Brasília-DF,
28/FEV/2020

Cada vez mais consagrados, cafés especiais conquistam os brasilienses

Paulo Lins e Natanael Vilela dão dicas de como preparar um bom café

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Pedro Ibarra* - ** Publicação:14/02/2020 06:00Atualização:13/02/2020 22:20
Natanael Vilela preparando café no método Origami
 (Tailana Galvão/Esp. CB/D.A Press)
Natanael Vilela preparando café no método Origami
 
O café está na rotina do brasileiro e, para muitos, significa uma pausa prazerosa, um pontapé inicial para um novo dia. No entanto, existem diferenças entre tomar um café especial e um normal, uma vasta gama de opções de métodos de preparo e um mundo novo no que se diz respeito ao paladar que a bebida pode trazer.

O café traz toda uma memória afetiva da bebida feita num coador de pano em casa, mas há muitas possibilidade de extrair o sabor do famoso grão. Hario V60, Prensa Francesa, Chemex, Origami são os nomes de alguns métodos, contudo o café é que é o importante. “As pessoas têm que parar de tomar o método e começar a se interessar pelo café. Um bom café fica bom em qualquer método”, pontua Natanael Vilela, barista do Acervo Café. “O método ajuda a acentuar características da bebida, mas não existe um método certo para um certo tipo do grão”, colocou Paulo Lins, cofundador do Acervo Café.

“As características que um café possui dependem de uma série de questões: variedade da fruta, altitude que foi plantado e principalmente o processo pós colheita. Se foi descascado, deixado secar naturalmente ou se foi utilizada alguma tecnologia na etapa final para obter o grão, por exemplo”, afirma Natanael. Assim, um café pode ser considerado frutado, ter acidez mais alta, ter notas como chocolate e caramelo devido ao processo por que passou até ser bebido.

A partir da obtenção do grão, alguns processos são feitos até que o café chegue à mesa de quem consome. A torra é um dos principais. “A torra pode mostrar todo potencial do café ou então ofuscar suas características. O ponto ideal é valorizar, na torra, o que o café tem de melhor, mostrando todo seu potencial”, afirma Paulo Lins. Com isso, assim como no caso dos métodos de extração, o protagonista mantém-se sempre o café.

*Estagiário sob supervisão de Igor Silveira

Características e notas


“Corpo, acidez e doçura. Cafés de mais qualidade e complexidade podem apresentar aromas florais, de especiarias como cravo, canela... sabores doces frutados, alguns mais delicados como mel, e alguns sabores mais simples como cana-de-açúcar, açúcar mascavo e caramelo”, afirma Paulo Lins

Harmonização


“O pão de queijo e o café combinam muito. Não é à toa que tomar um cafezinho com um pão de queijo quentinho é um dos lanches preferidos do brasileiro”, diz Natanael Vilela

“O café combina bastante com queijo, gosto de tomar café comendo alimentos que não têm sabores muito fortes, pois rouba o sabor do café”, explica Paulo Lins.

Receitinha do sucesso


Para coar seu café com a proporção correta e ter os melhores resultados, a dica é seguir essa receita: entre 7g e 10g de café
100ml de água (a 93º C — Não deixe ferver)

Onde comer


Acervo Café 
(Guará II QE 40 lt. 18), aberto de terça a domingo, das 14h30 às 22h30.

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