Brasília-DF,
15/OUT/2019

Conheça cafeterias do Distrito Federal

Cada vez mais, cafés da cidade fazem com que a ida aos estabelecimentos supere uma simples xícara da bebida

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Renata Rios Mariah Aquino* Publicação:17/05/2019 06:00Atualização:16/05/2019 18:10

No espaço do antigo Mercado Municipal, o Mercado do Café serve inúmeras delícias (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
No espaço do antigo Mercado Municipal, o Mercado do Café serve inúmeras delícias

 

O café é uma bebida imprescindível no dia a dia de muitos brasileiros. A forma que ele é consumido mudou — e muito — nos últimos anos. Para quem estava habituado a pedir um espresso para depois da refeição, tudo mudou. De coadjuvante, o café se tornou o protagonista e os templos dessa bebida são as cafeterias, cada vez mais completas.

 

Ao mesmo tempo que o número de cafeterias aumentou, a experiência de quem vai a um desses estabelecimentos passou a ser diferente. Talita Borges, proprietária do Jacket Café, investe com tudo na experiência do café. De fato, o local, o menu e até a apresentação dos preparos parecem pedir por aquela

foto nas redes sociais.

 

No Mercado do Café, o espaço amplo é todo voltado para os grãos. Além da loja, cafeteria e espaço de torra, o local oferece cursos. “A cafeteria é uma forma de aproximar o produtor do consumidor. É um mercado promissor que está crescendo”, pondera Maria Tereza Moulaz, proprietária do local. 

 

Café à algodão-doce é uma combinação inusitada e divertida servida no Jacket (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Café à algodão-doce é uma combinação inusitada e divertida servida no Jacket
 

 

Um encanto!

 

Quem vai ao Jacket Café encontra mais do que uma cafeteria. O cliente embarca em uma experiência, envolvendo não só comida, mas o ambiente, que conta com pinturas de Pedro Fleury na parede, além de uma proposta moderna nos utensílios. “As pessoas vêm, se encantam, postam fotos nas redes sociais, a ideia é gerar fãs da marca”, diz a proprietária Talita Borges.

 

Entre os cafés, o espresso (R$ 6, o simples; e R$ 8, o duplo) vem com um toque especial: algodão-doce, servido à parte numa estrutura fixada acima da xícara. 

 

Outro destaque são as três versões de capuccino: Tradicional (R$ 11), de doce de leite (R$ 13) e de chocolate (R$ 13). Vale ainda conferir o chocolate quente, feito com churros (R$ 14) e o chá azul (R$ 10), de flor azul, gengibre e erva-cidreira. “Ao colocar limão, uma mágica acontece”, brinca Talita.

 

O Toast aberto de abacate (R$ 20) é vegetariano e traz pão, abacate com sal defumado, tomate confitado e aceto.

 

De sobremesa, tem que sobrar lugar para o bolo arco-íris (R$ 16, a fatia; R$ 190, inteiro), que, como o nome entrega, conta com camadas coloridas.

 

Maria Tereza Moulaz destaca a variedade de grãos encontrada no Mercado do Café (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Maria Tereza Moulaz destaca a variedade de grãos encontrada no Mercado do Café
 

 

No coração da W3

 

Quem vai ao Mercado do Café se depara com um local que se volta totalmente para a bebida. Nas paredes, as pinturas marcam a temática, enquanto mais próximo à W3, o cliente pode adquirir produtos relacionados à bebida para levar para casa. “Temos cursos ministrados na parte superior e, por enquanto, a torra está sendo feita ao lado da lojinha”, detalha Maria Tereza Moulaz, proprietária do local.

 

Entre as bebidas que ela serve, o destaque vai para o Chemex (R$ 12, com 150ml; R$ 16, com 300ml; R$ 19, com 500ml). O grão que ela sugere para usar nesse método leva o sobrenome da própria: o Moulaz. “Esse é um café que já tínhamos antes daqui. Usamos um Catuai Vermelho, uma variedade do Arábica”, detalha. Ela descreve o grão como sendo intenso e de acidez equilibrada. “Como o filtro é mais grosso, ele retém os óleos e os resíduos, o que acaba em uma bebida mais leve.

