Brasília-DF,
20/NOV/2019

Confira estabelecimentos que servem um bom chope para aliviar o calor

Com o verão se aproximando, um chope gostoso e bem tirado vale ouro. Conheça empresas na cidade que aderiram ao movimento

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Renata Rios João Paulo Zanatto* Melissa Duarte* Publicação:01/11/2019 06:01Atualização:31/10/2019 17:34
O chope é uma bebida querida pelos brasileiros. Refrescante ou encorpado, ele tem como principal diferença, em relação às cervejas, o fato de não ser pasteurizado. “Se formos pensar, em qualquer lugar fora do Brasil, você pede o chope com outros nomes; chope é coisa de brasileiro. Na época em que os alemães trouxeram as primeiras fábricas, eles falavam ao final do processo: schoppen e os trabalhadores acabaram batizando assim a bebida”, esclarece Thyago Esteves, sommelier de cervejas e sócio do Pipa Chopp Delivery .

No estabelecimento voltado para o delivery, o sommelier explica que, entre outros cuidados, o valor acessível e um produto de qualidade foram fundamentais para dar o empurrão no negócio. “Trabalhamos com a distribuidora desde 2017. Atualmente, são duas marcas, a Fritz e a Valkyrja”, esclarece o sócio.

Com dois pontos na cidade, Estevam Guimarães e Lara Valadares instalaram as torneiras em ambas as unidades — Águas Claras e Sudoeste. Sobre a diferença entre as bebidas, Estevam destaca: “A diferença para a cerveja é que o chope não é pasteurizado. Então, tem que ficar refrigerado, tem que ter todo um cuidado com ele. O processo de pasteurização, querendo ou não, altera um pouquinho”.

Outro ponto em que as torneiras ganham os holofotes é no I love beer. São 30 torneiras destinadas a variados tipos de chope. Vale ainda conferir os petiscos, que, além de seguirem o que se espera de um boteco, harmonizam com as bebidas. “Inicialmente, a simples quantidade de torneiras é um diferencial da casa sendo um chamariz. Hoje, há estilos e variações suficientes para ter um estilo em cada torneira”, pontua David Godoy, proprietário do I Love Beer.

*Estagiários sob supervisão de Igor Silveira. 
 
Confira as características de alguns tipos de chope (CB/D.A Press)
Confira as características de alguns tipos de chope
 

Tudo em casa


O trio Thyago Esteves, Arthur Simas e Igor Araújo se uniu em uma sociedade inusitada. Fora das áreas profissionais de cada um, eles decidiram empreender nas cervejas e nos chopes artesanais. “Conheci as cervejas artesanais na Europa. Quando voltei para o Brasil, fiz o curso de produção e, depois, o de sommelier, em São Paulo. Queria empreender na área de cerveja, pensei em franquia ou bar, mas, em 2017, surgiu a oportunidade de abrir uma distribuidora”, conta Thyago.

No Pipa, o serviço é feito voltado para atender a eventos. São dois tamanhos disponíveis para o consumidor: o primeiro, com 30 litros, e o segundo, com 50 litros. “Trabalhamos tanto com o delivery quanto com o serviço de extração de chope. No primeiro, orientamos o cliente sobre como manusear o equipamento”, pontua.

Sobre as variedades, Thyago explica que trabalha com duas marcas, a primeira se chama Fritz, uma cervejaria com mais de 25 anos de história e que oferece um bom custo-benefício. A segunda se chama Valkyrja, rótulo produzido no entorno do DF. Entre as variedades oferecidas no Pipa, estão Pilsen, IPA, Weiss, Dunkel e Kolfch e Lager. O barril de Pilsen com 30 litros da Fritz sai por R$ 360. A IPA, em barril de 30 litros, tanto da Fritz quanto da Valkyrja, sai por R$ 540.
 
Os sócios da marca investiram em bebidas de boa qualidade e chope acessível (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Os sócios da marca investiram em bebidas de boa qualidade e chope acessível
 

É da capital!


Além de ter um pub, a Hop Capital Beer é também um dos destaques quando se trata de produção de cerveja em Brasília. O mestre cervejeiro da casa, Paulo Borges, conta que o estabelecimento tem capacidade de produção de 50 mil litros por mês, sendo de 25 a 30 mil, para consumo no próprio pub. O restante está dividido entre os cerca de 200 pontos de venda. “A proposta da Hop é ser uma referência de cerveja artesanal de Brasília”, ressalta Paulo. 

“O público, em geral, prefere o chope, sem dúvidas”, aponta Paulo. A Hop Capital Beer conta com 12 rótulos diferentes e todos podem ser servidos como chope ou em garrafas. Um dos mais populares é o West Coast (R$ 12, 285ml e R$ 19, 473ml), uma IPA inspirada nas tradicionais cervejas do litoral oeste dos Estados Unidos.

