Brasília-DF,
27/SET/2020

Pela saúde e meio ambiente: mercado de produtos orgânicos vem crescendo

Joe Valle, proprietário da Malunga, é um dos que aposta neste tipo de insumo

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Renata Rios Publicação:10/01/2020 06:00
 (Uira Godoy/Divulgação)

Os produtos orgânicos são cada vez mais presentes nas prateleiras dos mercados e nas gamelas dos lares brasileiros. Os motivos pela busca destes ingredientes podem ser diversos, como o sabor e a qualidade dos ingredientes sem agrotóxicos. Entre as iniciativas que apostam nesse tipo de insumo, está a fazenda Malunga.

Joe Valle, proprietário da Malunga, conta que a ideia de trabalhar com alimentos sempre esteve nos planos. “Eu sempre quis ser produtor de alimentos, isso está no meu DNA, e na primeira oportunidade fui fazer isso. Nessa época, não se falava em agricultura orgânica, o moderno era usar veneno”, conta. Mas ele logo emenda que a primeira empreitada não deu muito certo. “Me intoxiquei e tive que parar, nesse tempo já estava na universidade onde conheci um grupo de alunos e professores estudando formas de produzir sem o uso de agroquímicos. Aí, começou a Malunga na produção de orgânicos”, relembra.

Joe conta que, desde 2005, a procura pelos orgânicos vem crescendo. “Em 2005, as vendas começaram a aumentar 30% ao ano. Só não aumentavam mais por falta de produto”, relata. Para ele, os frequentes pânicos alimentares, como a doença da vaca louca, despertaram no público a preocupação do que estavam comendo. De lá para cá, Joe conta que o público tem se conscientizado não só da importância para a própria saúde quanto também para o meio ambiente.

“Na produção de orgânicos, se tem como regra o respeito ao meio ambiente e às pessoas. Isso faz toda diferença, se trabalha com o conceito de uma sociedade colaborativa e em rede em detrimento ao momento atual em que vivemos em uma sociedade altamente competitiva e de alto consumo”, pondera. Joe destaca que a produção orgânica ainda traz benefícios para o meio ambiente. “O trabalho é feito com respeito total aos ciclos da natureza, o respeito e a certeza do cumprimento de todas as regras ambientais”, garante.

Dificuldades

Claro que nem tudo são flores, há diferenças entre a produção com e a sem agrotóxicos. Entre as dificuldades que tanto o público quanto os produtores observam é a falta de produtos. “Infelizmente, ainda temos escassez, mas estão cada dia menores pois a produção de orgânicos no Brasil está crescendo assim como o restante do mundo, pois existe uma demanda muito crescente”, explica. Ele defende que quanto maior for a oferta de orgânicos mais o preço desses itens deve cair. “O custo do orgânico é mais alto para o produtor, pois emprega mais mão de obra, tem produtividades menores ao longo do ano”, explica.

Até carne!
As hortaliças e frutas ainda são as mais solicitadas pelos clientes que procuram alimentos orgânicos, mas as carnes também podem ser orgânicas. “Na produção animal, as regras são que o rebanho não receba hormônios, antibióticos, promotores de crescimento, tenham uma alimentação no mínimo 85% de orgânicos, não use conservantes artificiais nem transgênicos”, informa Joe Valle, proprietário da Malunga.

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