Brasília-DF,
20/NOV/2019

Restaurantes em hotéis destacam-se pela boa gastronomia

O Divirta-se Mais dá sugestões de casas gastronômicas em hotéis que são abertas tanto aos hóspedes quanto ao público externo. Confira!

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Renata Rios João Paulo Zanatto* Melissa Duarte* Publicação:18/10/2019 06:00Atualização:18/10/2019 12:27
Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada (Royal Tulip Brasilia Alvorada/Divulgação)
Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada

 
A gastronomia e os hotéis andam lado a lado. Afinal, como montar um hotel sem incluir um serviço que atenda à fome dos hóspedes? Mas muitos hotéis surpreendem e apostam em restaurantes e bares de tirar o chapéu. Os lugares acabam se destacando e, cada vez mais, atraem comensais que não estão hospedados no local.

Um exemplo é o Brasil 21. O complexo conta com restaurantes diversos para atender a todas as vontades. Entre as casas que o hóspede, ou quem vai ao complexo pode conferir, o Norton aposta nas carnes, já o Dalí, na gastronomia peruana, enquanto o Uai — Comida Brasileira vai com tudo na cozinha nacional.

No B Hotel, vale conferir o Bar 16. O local foi pensado para ter um clima informal. As comidinhas foram feitas pensando na facilidade, grande parte pode, inclusive, ser comida com a mão. Os drinques são um show à parte e a cereja no topo do bolo é a vista linda que só uma cobertura em Brasília poderia prover.

No Bella e Rô, no Comfort Suítes Brasília, o cliente tem a chance de comer pratos que se inspiram na capital. “Restaurantes de hotel têm uma logística diferente. Temos que funcionar 24 horas. Tenho um menu para os quartos e um para o restaurante”, conta Marcel de Brot. Segundo ele, alguns pratos, como o filé a parmegiana e o picadinho, são indispensáveis em uma cozinha de hotel. “Tem quem queira uma comidinha mais tradicional”, complementa.

*Estagiários sob supervisão de Igor Silveira.

Bela vista e bons drinques


Quando o cliente entra no B Hotel, tem duas alternativas para escolher qual prefere. A primeira é um elegante restaurante; a segunda é o descontraído Bar 16, instalado na cobertura do local. Charmoso, o local traz referências à capital, com uma decoração de cobogós e uma bela vista.
 
No bar, o menu segue a proposta de um ambiente informal. “A maioria dos pratos são para compartilhar e comer com a mão. Ideal para grupos que querem fazer um esquenta, ver o pôr do sol ou apenas comemorar uma data especial”, sugere Tiago Larcher, gerente de alimentos e bebidas do B Hotel. Entre as sugestões, os sushis (a partir de R$ 24, o combo) são responsáveis por cerca de 40% das vendas. “Sai bastante porque é uma comida leve e combina com o fim de tarde e um drinque”, pondera Tiago.

Outra sugestão que também pede por uma taça para acompanhar é a tábua de queijos (R$ 74) — queijo brie, gorgonzola, gruyere, presunto cru sem osso, salame tipo italiano, pastrami, uva ao vinho, castanhas, pão e geleia de pimenta. Entre os drinques a dica é aproveitar o B Mule (R$ 36). “Uma variante do moscow mule, recriado pelo nosso chefe de bar. E ele leva Gin, limão, xarope de gengibre, espuma de gengibre e pimenta do reino”, descreve.

O Bar 16 oferece comidas que combinam com os drinques e trazem um ar informal ao local (Plínio Ricardo/Divulgação)
O Bar 16 oferece comidas que combinam com os drinques e trazem um ar informal ao local

Vem pro pub!


O pub The Old Barr, localizado no Royal Tulip Brasília Alvorada, apresenta ao público um menu voltado à cozinha regional, mas com um regionalismo modernizado, como denomina Elizio Correa, chef do restaurante.

Um dos destaques da casa é o Tomahawk (R$ 99), um dos mais pedidos. “O Tomahawk é um corte nobre, retirado da raça bovina angus. É um preparo bem simples, na realidade, é basicamente temperar e grelhar”, aponta o chef. “A carne é temperada com sal aromatizado e grelhado. É guarnecido de minilegumes e manteiga café de Paris.”

O chef Elizio não vê diferenças entre os restaurantes em hotéis e os “comerciais”. “Cada restaurante tem sua identidade, independente se é no hotel ou não. As técnicas usadas são as mesmas para atingir o máximo do restaurante. A questão é que o público acha que os restaurantes em hotéis são exclusivos para os hóspedes”.