Para harmonizar com o West Coast, o mestre cervejeiro recomenda a porção de pastel de queijo da Canastra (R$ 20, seis unidades), que casa bem com o estilo India pale ale. Outra boa combinação é o chope Coronado (R$ 10, 285ml e R$ 16, 473ml), do estilo Stout, com o petisco Stout Croquetta (R$ 24, cinco unidades), um croquete feito com maminha e com a cerveja.

Música ao vivo
Nesta sexta, o estabelecimento celebra o halloween com o rock’n’roll da banda Válvula. No sábado, a atração é a banda Diamond Rock, com o melhor do pop/rock internacional. Os shows começam a partir das 21h e a entrada é franca.

A Hop Capital Beer tem se consolidado na cidade e distribui as cervejas produzidas em todo o DF
 (Hop Capital Beer/Divulgação)
A Hop Capital Beer tem se consolidado na cidade e distribui as cervejas produzidas em todo o DF
 

Point das cervejas


Em atividade desde 2017, o BSBeer cada vez mais se torna um reduto para os apreciadores de cervejas artesanais. Hoje, a casa conta com duas unidades — uma no Sudoeste e outra, em Águas Claras — e abriu espaço para os chopes artesanais. Os proprietários Estevam Guimarães e Lara Valadades ressaltam que, desde a abertura, o chope era requisitado.

Estevam conta que eles dão preferência aos chopes produzidos localmente. “Nós sempre tentamos pegar chopes locais, que são mais frescos. Tem chope que a gente pega que foi produzido na própria semana. Quanto mais próximo à produção, mais fresco o chope é”, aponta.

Um desses chopes locais, servidos no BSBeer, é o Red Rye IPA, da Cruls (R$13,61, 300ml e R$ 18,61, 500ml). Para harmonizar com esse delicioso chope, Estevam e Lara recomendam para petiscar o carro-chefe da casa, um filé aos quatro queijos (R$ 43,61, para duas pessoas). “O carro-chefe da casa, o filé aos quatro queijos, combina bastante com IPA e outros estilos mais encorpados. A pessoa que gosta de lager ou de uma cerveja tradicional, às vezes, prefere um pastelzinho para acompanhar”, diz Lara.

A casa, que conta com mais de 100 rótulos de cervejas artesanais, também disponibiliza outras opções de chope, como o California Lager (R$ 10,61, 300ml e R$ 15,61, 500ml) e o West Coast IPA (R$ 15,61, 300ml e R$ 20,61, 500ml), da cervejaria Hop Capital.

Um filé aos quatro queijos cai bem com um chope estilo IPA (Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Um filé aos quatro queijos cai bem com um chope estilo IPA
 

Cara de Brasília


De 12 torneiras na casa para até 30 em eventos: na Corina Cervejaria, os clientes podem degustar das cervejas de fabricação própria, além de IPAs e lagers de outras marcas — todas artesanais. “A gente preferiu ter menos torneiras para ter maior rotatividade e produtos mais frescos”, conta o sócio Heitor Heffner, que ainda destaca a diferença entre cerveja e chope. “Como ele é fresco: depois de pronto, já pode ser servido, sem pasteurização”, ressalta o empresário, que garante que não prejudica a segurança e a higiene do produto.

Os produtos têm nomes que são a cara da cidade: “A ideia é ser um movimento por Brasília”. O chope Conic (R$ 7,50, 150ml; R$ 15, 300ml; R$ 21,50, 450ml; R$ 40, 1l) é um Double IPA, com 9,1% de álcool: cítrica, mais forte e amarga, com maior presença de lúpulo. A juice IPA Viscosa (R$ 7,50, 150ml; R$ 15, 300ml; R$ 21,50, 450ml; R$ 40, 1l), com 7%, ganha tons de rosa por causa da goiaba. “É bem equilibrada, mais branda: nem muito alcoólica, nem muito amarga”, define. O amargor da cerveja casa bem com o dulçor da fruta.

“Por serem cervejas da casa, a gente define como quer o produto”, defende. A cervejaria cigana utiliza fábrica em Goiânia para produção das bebidas. E é a gama variada de estilos que garante a variedade da clientela. “A gente brinca que é bem democrático: atende a vários públicos”, completa. Para harmonizar, hambúrgueres (R$ 20 ou R$ 28, com batata frita) sempre caem bem.

