, vem acompanhado de palmito pupunha, batatas, tomatinho, pimentão e espuma de cupuaçu. O preço é R$ 49,90, mas o cliente pode optar pelo menu completo, com entrada e sobremesa, por R$ 75. “Primeiro, o peixe é selado na frigideira, depois finalizado no forno à lenha com legumes”, descreve o chef, que garante que o forno dá um toque especial à receita.

Nos acompanhamentos, a pupunha entra com um sabor terroso, enquanto o tomate agrega frescor e doçura. “A espuma ficou muito interessante. Ela é aveludada, como a polpa do cupuaçu. Fazemos ela apenas com creme de leite, limão e cupuaçu e o resultado ficou incrível”, garante. 

Para acompanhar, a dica é aproveitar a taça de vinho português (R$ 18), que ainda sai pela metade do preço (R$ 9), no happy hour.

 Feito de forma inusitada, o bacalhau é servido com espuma de cupuaçu no Bla%u2019s (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Feito de forma inusitada, o bacalhau é servido com espuma de cupuaçu no Bla%u2019s

Tradição lusitana


O bacalhau não pode ficar de fora da festa. No Tejo Restaurante, o ingrediente protagoniza muitos dos preparos. “Durante a semana, temos um público mais executivo, com empresários e almoços de negócios. 

Já no fim de semana e nos feriados, a casa passa a atrair mais famílias, como esperamos na Semana Santa”, afirma Gustavo Santos, proprietário da casa.

Entre os preparos que a casa oferece usando o Gadus Mohua, melhor variação da proteína, o destaque vai para o bacalhau com queijo da Serra da Estrela (R$ 149). 

O preparo leva batata, brócolis, cebola, bacalhau, creme de queijo e o próprio queijo para gratinar. “Esse é um prato mais pesado, por causa do queijo, mas a combinação é muito boa”, detalha Gustavo.

Outra alternativa, também em posta, que se encontra no menu, é o bacalhau ao forno à portuguesa (R$ 129) acompanhado de batatas, brócolis, tomate, alho frito, cebola confitada e ovo cozido. “Essa é uma data em que o brasiliense sai à procura do bacalhau. Para a sexta, vamos até estender o horário até as 17h”, conta.

O bacalhau com queijo da Serra da Estrela é uma alternativa que chama a atenção no menu no Tejo (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O bacalhau com queijo da Serra da Estrela é uma alternativa que chama a atenção no menu no Tejo

Portuguesa, com certeza


Para quem conhece a gastronomia lusitana, o Sagres é uma casa diferenciada na cidade. As receitas clássicas se misturam à decoração característica e repleta de carinho que o casal de proprietários, Olga Soares e Maurício Cerqueira, coloca em cada detalhe. Nas paredes, os azulejos dão o clima, enquanto, no prato, é o bacalhau do tipo Gadus Mohua que garante a qualidade.

Seguindo as tradições portuguesas, a receita com a posta de bacalhau refogado no azeite, com rodelas de cebola, brócolis, batata, ovo cozido e azeitonas pretas, o bacalhau à minhota (R$ 198) é a sugestão de Olga. “Essa é uma receita feita no país. Ela é de uma região portuguesa, a região do Minho, no norte de Portugal”, informa.

Outra opção no menu é o bacalhau lagareiro (R$ 208), o favorito da clientela. “Esse é o bacalhau mais pedido da casa”, informa Maurício. Olga logo descreve o preparo como sendo uma posta de bacalhau ao forno, temperada com alho crocante, batatas ao murro, ovo cozido, bastante azeite e lâminas de alho douradas para finalizar. “Esse bacalhau tem que ser feito com muito azeite, ele que dá o diferencial da receita, por isso é importante um bom azeite”, finaliza.

A receita do bacalhau à minhota vem do norte de Portugal (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A receita do bacalhau à minhota vem do norte de Portugal

ONDE COMER


Bla’s — Cozinha Criativa 
(406 Norte, Bl. D, lj. 38; 3879-3430), aberto de terça a sábado, das 12h às 16h, e das 18h às 23h30; domingo, das 12h às 16h.

La Pacific Food 
(402 Sul, Bl. B, lj. 29; 3322-6621), aberto diariamente, das 12h às 15h;  de domingo a quarta, das 18h às 22h, e de quinta a sábado, das 18h às 23h.

Maori 
(110 Norte, Bl. D, lj. 28; 3201-6066), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 23h.

Nippon 
(403 Sul, Bl. A, lj. 28; 3224-0430), aberto de segunda a quinta, das 12h às 14h30, e das 19h às 23h; sexta, das 12h às 14h30 e das 19h à 0h; sábado, das 12h às 15h30 e das 19h à 0h; domingo, das 12h às 16h30.

Nosso Mar 
(115 Norte, Bl. B, Ljs. 3,77; 3349-6556), aberto às terças e quartas, das 12h à 0h, de quinta a sábado, das 12h à 1h30, e aos domingos, das 12h às 23h.

Sagres 
(316 Norte, Bl. E, lj 24/28; 3347-2234), aberto de terça a sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 17h.

Simbaz Culinária Afro e Bar 
(412 Sul, Bl. D, lj. 15; 3346-7540), aberto de terça a sábado, das 12h à 0h.

Tejo Restaurante 
(404 Sul, Bl. B, lj 27; 3267-7005), aberto de terça a sábado, das 12h às 15h, e das 19h à 0h; domingo, das 12h às 17h.

Vista Linda 
(Núcleo Rural Lago Oeste, rua 14, chácara 379; 3302-5939), aberto aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.

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