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27/JUL/2017

Longa 'Planeta dos macacos' tem tecnologia como coprotagonista

O uso de vestimentas que captam movimentos e moldam atores de carne e osso em personagens digitalizados tem sido o truque da vez em longas-metragens marcados pelos recursos visuais

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Diário de Pernambuco Publicação:30/07/2014 14:13Atualização:30/07/2014 14:50
Andy Serkins na filmagem do filme 'Planeta dos Macacos - O confronto' (Fox Filmes/Divulgacao)
Andy Serkins na filmagem do filme "Planeta dos Macacos - O confronto"
Sempre atenciosa às tendências tecnológicas, a indústria do cinema faz experiências e se adequa àquelas que apresentam-se positivas (ou, no mínimo, rentáveis). O uso de vestimentas que captam movimentos e moldam atores de carne e osso em personagens digitalizados tem sido o truque da vez em longas-metragens marcados pelos recursos visuais. Há pouco mais de uma semana, a Disney anunciou que apenas um intérprete participará de toda a produção de Mogli - o menino lobo, aposta para 2015.

As roupas repletas de bolinhas ou pontos sensoriais, usadas pelos intérpretes do cinema, vêm de inovações dos videogames do século 20, de títulos como Mortal Kombat (1992), principalmente. As primeiras experiências notáveis no universo das telonas ocorreram em longas como O senhor dos anéis - a sociedade do anel (2001), quando Andy Serkis imortalizou Gollum, e O expresso polar (2004), quando Tom Hanks deu vida a cinco personagens distintos.

Em cartaz com a sequência de O planeta dos macacos - o confronto, Andy Serkis, acompanhado de uma dúzia de outros intérpretes, vestiu macacões tecnológicos para compor cerca de 2 mil personagens presentes no universo dos símios, segundo informações da Fox, responsável pela película. As roupas deste longa-metragem apresentam maior resistência à água e a movimentos bruscos do que as utilizadas nas gravações de O planeta dos macacos - a origem, de 2011.

O blockbuster Avatar (2009) foi outro longa recente marcado pelo uso das peças sensoriais. Todos os Na'vi - extraterrestres azuis e humanoides - foram digitalizados com a mesma técnica. As empresas de Peter Jackson (diretor de King Kong e da sequência O hobbit) e de George Lucas (saga Star Wars), WETA Digital e Industrial Light & Magic, respectivamente, foram as responsáveis pelos recursos visuais do longa de James Cameron, que arrecadou mais de US$ 2,7 bilhões em bilheteria.

A trajetória do britânico Andy Serkis sempre esteve entrelaçada com esse recurso visual. Durante mais de uma década, o ator usou roupas especiais em várias ocasiões, para interpretar os mais distintos personagens: Gollum, de O senhor dos anéis; Ceasar, dos dois últimos Planeta dos macacos; Tintim, de As aventuras de Tintim - o segredo do Licorne (2011); e King Kong (2005), são alguns dos personagens já "vestidos" por Serkis. Juntos, incluindo todas as sequências, esses filmes arrecadaram mais de US$ 4,57 bilhões nos cinemas. Ele deve participar da produção de Star Wars VII e Os vingadores 2 - a era de Ultron, ambos previstos para 2015.

Como funciona?
 (Fox Filmes/Divulgacao)


A técnica, também intitulada captura de perfomance ou de movimento, consiste em aplicar pequenos mecanismos sensoriais eletrônicos no rosto e no corpo de pessoas treinadas para atuação e para usá-las. Geralmente, no cinema, esses pontos são instalados em macacões que cobrem os artistas da cabeça aos pés.

Qualquer movimento registrado pelos sensores é transportado para um software, em computadores adaptados para operar esses sistemas inovadores. Com essas bases geradas nos aparelhos, técnicos especializados podem moldar um personagem virtual, incluindo tudo que o engloba. No caso de Planeta dos macacos, Andy Serkis recebeu um treinamento especial por algumas semanas para entender como funcionam movimentos de um chimpazé, para dar vida a Ceasar.

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