Produção própria e homenagem a Brasília fazem parte da Corina Cervejaria (Heitor Heffner/Divulgação)
Produção própria e homenagem a Brasília fazem parte da Corina Cervejaria
 

Paixão total


O casal David Godoy e Ana Alencar são os proprietários do I Love Beer — Tap House, casa especializada em cervejas especiais. O estabelecimento conta com 30 torneiras de chope, que dão aos clientes uma grande variedade e, às vezes, deixam dúvidas na hora da escolha da bebida, por conta da extensa diversidade.

Eles buscam sempre ajudar o público que está iniciando no mundo das cervejas artesanais. “A gente tenta meio que ‘educar o paladar’, iniciando com cervejas mais leves e, com o tempo, nós vamos apresentando as cervejas mais amargas, mais alcoólicas”, conta David, que ainda revela que há também o público que já é experiente, que logo vai nas mais diferenciadas.

Bastante diversificados, os chopes da casa são servidos em copos de 200ml e 475ml (variam entre R$ 7 e R$ 55) e a comida, com cara de bar, porém, com um toque refinado, cai bem com as bebidas. Um dos destaques é o power trio (R$ 39), composto por mini salsichas oxford, viena e cocktail e servido com mostarda tradicional.

Comida de boteco e variedades de chopes agradam no I Love Beer (I Love Beer/Divulgação)
Comida de boteco e variedades de chopes agradam no I Love Beer
 

Desce mais um!


Uma verdadeira experiência gastronômica: assim é o Galpão 17. Petiscos, pizzas, hambúrgueres, frango frito, comida árabe e steakhouse podem harmonizar com os chopes artesanais, num ambiente despojado que reúne amantes de moto e de rock. O cardápio da casa é bem variado em estilos e combinações — com foco em marcas brasilienses — e rotativo. O diferencial fica por conta do autoatendimento: o cliente usa um cartão pré-pago para se servir numa das 23 torneiras da casa.

Os estilos que mais saem são pilsen e lager. “São cervejas parecidas, leves, não tão alcoólicas e não tão frutadas”, descreve o sócio Pedro Correia. A Brasília (R$ 2,33 para cada 100ml), da Stadt Bier, e a Califórnia (R$ 3 para cada 100ml), da Hop Capital Beer, são duas lager com 4,7% de teor alcoólico: fáceis de beber, funcionam como “cervejas de entrada”. “O ideal é começar pelas menos alcoólicas e menos lupuladas e, se gostar, ir subindo (para mais fortes e elaboradas) para sentir o sabor”, acrescenta.

Para quem prefere sabores mais fortes e complexos, a pedida é a Tripel Montfort Cabernet Sauvignon Wood Aged (R$ 10 a cada 100ml), da curitibana Bodebrown. O líquido dourado, a 10% de álcool, leva raspas de laranja, especiarias, pimenta rosa e malte de trigo.

Sócio do Galpão 17, Pedro Correia mostra por dentro das torneiras de chope (Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
Sócio do Galpão 17, Pedro Correia mostra por dentro das torneiras de chope
 

Serpentina de respeito


Quem entra no Espaço Gourmet do ParkShopping se depara com o Pinguim Choperia e restaurante. O local é conhecido pelo chope e chama a atenção logo na porta, onde o cliente se depara com uma montanha de gelo, feita para resfriar a enorme serpentina que a casa utiliza para esfriar o chope servido.

O menu disponibiliza 8 variedades de chope: claro com colarinho clássico; Escuro com colarinho clássico ; Pingado — mistura do claro e escuro na mesma proporção; Ferrugem — chope claro com gotas do escuro; Direto — creme do chope claro; Sexual — creme chope escuro; Shortinho — três dedos do chope claro com creme de claro; e o Careca — servido sem colarinho.

Entre as alternativas, para comer, o local trabalha com um menu que pede por um chope. Entre as alternativas está a picanha na chapa (R$ 82), com pão francês, batata frita, farofa e vinagrete. Outra pedida é o filé-mignon com gorgonzola (R$ 69), que vem à mesa escoltado pelo pão francês.

Ao todo, o Pinguim serve oito variedades de chope (Telmo Ximenes/Divulgação)
Ao todo, o Pinguim serve oito variedades de chope
 

London, London


Quem vai ao London Street Pub parece sair por algumas horas da cidade de Juscelino Kubitschek e viajar direto à Terra da Rainha. O local se inspira nos tradicionais pubs britânicos e vai além. Oito das 16 torneiras disponíveis são inglesas, vindas diretamente do país. “Essas peças, eu trouxe de Londres, são todas conectadas ao balcão e fazem a diferença no chope”, informa a proprietária do local, Fernanda Mesquita.

