Brasília-DF,
21/SET/2019

Confira pratos elaborados utilizando a carne de porco

A carne suína se apresenta como uma ótima alternativa a outras proteínas animais

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Renata Rios Geovana Melo* Melissa Duarte* Publicação:23/08/2019 06:01Atualização:22/08/2019 18:39
Entre as proteínas animais, o porco está entre as mais populares. Apesar de ser detentor de uma carne magra, saudável e de sabor único, esse ingrediente é vítima da desinformação. Os chefs que se dão ao trabalho de apresentar a carne suína com maestria, estão mudando esse cenário, e a carne de porco ganha cada vez mais espaço.

Para quem busca uma aposta certeira, a feijoada servida no Bar e Restaurante Cristal é imperdível. O local é reconhecido pela qualidade do preparo que leva diversas partes do porco. São duas versões, a magra e a completa, ambas servidas todos os dias.

Outra alternativa clássica da capital é o Bar do Amigão, onde o segredo está na simplicidade. “As pessoas estão perdendo o preconceito com a carne suína. Temos o joelho de porco, por exemplo, que além de muito solicitado, está no cardápio há bastante tempo”, conta o proprietário da casa, Rubens Arake.

Outro local que não pode faltar se a ideia é aproveitar a carne suína é o Dom Francisco. O chef e proprietário do local, Francisco Ansiliero, é um entusiasta da proteína. Ele garante que a carne suína é uma ótima alternativa, tanto do ponto de vista gastronômico quanto nutricional. “Ela é saudável e tem a digestão mais fácil para o ser humano”, diz.

O que dizer do bacon, uma das delícias derivadas do porco? O ingrediente aparece de maneira inusitada no Nibs Brownie, onde uma das receitas que a casa disponibiliza é o ousado brownie com bacon.

*Estagiárias sob supervisão e Igor Silveira


O drinque com bacon é o diferencial do Oinc Bar (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
O drinque com bacon é o diferencial do Oinc Bar
Tudo com bacon

Se engana quem pensa que bacon só fica gostoso em prato salgado. A carne suína é o carro-chefe e o toque especial de todas as receitas do Oinc Bar, onde é servido como aperitivo, prato principal e até drinque. Cozido e assado, o tradicional joelho de porco (R$ 42,90 — para três pessoas) é servido à pururuca — o que deixa tudo muito mais crocante. “O tempero caiu no gosto dos clientes”, conta o gerente Carlos Roberto Misson.

Bacon, frutas e álcool. A receita pode parecer estranha, mas é sucesso garantido no paladar da clientela. Para quem quer celebrar, a dica é a iguaria da casa: caipirinha com bacon (R$ 14), com cachaça de alambique. “A bebida não fica com gosto do bacon, o bacon é que fica com o gosto da bebida”, revela. Três fatias bastam para deixar os drinques mais elaborados. “Todo mundo acha que vai ficar oleoso, mas não fica”, garante Misson. Para os entusiastas da caipiroska, a versão com bacon sai a R$ 16.

E que tal um croquete de porco na lata (R$ 5,90 — unidade de 110g; R$ 29,90 — porção de seis croquetes, serve três pessoas) para degustar e abrir o apetite? O preparo é bem à moda antiga, da época em que não existia geladeira. A carne chega a ficar por até um dia e meio mergulhada na própria banha. “Como fica curtida, fica muito mais saborosa”, diz o gerente. Uma maciez sem igual.


Explosão de sabores

O sal e a salsa não só batizam o Sauz Restaurante como também dão um toque no tempero da casa. No restaurante, as opções com carne suína vão dos aperitivos até os hambúrgueres. Da mistura entre comida mineira e mexicana, nasce um mix de sabores. “Todos os aromas juntos abrem as papilas gustativas. Quando você vai comer depois, está com mais apetite”, revela a subchefe Yannah Peleja.

Mais que um prato, uma experiência gastronômica: na porção de Mineirinho (R$ 20 — três unidades), os pães de queijo vêm recheados de carne de porco cozida e levemente flambada com barbecue de cachaça envelhecida “para dar aquela textura gostosa na boca”, de acordo com Yannah. Se o álcool limpa o paladar — e traz os aromas do carvalho e da madeira —, o picles de jalapeño e o molho picante contribuem para a explosão de sabores. 