O Tomahawk é um dos carros-chefes do pub The Old Barr (Old Barr/Divulgação)
O Tomahawk é um dos carros-chefes do pub The Old Barr

Brasília no prato


Quem vai ao Setor Hoteleiro Norte precisa passar para conhecer o restaurante do Confort Suítes, o Bella e Rô. O local investe em porções fartas, variedade e muita homenagem à capital. Entre as receitas ofertadas no menu, não é incomum se deparar com nomes familiares aos brasilienses, como W3, Congresso ou Catedral.

Entre as receitas que o local oferece com referências ao quadradinho está a Salada Catedral (R$ 36) — mix de folhas, tomate-cereja, salsão, cenoura, palmito, azeitonas, cubos de salmão grelhado, molho de mostarda e mel e plaquetas de parmesão. “A ideia é que o queijo seja apresentado em um formato similar à Catedral”, explica Marcel de Brot, proprietário do restaurante. Segundo ele, as receitas oferecidas no menu vão de criações mais elaboradas aos preparos mais tradicionais.

Outra receita que homenageia a cidade e ainda traz um toque de ousadia é o Filé Congresso Nacional (R$ 59), dois medalhões de filé-mignon grelhados ao molho de chocolate com pimenta, servido com batatas recheadas com purê na manteiga, requeijão, cebola, bacon e gratinadas com queijo parmesão e alecrim. “Nesse prato, os medalhões de filé vêm em pé, um ao lado do outro, já as batatas, uma de cada lado”, explica.

Para trazer a capital à mesa, as montagens no Bella e Rô fazem referências à cidade (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Para trazer a capital à mesa, as montagens no Bella e Rô fazem referências à cidade

Bem contemporâneo


Quem vai ao Reverso Restaurante Contemporâneo, no Blue Tree Premium Jade Brasília, tem opções à disposição o dia inteiro. “É um cardápio de comida caseira e afetiva no almoço e contemporâneo no jantar”, conta o chef Marcelo Petrarca, que cita pizzas, omeletes, camarões e hambúrgueres para mostrar a variedade. O restaurateur disponibiliza aos comensais um cardápio — com entrada, executivo e sugestões especiais — toda semana.

O sabor agridoce é a marca registrada da casa. No filé com rapadura (R$ 71), o risoto de queijo grana padano encontra o molho rôti, e é finalizado com raspas do doce. “Um cliente me pediu um prato agridoce e eu fiz esse. Acabou criando uma relação afetiva, porque a maioria dos meus funcionários veio do Nordeste e esse doce é muito comum lá”, conta o proprietário, sobre a receita que surgiu oito anos atrás.

Grelhado e finalizado ao forno, o salmão com fondue de queijo brie e banana assada no mel (R$ 63) é servido na tradicional panela de ferro. “A junção do queijo com o mel e a banana deixa um contraste de sabores”, ressalta. Criação do chef há uma década, o churros de banana com leite caseiro (R$ 32) vem para adoçar a refeição. Para harmonizar, a indicação dele são os vinhos tintos (de R$ 70 a R$ 300).

No Reverso Restaurante Contemporâneo, quem dá o toque especial ao filé-mignon é a rapadura (Reverso Restaurante/Divulgação)
No Reverso Restaurante Contemporâneo, quem dá o toque especial ao filé-mignon é a rapadura

Salve, Salvi


Quem fica no S4 Hotel, em Águas Claras, pode ir ao Salvi Restaurante, no subsolo. Mas se engana quem pensa que apenas hóspedes e moradores podem se alimentar no local: a maioria dos clientes faz parte do público externo, principalmente aos fins de semana. Elaborado pela proprietária e nutricionista Mariel Mata, o cardápio do self-service (R$ 49,90, o quilo) varia a cada dia: farofa, purê, massa e carnes não se repetem.

“Cada pessoa vem por um prato, mas o que os clientes mais gostam é o pernil, que vai inteiro (para o balcão), com alguns pedaços cortados”, conta a empresária sobre a iguaria de quinta-feira. Com pé, orelha, charque — feito na casa —, lombo, costela, paio e calabresa, a feijoada se tornou outra queridinha, sempre servida aos sábados. “Nem todo mundo gosta de pé, por exemplo, então os ingredientes vão todos separados”, destaca a gaúcha.