Sobre as variedades oferecidas, ela explica: “O chope pilsen e o IPA são ainda os mais consumidos, mas a variedade de consumo está aumentando cada vez mais”, pontua Fernanda. Ela destaca entre os petiscos que podem atender o cliente, o dadinho de tapioca, que harmoniza bem com cervejas mais leves, como uma Weiss.

Já o Fish’n’chips (R$ 51), um clássico do país, casa bem com a Belhaven Scotish Ale ou com a Scoth Green King Abbot Ale, ambas R$ 26, com 330ml; e R$ 37, com  500ml. Ela ainda recomenda a Mix de salsichas (R$ 51) servidas com chutney de cebola, mostarda djon e pão de fermentação natural. “Essas cervejas combinam bem com pratos que têm gordura, pois elas limpam o paladar”, explica.

O menu e as cervejas são pensados para dar um ar de pub londrino (Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
O menu e as cervejas são pensados para dar um ar de pub londrino
 

Líquido sagrado


Doze torneiras de chope fazem parte do Santuário Casa de Cerveja. O cantinho intimista recebe clientes que apreciam cervejas artesanais e puro malte. Com foco em rótulos nacionais, o cardápio é itinerante, mas os estilos Lager e IPA, além das de trigo, conquistaram o paladar da clientela. Tem quem goste tanto que peça para levar para casa: com o crowler, o chope pode ser enlatado (o preço é o do chope de 500ml numa lata de 473ml).
 
A porto-alegrense Kazbek (R$ 10, 200ml; R$ 15, 300ml; R$ 22, 500ml) é “leve, suave, com baixo teor alcoólico (4,9%) e refrescante, para ser tomada no calor”. Quem conta é o gerente Daniel Simões. A Fiapo (R$ 12, 200ml; R$ 18, 300ml; R$ 27, 500ml), da Corina Cervejaria, é uma IPA com 6,4%: mais amarga, alcoólica, lupulada e aromática. “Tem sabor de manga, é de Brasília e remete a frutas cítricas e tropicais”, acrescenta.
 
Aos comensais que preferem meio-termo, tem o estilo Pale Ale: com 5%, a Curitiba (R$ 14, 200ml; R$ 21, 300ml; R$ 32, 500ml), da Bodebrown, “transita entre o suave e o amargo, uma IPA mais leve”. Entre os sabores mais intensos e complexos, tem a cerveja preta Karmacoma (R$ 22, 200ml; R$ 33, 300ml; R$ 50, 500ml), com 13%, do estilo RIS: “uma Stout mais potente”. “É mais licorosa, puxa para chocolate e café”, ressalta. Por isso, cai bem com alfajor (R$ 7) da Dulce Patagonia.

A Karmacoma tem um sabor intenso e combina bem com alfajor (Minervino Junior/CB/D.A Press)
A Karmacoma tem um sabor intenso e combina bem com alfajor
 
 
  

Onde comer


BSBeer 
(CLSW 103, Bl. C, lj. 64/66; 3263-2428), de terça a quinta, das 17h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 20h. (R. 37 Sul, lt. 6, lj. 5, Águas Claras; 3541-0755), de terça a sábado, das 17h à 0h.

Corina Cervejaria 
(SOFN Q. 1, cj. B, lt. 11; 98138-5755), aberto quinta e sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h à 0h; e domingo, das 11h às 18h.

Hop Capital Beer 
(SIA, Tc. 17, R. 3, lt. 160; 3234-1720), aberto quarta e quinta, das 18 à 0h; sexta, das 17h à 1h e sábados, das 12h à 0h.

Galpão 17 
(SMAS Área especial G, cj. A, lts. 16 e 17, SIA; 3462-1717), aberto de terça a sexta, das 17h à 0h; sábado, das 11h à 1h; e domingo, das 11h às 20h.

I Love Beer — Tap House 
(210 Norte, Bl. B, lj. 53, 55, 63 e 73; 3033-6909), aberto de terça a quinta, das 16h à 0h; sexta e sábado, das 16h às 2h; domingo, de 16h às 22h.

London Street Pub 
(214 Norte, Bl. D. lj 23-25; 3797-6888), aberto de segunda a sábado, das 16h à 1h.

Pinguim Choperia e Restaurante 
(Espaço Gourmet do ParkShopping; 3042-1070), aberto de segunda a sábado, das 11h às 23h; domingo, das 11h às 22h.

Pipa Chopp Delivery 
(@pipachopp; 8303-0304; pipachopp@gmail.com), aberto diariamente, das 8h às 20h.

Santuário Casa de Cerveja 
(214 Norte, Bl. C, lj. 27; 3039-5667), aberto de terça a sábado, das 12h30 à 0h; e domingo, das 17h às 23h.

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