Os comensais também podem se deliciar com o Sauz Pork Polpetinis (R$ 35 — 10 unidades, servem duas pessoas). Quando as bolinhas de lombo desfiado — salteado na manteiga e defumado — encontram a erva-doce, “a sensação é de conforto, de comida da fazenda”, de acordo com a subchefe. Mas nem só de carne vive o prato. “O queijo gratinado dá mais sabor e crocância. Quando puxa, dá uma liga na boca”, continua. Para harmonizar, uma cerveja, como a Heineken (R$ 12 — garrafa longneck) cai bem. É de dar água na boca! 

Vitor Rocha/Divulgação (O Mineirinho do Sauz Restaurante vem para reinventar o tradicional pão de queijo)
Vitor Rocha/Divulgação

Favorita na cidade

Assim como na mesa dos brasileiros, o Bar e Restaurante Cristal dá um destaque especial para a feijoada no cardápio da casa. Apesar de ser tradicionalmente servida aos sábados, é garantida de terça a domingo, no jantar e no almoço. “Quando assumi a casa, há 6 anos, tínhamos a feijoada apenas aos sábados, mas, aqui em Brasília, tem-se uma cultura de feijoada às sextas-feiras. Nos domingos, eu sirvo um cozido à portuguesa, mas muitas pessoas começaram a pedir também e atualmente eu sirvo de terça a domingo”, explica Aderson Menezes.

A feijoada se destaca pelo sabor e pela qualidade. O prato é servido à mesa em uma panela de barro ainda borbulhando enfatizando que o quitute acabou de sair do fogo. A tradicional receita está de aniversário e completa 40 anos em 2019.

A casa trabalha com duas opções de feijoada: a magra (R$ 89,50), que leva lombinho, costelinha, charque, linguiça, calabresa, bacon e louro e é acompanhada de arroz-branco, farofa de torresmo, couve refogada e laranja; ou a completa (R$ 84,90), que leva todos os ingredientes da primeira acrescida de pé suíno, rabo e orelha. “O prato serve duas pessoas com bastante fartura”, conta o proprietário. Anderson ainda pontua que o restaurante está localizado na esquina mais alegre de Brasília: “Quem diz que Brasília não tem esquina, tá por fora”.

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press (O feijão é coadjuvante quando o assunto é feijoada)
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
 
Carne de porco protagoniza hambúrguer artesanal (Lifebox/Divulgação)
Carne de porco protagoniza hambúrguer artesanal
 
 
 
 
Blend suíno

Pão e carne de porco são alimentos extremamente deliciosos. Esses dois ingredientes ficam ainda mais saborosos quando estão juntos em um hambúrguer. Pensando nisso, o Lifebox expandiu no Goiás e veio somar também ao circuito gastronômico do Distrito Federal, com uma gama de sanduíches exclusivos e deliciosos.

A experiência maravilhosa se inicia ao adentrar na hamburgueria. Com uma decoração moderna, o ambiente conquista o público de cara. Depois, o cliente se surpreende mais uma vez: os hambúrgueres totalmente artesanais.

Como é o caso do Artesanal suíno (R$ 26), feito com um blend suíno de 180g, pão amanteigado, picles de cebola roxa, pepino ao molho de mostarda e ketchup caseiro levemente adocicado.

 
 
 
 
 
 
 
 
Mestre em ação

Para o chef Francisco Ansiliero, a carne de porco é especial. A proteína tem muitos pontos favoráveis, segundo o chef: “é uma carne magra e mais barata até que o frango. Além disso, é a carne que nós, seres humanos, digerimos melhor”, informa.

Na casa, o chef trabalha com diversas sugestões, com cortes selecionados que atendem a receitas consagradas, como a feijoada (R$ 149) servida aos sábados no restaurante, ou preparos não tão conhecidos, como o miolo da paleta, ou o shoulder, (R$ 62) — preparo feito na brasa e guarnecido de legumes grelhados. “Para finalizar, uso um molho feito no Mercado Municipal de São Paulo: o fumacinha. É um molho que lembra o chimichurri, mas ele tem mais ervas e um toque defumado”, descreve o chef.