 

Para comer, não poderia faltar um preparo com café. Maria Tereza sugere a Torta de café trufada (R$ 14, a fatia), torta de chocolate com café e licor de laranja. “O café potencializa o amargo do chocolate e o álcool do licor. O café em si não é forte nessa receita, ele fica suave e tem uma função mais aromática”, pontua.

 

No Café e um chêro, as memórias de João Gabriel se tornaram pratos  (Guilherme Teixeira/Divulgação)
No Café e um chêro, as memórias de João Gabriel se tornaram pratos

 

Sabor do Nordeste

 

O Café e um chêro foi aberto há dois anos, tempo em que conquistou espaço no coração de muitos brasilienses. João Gabriel é o responsável pelo empreendimento ao lado da mãe, a maranhense Dona Alba. “Pensei em criar um negócio com a comida lá de casa e a cara lá de casa”, conta João. “Tudo é feito pela minha mãe e praticamente na hora”, acrescenta.

 

O cardápio é extenso, variado e característico da família nordestina. Entre os vários destaques da casa, o pão com carne de panela (R$ 13) é um dos de mais sucesso.

 

Para a sobremesa, a torta do Tio Cacau (R$ 16,90) pode ser uma boa pedida. A torta gelada é feita com sorvete, brigadeiro, chocolate Bis e leite ninho. Acompanha calda quente de chocolate para jogar por cima e se deliciar. 

 

Da xícara ao pão: o café é incluído no sanduíche do Gentil Café (Luís Tajes/Gentil Café)
Da xícara ao pão: o café é incluído no sanduíche do Gentil Café
 

 

Refeições completas e musicais

 

As irmãs Gentil encontraram no café batizado com sobrenome da família uma oportunidade de tentar algo diferente. Cristine, Patricia e Michelle estão à frente da cafeteria desde novembro de 2018. Hoje, a mãe também auxilia com bolos caseiros como o de laranja com calda de limão (R$ 11) e a torta Amanda (R$ 14), recheada com doce de leite e cobertura crocante de castanha caramelizada. Tudo é feito na casa, exceto o pão (de fermentação natural).

 

“Trabalhamos com torrefações locais de cafés especiais”, explica Cristine. O cardápio não se restringe a opções para a primeira refeição da manhã ou o lanche da tarde. Também é possível experimentar o almoço executivo da casa, com pratos variados e opções veganas. Tábuas de queijos são alternativas para o happy hour. Vale a pena experimentar o sanduíche feito no pão de café com filé-mignon em lascas, queijo Canastra, alface, tomate, cebola-roxa e maionese da casa (R$ 32).

 

O estabelecimento hospeda eventos culturais e com temática social. Toda segunda, por exemplo, o Caféterapia promove conversas sobre saúde mental com mediação de psicóloga, às 19h. Às quartas, o jazz ao vivo embala o ambiente. 

 

Os cafés no Lalé Café e Confeitaria são preparados na frente do cliente (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Os cafés no Lalé Café e Confeitaria são preparados na frente do cliente
 

 

Como um show

 

Como confeitaria, o Lalé Café e Confeitaria já é consagrado na cidade. O local encanta com os doces, que, além de belos, são deliciosos. Agora, as novidades no local seguem uma nova frente —  a dos cafés. Na casa, o cliente encontra grãos de ótima qualidade, profissionais especializados e diversas técnicas de extração.

 

Tudo isso é pensado e executado pelo barista Leandro Ribeiro. “A ideia é proporcionar uma experiência. Por isso fazemos o café à mesa —  para que o cliente possa assistir e saber mais sobre o método que escolheu”, pondera. Ele ainda afirma que, quando o cliente chega à loja, a equipe conversa com ele, para tentar definir qual o melhor tipo de café para cada pessoa.