No restaurante, a nutricionista destaca que não utiliza condimentos; e o óleo é o de algodão — além de mais saudável, mantém os alimentos crocantes por mais tempo. Outra opção é a coxa e sobrecoxa de frango ao vinagrete, com alguns toques especiais. “Até minha tilápia tem um pulo do gato. São detalhes que fazem toda a diferença”, diz a nutricionista sobre os segredinhos da casa, que prefere não revelar.

O pernil do Salvi Restaurante é sucesso garantido entre os comensais (Claudio Andrade/S4 Grill)
O pernil do Salvi Restaurante é sucesso garantido entre os comensais

Aclamada feijuca


As feijoadas aos sábados, no restaurante La Gôndola, no hotel San Marco, são uma tradição há 29 anos. Sempre com música ao vivo, a feijuca é servida entre 12h e 16h, mas a casa também oferece no menu opções que atendem celíacos, diabéticos, intolerantes a lactose, veganos e vegetarianos.

O chef Raimundo Andrade revela que o preparo da feijoada (R$ 66, por pessoa) começa com antecedência. “Colocamos a feijoada de molho na água gelada três dias antes do consumo e, nos dois seguintes, há sempre trocas da água gelada.” Mas o segredo da feijuca do La Gôndola é o conjunto de ervas usados para temperar o prato. “O truque é o bouquet garni (conjunto de ervas) com ramo de tomilho, ramos de alecrim e folhas de louro. Assim, não tem como a feijoada não ficar boa, todos os sabores ficam acentuados”, aponta o chef.

Mandioca frita, banana da terra à milanesa, couve refogada, torresmo, bisteca, linguiça de frango e peito de frango grelhado acompanham a iguaria, que é servida em panelas de ferro com os ingredientes separados.

A feijoada do La Gôndola é um sucesso  (Pixelizando Produções/Divulgação)
A feijoada do La Gôndola é um sucesso
 
  
Iguarias italianas são destaque no Oscar Restaurante (Rafael Lobo/Zoltar Design)
Iguarias italianas são destaque no Oscar Restaurante
 

Em nome de Niemeyer


Batizado com o nome do arquiteto da capital, o Oscar Restaurante atende aos hóspedes e ao público da cidade no Brasília Palace Hotel, com serviço à la carte. “A gente prima muito pela produção caseira”, destaca a supervisora de alimentos e bebidas Joana Darc Alves da Silva. “Por isso, é tudo fresquinho”, resume. O tradicional robalo (R$ 54) leva crosta de azeitonas pretas e purê de mandioquinha. “Essa tapenade dá um contraste (com o restante do prato), porque tem sabores fortes e acentuados”, ressalta a supervisora sobre a iguaria italiana.

Outro destaque é o filé alto ao molho de três cogumelos (R$ 56): shitake, shimeji e Paris, feito na casa. “O diferencial é o fettuccine (que acompanha o prato), com massa fresca, sem conservantes”, conta. Para os veganos, o nhoque de aipim (R$ 48) é a pedida certa. Salteado com cogumelo, tomate-cereja, ervilha torta, rúcula e manjericão, também leva massa fresca, desta vez sem ovos. A mistura desses aromas ajuda a abrir o paladar.

É por isso que, para harmonizar, um vinho (de R$ 85 a R$ 210) cai bem. “É uma combinação elegante e saudável”, acredita. Para a sobremesa, Joana indica os sorvetes da casa (R$ 20, duas bolas), nos sabores chocolate, caramelo, pistache e coco zero lactose. “Eles têm raiz italiana, com toque de brasilidade”, analisa. Doce mistura!


Prazeres do cerrado


Os restaurantes em hotéis carregam este mistério: será que é só para hóspedes ou qualquer pessoa pode usufruir? No Dom Cerrado, restaurante localizado no hotel Athos Bulcão, a ideia é exatamente atrair também o público externo. “Queremos que todos conheçam nossos pratos e bebidas exclusivas do restaurante”, conta Arthur Vieira, gerente responsável pelos alimentos e bebidas da rede de hotelaria HPlus, da qual faz parte o Athos Bulcão.

A casa se destaca com deliciosas iguarias como o prato Magret Oriental (R$ 75), composto por peito de pato, aligot de batata com queijo, cenoura glaceada com gengibre e molho de maçã-verde e especiarias. “É um prato exótico, a começar pela carne, que é difícil achar em um restaurante de hotel”, aponta o chef  Walter Filippetti.