Outro corte oferecido é o stinco (R$ 63), a parte superior do joelho do porco. “Em outros animais, o stinco é retirado na parte de baixo, mas, no porco, é em cima”, conta Francisco. No prato, ele esbanja o talento nas caçarolas e prepara o stinco com arroz piamontese e o molho da própria assadeira com um toque de tucupi. “Uso o tucupi para acrescentar acidez. O stinco é a parte do animal que a carne tem as características mais pronunciadas”, conta. 

Francisco Ansiliero trabalha a carne de porco há anos e acredita que, aos poucos, o preconceito diminui
 (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Francisco Ansiliero trabalha a carne de porco há anos e acredita que, aos poucos, o preconceito diminui

Comidinha bem temperada

Se o porco já foi alvo de preconceitos, para Rubens Arake, proprietário do Bar do Amigão, isso já passou. A proteína do animal figura em diversas receitas da casa que são queridas e amplamente solicitadas pela clientela. “Hoje, não tem mais preconceito”, garante. 

Se é a primeira vez no Bar do Amigão, a sugestão é que o comensal experimente o joelho de porco (R$ 98,50). O preparo que atende duas pessoas vem à mesa escoltado por arroz, feijão e batata sauté. “Essa receita atende duas pessoas muito bem”, informa o proprietário. Ele ainda explica que o joelho é defumado e, depois, temperados, para então passar 40 minutos na pressão. 

Outros preparos com porco também chamam a atenção dos clientes, como a costelinha (R$ 82,50). “Essa costelinha é cozida e, depois, frita. É uma receita bem mineira”, descreve o proprietário que ainda esclarece que arroz, feijão e mandioca acompanham a proteína. Ainda falando dos suínos, vale experimentar o tutu à mineira (R$ 72,50) — arroz, tutu de feijão, linguiça suína mineira, bisteca, torresmo e couve — servido, na segunda, no ponto da 506 Sul e, na terça, no da 412 Sul. 

O joelho de porco é uma das receitas com carne suína do Bar do Amigão (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O joelho de porco é uma das receitas com carne suína do Bar do Amigão

À pururuca

O restaurante Trem da Serra une o melhor da natureza e da gastronomia a apenas 30km de Brasília. Para dar uma destinação aos produtos produzidos na chácara, como os porcos, as galinhas, a horta e o pomar, surge o restaurante destinado às delícias caipiras. “A culinária é caipira. São comidas regionais com influências de Minas, do Goiás, do sul do Tocantins e do sul da Bahia. Tem pequi, tem gueroba, tem um pouco de cada região”, revela o proprietário Renato Bravo.

Um dos carros-chefes da casa é o Leitão à pururuca (R$ 300, serve 6 pessoas), o segredo do prato está na criação do bicho e na técnica de pururucar. A carne fica marinada no tempero de um dia para outro, depois, é assada no forno convencional e, na hora de servir, o leitão ganha um banho de gordura quente. “Junto da gordura quente, tem nosso tempero, que evidencia a crocância”, pontua Renato.

O prato é acompanhado de arroz-branco, couve mineira, feijão tropeiro e salada. Enquanto esperam o preparo do pedido, os clientes podem se deliciar com o ambiente oferecido pelo estabelecimento e passear pelo parquinho, piscina, trilhas ecológicas e até conhecer os espaços com bichos, como vacas, porcos e galinhas. 

Natureza e culinária lado a lado no restaurante Trem da Serra (Trem da Serra/Divulgação)
Natureza e culinária lado a lado no restaurante Trem da Serra

Chocobacon

“Sobremesa, bebida e comida, tudo junto”, é como Andreia Marlière, proprietária da Nibis Brownies Especiais, define o bacon beer brownie (R$ 8,90 — encomenda direta; de R$ 8 a R$ 9 — de acordo com o ponto de venda). A mistura de chocolate, cerveja e bacon pode até parecer estranha à primeira vista, mas, na realidade, serve para instigar o paladar. “É uma experiência gastronômica”, resume a empresária.

Além dos clássicos ovo, manteiga e farinha, o brownie de cerveja stout — forte, escura e de alto teor alcoólico — leva chocolate meio amargo, lúpulo, açúcar mascavo e demerara, crispy de bacon e flor de sal. Diretamente da Casa do Holandês, o bacon artesanal é desidratado para tirar a gordura e a água para depois ser salpicado no prato. “Ele vai dar o defumado e o salgado”, comenta a dona.