 

Para comer, o pão de queijo (R$ 3,50, a unidade) é um acompanhamento clássico. “Ele é feito com queijo curado. É uma combinação que sempre dá certo”, pontua. Para acompanhar, o café coado ainda é um dos favoritos. Entre os métodos, o barista sugere o Hario V60 (R$ 9, com 150ml; R$ 12, com 300ml) por ser “leve e refrescante.” 

 

O bufê oferecido no Caramella Café e Confeitaria chama a atenção pela fartura (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
O bufê oferecido no Caramella Café e Confeitaria chama a atenção pela fartura
 

 

Um pouco de tudo

 

Para quem gosta de bufês de café da manhã (R$ 28, de segunda a sexta; e R$ 39, sábado e domingo) ou de chá da tarde (R$ 39), o Caramella Café e Confeitaria é uma pedida certeira. O local trabalha com preparos artesanais e cafés especiais. “Trabalhamos com a panificação e a confeitaria. Temos também geleias —  tudo feito artesanalmente para garantir qualidade aos preparos”, explica Fernanda Feitosa, proprietária da casa.

 

Entre as alternativas no menu, donuts, brigadeiros e bolos fazem a festa dos que preferem doces. Já as tortas salgadas, pão de queijo e coxinha são opções para quem prefere salgados. “Temos sempre três sucos: laranja, abacaxi com hortelã e melancia. Também trabalhamos com o cardápio para ser feito na hora, que inclui waffles, omeletes, tapiocas e sanduíches”, informa.

 

Para beber, além das opções de suco disponíveis no bufê, a proprietária recomenda o frappé Caramella café (R$ 13). “Café batido com gelo, calda de caramelo. O café fica mais cremoso e muito interessante”, descreve. Para Fernanda, a clientela, cada vez mais, entende sobre os cafés e procura produtos de qualidade. 

 

A quiche se tornou uma das marcas do Casinha Café (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
A quiche se tornou uma das marcas do Casinha Café
 

 

Simples e vegano

 

Sob comando da jovem Lívia Aquino, o Casinha Café é um estabelecimento vegano que conquista pela simplicidade. Abrir uma cafeteria não era plano antigo de Lívia, museóloga de formação. Ela nem mesmo morria de amores pela cozinha. Depois que se tornou vegana, as coisas mudaram: “Passei a testar mais, experimentar receitas e tentar reproduzir as que eu comia”, explica. “Eu abri o café mais pelo veganismo do que por querer ter um negócio em si”, completa.

 

Um dos sucessos da casa é a quiche de cogumelos (R$ 14). A receita leva shimeji branco e creme de castanha-de-caju no recheio. A parte de fora da quiche é feita com uma crosta de batata. “Esse prato foi meio que um acidente, uma coisa que eu testei e deu muito certo”, brinca Lívia.

 

A poucas quadras da Universidade de Brasília, um dos objetivos do café é ser um espaço tranquilo e confortável para o público universitário. Um dos atrativos é o refil de café (R$ 10). A bebida é preparada da maneira convencional, coada.

 

Amor canino

O Casinha Café é totalmente pet friendly. Além da boa receptividade aos bichinhos, quem quiser contribuir com a causa animal pode experimentar o bolinho do amor (R$ 6), de baunilha com calda de goiabada. Todo o lucro da venda é revertido para ajudar animais resgatados. 

 

O café espresso com água tônica e gelo é uma alternativa interessante que pode vir à mesa escoltado pelo faláfel, novidade do menu (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O café espresso com água tônica e gelo é uma alternativa interessante que pode vir à mesa escoltado pelo faláfel, novidade do menu
 

 

Cheios de estilo

 

Aberto há 4 anos, o Café Clandestino foi uma das casas na cidade que se propuseram a educar o cliente sobre os vários tipos de café e as formas de prepará-lo. “Quando abrimos, sabíamos que teríamos que passar boa parte do tempo explicando as formas de extração”, relembra o sócio da casa, Rodrigo Balduino. Mas ele logo complementa: “Hoje em dia, o público entende mais. Eles conhecem do assunto e valorizam a bebida”.