“Apesar de ser uma ave, a carne do peito de pato remete mais a uma carne bovina que a de um frango, por exemplo. Por isso, servimos mal passada (seu ponto correto). Isso se deve ao fato de as fibras da carne realizarem muito esforço no corpo do animal”, continua Walter, que lembra que a carne de pato é mais forte e perfumada e, por isso, requer acompanhamentos mais condimentados. “Nosso molho é uma redução de maçã-verde com canela, cardamomo e anis. São temperos orientais e que casam superbem com essa proteína”, finaliza.

Para a sobremesa, o chef recomenda o Cheesecake Maracumanga (R$ 24). “Temos como destaque o cheesecake de manga com calda de maracujá. Duas frutas que encontramos na nossa região e que possuem um equilíbrio em sabor e acidez muito bom”.

O cheesecake de manga com calda de maracujá é uma das opções de sobremesa no Dom Cerrado (Rui Rodrigues/Divulgação)
O cheesecake de manga com calda de maracujá é uma das opções de sobremesa no Dom Cerrado

Para todos os gostos


Entre os locais que consagraram a gastronomia e a hotelaria como bons parceiros está o Brasil 21. O local vai além e não oferece apenas uma alternativa, mas, sim, quatro, cada uma com um estilo. Tem o Norton, para os amantes das carnes; o Miró, especializado em gastronomia mediterrânea; o Uai — Comida Brasileira, que o nome já entrega a especialidade; e o Dali Cozinha Peruana, que também dispensa explicações.

A chef executiva Mírian Carvalho, responsável pelos estabelecimentos, explica que na hora de escolher o que servir é importante pensar em um menu internacional. Entre as casas, vale destacar o Dalí, que fica aos cuidados do chef Miguel Ojeda. “Ele é muito competente e está sendo um sucesso. É um chef bastante criativo”, complementa Mírian.

Mírian ainda destaca que tanto no Dalí quanto no Miró o menu executivo atende bem quem deseja uma refeição completa a um preço acessível (R$ 65, com entrada, prato principal e sobremesa). Ceviche,setas rellenas, costilitas e ensalada Dalí são opções de entrada. Para a sobremesa, torta tres leches, mousse andina e suspiro limenho.

A torta tres leches é um clássico da gastronomia latina (VieAir Produções/Divulgação)
A torta tres leches é um clássico da gastronomia latina


Onde comer


  • Bar 16 (SHN, Q. 5, Bl. J, B Hotel; 3962-2000), aberto diariamente, das 17h à 1h. Horários podem sofrer alterações em épocas de evento. 
  • Bella e Rô (SHN, Q. 4, Bl. D, Comfort Suítes Brasília; 3424-6050), aberto de segunda a domingo, das 12h às 15h, e das 19h às 23h20.
  • Dom Cerrado (SHN, Q. 5, Bl. D, Hotel Athos Bulcão; 3326-6106), aberto de segunda a sexta, das 6h às 10h, das 12h às 15h e das 18h às 22h; sábado e domingo, das 6h30 às 10h30, das 12h às 15h e das 18h às 22h.
  • La Gôndola (SHS, Q. 5, Bl. C, San Marco Hotel; 2103-8484), aberto diariamente, das 6h às 23h. 
  • Miró (SHS, Q. 6, Bl. B, 1º andar, Brasil 21; 3039-8155), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h. 
  • Norton (SHS, Q. 6 Bl. D, 2° andar, Hotel Meliã Brasil 21; 3218-5550), aberto diariamente de 12h às 15h e das 19h às 23h. 
  • Oscar Restaurante (SHTN Tc. 1, Brasília Palace Hotel; 3306-9060), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; e sábado e domingo, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h.
  • Restaurante Dali Cozinha Peruana (SHS, Q. 6, Bl. B, 1º andar, Hotel Brasil 21 Convention; 3218-7846), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h. 
  • Reverso Restaurante Contemporâneo (SGCV Sul, lt. 15, Blue Tree Premium Jade Brasília, Guará; 3247-9080), aberto diariamente 24h.
  • Salvi Restaurante (R. 36 Sul, lt. 15, lj. 16, Hotel S4, Águas Claras; 3964-2000), aberto de segunda a sexta, das 6h às 10h e das 12h às 15h; e sábado e domingo, das 6h às 10h30 e das 12h às 15h.
  • The Old Barr (SHTN, Tc. 1, cj. 1B, Royal Tulip Brasília Alvorada; 3424-7000), aberto de segunda a quinta, das 17h à 0h; sexta e sábado, das 17h à 1h; e domingo, das 17h às 0h.
  • Uai Comida Brasileira (Brasil 21 Cultural, Bl. A, térreo; 3039-9393), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h. Outros horários mediante agendamento prévio.

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