A receita que seria tradicionalmente doce ganha novos ares — e harmoniza com diferentes sabores. Para quem prefere chocolate branco, tem o damasco lemon blondie (R$ 8,90 — encomenda direta; de R$ 8 a R$ 9 — de acordo com o ponto de venda). O nome muda porque o chocolate deixou de ser o preto.

O apreço pela gastronomia foi herdado da avó, com quem aprendeu a cozinhar — e gostar de — comida saudável. “Comi assim a vida toda. Então, eu não iria vender algo que eu não consumisse”, afirma Andreia. Por isso, além de artesanais e gourmet, os produtos têm zero açúcar refinado, gordura trans e conservantes.

Brownie com bacon: receita saudável para quem quer fugir do tradicional (Andreia Marlière/Divulgação)
Brownie com bacon: receita saudável para quem quer fugir do tradicional

Adocicado, como no oriente

Quando se fala em receitas com a carne de porco, a cultura oriental merece um destaque. Grandes consumidores desta proteína, a carne de porco ganha toques adocicados, por exemplo, neste lado do mundo. Pensando em aproveitar a popularidade desta proteína no Oriente, o Koni criou um menu de inverno com duas receitas suínas. 

A primeira é o Pork Bun (R$ 9,90) — feito com pão chinês cozido no vapor, recheado com carne suína desfiada, molho barbecue especial e repolho. “A carne é temperada com um molho exclusivo nosso: o molho barbecue asiático que leva alguns insumos característicos asiáticos como o gengibre”, explica a chef Juliana Aragão.

Outra criação assinada por Juliana é o Pork Harumaki (R$ 13,90) — rolinhos primavera, recheados com carne suína desfiada, legumes e molho barbecue especial. “O harumaki em japonês é uma palavra composta por “haru”, primavera, e “maki”, enrolado. É uma massa fina de farinha de trigo, quando frita por imersão, fica sequinha e crocante”, descreve. Ela ainda informa que a receita vai à mesa acompanhada do molho sweet chilli, muito utilizado na Ásia.

O pão chinês bun é levemente adocicado e feito no vapor. Ele vai à mesa com o recheio de carne suína (Koni/Divulgação)
O pão chinês bun é levemente adocicado e feito no vapor. Ele vai à mesa com o recheio de carne suína

Onde comer


Lifebox Hamburgueria 
(Rua 12 norte Lt. 2 lj. 2; 3257-4064), aberto de domingo a domingo, das 18h às 6h.

Bar e Restaurante Cristal 
(415 Sul Bl. A lj. 2; 3346-1322), aberto de terça a sábado, das 11h30 às 23h30; domingo, das 11h30 às 18h30.

Trem da Serra 
(Núcleo Rural 2, ch 46, Sobradinho; 3387-0304), aberto de sexta a domingo, das 11h às 17h.

Dom Francisco — Asbac 
(SCES, Tc. 2, cj. 31, Asbac; 3226-2005), aberto de segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 16h. 

Bar do Amigão 
(506 Sul, Bl. B, 46; 3244-1109), aberto de segunda a sexta, das 11h às 23h; e sábado, das 11h às 17h; (412 Sul, Bl. C, lj. 3), aberto de terça a sábado, das 11h às 23h; domingo, das 11h às 17h; ou (Av. Jequitibá, 985, lj 6/7; 3546-8065), aberto de terça a sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 18h.

Koni 
(confira os endereços e horários de funcionamento das unidades no www.koni.com.br).

Oinc Bar
(R. 33 Norte, lt. 3, lj 7, Águas Claras; 3554-1321), aberto de segunda a sexta, das 16h à 0h; sábado, das 12h à 2h; e domingo, das 12h à 0h.

Sauz Restaurante
(QE 15, cj. V, lt. 2, Guará II; 3036-1359), aberto de terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h; e domingo, das 12h às 15h30. (SHIS QI 11, Bl. P, ljs. 47/52/59; 3877-4997), aberto de terça a sexta, das 12h às 15h30 e das 19h à 0h; sábado, das 12h à 0h; e domingo, das 12h às 17h.

Nibis Brownies Especiais
Encomendas pelo site nibisbrownies.com.br e pelo telefone 99258-8991. Prazo de entrega de 1 a 2 dias (de acordo com o estoque), sem taxa para o Plano Piloto. Também disponível em pontos de venda no Distrito Federal e em aplicativo de delivery.

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