 

Entre as formas de pedir o café, os gelados são uma boa pedida para aliviar o calor. Na casa, é possível encontrar o café gelado de algumas formas no menu. A Cold Brew (R$ 10), que é um café extraído a frio, ou o frapê (R$ 15) — espresso batido com banana e tâmara —, são boas pedidas. Outra que se destaca é o espresso com água tônica e gelo (R$ 15). “Essa é uma bebida muito curiosa. Ele combina o leve adocicado da tônica, que também é amarga. Tudo casa muito bem”, garante.

 

Para comer, o cardápio de lanches foi pensado para harmonizar com o café. “O biscoito de tapioca (R$ 8, a porção) lembra o pão de queijo, mas é feito com tapioca, recheado com queijo coalho e empanado com parmesão”, descreve. Ele ainda recomenda o faláfel (R$ 18, a porção), uma nova receita no menu. “Ele vem acompanhado de molho de pimenta e coalhada. A pimenta é suave e funciona como um tempero, enquanto a combinação da coalhada com o café dá muito certo”, finaliza. 

 

O Acervo Café oferece uma infinidade de cafés para os amantes da bebida, além de deliciosas opções de comida (Acervo Café/Instagram)
O Acervo Café oferece uma infinidade de cafés para os amantes da bebida, além de deliciosas opções de comida
 

 

Café de todo jeito

 

“Nosso maior objetivo é que as pessoas possam viver uma experiência única, gerando memórias afetivas”, explica Abigail Lins, uma das responsáveis pelo Acervo Café. O espaço tem paredes com tijolos aparentes, o que contribui para criar a atmosfera confortável, segundo a proprietária. A cafeteria existe desde 2017 no Guará II e trabalha com cafés de alta qualidade, brasileiros e importados. “Temos atualmente 8 métodos de café coado que pode ser escolhido entre 7 grãos diferentes”, ressalta.

 

Os grãos são moídos na hora e o cuidado com a qualidade da bebida é primoroso. A casa trabalha com sete métodos diferentes de extração (para cafés quentes e filtrados), algumas opções de café espresso e também cafés gelados e drinques de café. O cardápio inclui tanto opções salgadas quanto doces, como os clássicos cookies da casa (R$ 10).

 

“Os cookies receberam um toque meu com pedaços generosos de chocolate. Levam amêndoas ou pistaches na massa e também na cobertura, nozes pecãs, chocolate, amêndoas laminadas, mirtilos, framboesas, às vezes frutinhas glaceadas”, esclarece Abigail. Os biscoitos são sempre do mesmo sabor, variam as frutinhas colocadas em cima. 

 

*Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader 

 

Onde comer

 

Acervo Café 

(QE 40, lt. 18, Guará II; 99359-4712), aberto de quarta a domingo, das 15h às 23h.

 

Café Clandestino 

(413 Norte, Bl. D, lj 23; 3963-5619), aberto de terça a sábado, das 9h às 21h; domingo, das 9h às 15h.

 

Café e um chêro 

(109 Norte, Bl. C, lj. 37; 107 Sul, Bl. C, lj. 2), aberto de segunda a sábado, das 8h às 21h.

 

Caramella Café & Confeitaria 

(303 Norte, Bl. E, lj 20; 3326-8001), aberto de segunda a sábado, das 7h30 às 21h; domingo, das 7h30 às 20h.

 

Casinha Café 

(411 Norte, Bl. D, lj. 41), aberto de terça a sábado, das 16h às 22h.

 

Gentil Café 

(410 Sul, Bl. B, lj. 36; 3546-8651), aberto de segunda a sábado, das 9h às 21h; domingos, das 9h às 15h.

 

Jacket Café 

(106 Sul, Bl. C, lj 15; 3543-6158), aberto de terça a quinta, das 9h às 21h; de sexta a domingo, das 9h às 20h.

 

Lalé Café e Confeitaria 

(411 Sul, Bl. B lj, 16; 3248-7348), aberto de segunda a sábado, das 9h às 19h.

 

Mercado do Café 

(509 Sul, Bl. C, lj 13; 3242-4873), aberto de segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 18h. 

 

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