Brasília-DF,
24/JUL/2017

Corrente do mal ganha destaque no gênero de terror atual

Filme trabalha de forma louvável o suspense com roteiro e técnica

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:28/08/2015 06:01Atualização:28/08/2015 09:15

Uma maldição transmitida pelo sexo é a deixa para o terror em Corrente do mal (California Filmes/Divulgação)
Uma maldição transmitida pelo sexo é a deixa para o terror em Corrente do mal

Após passar por Sundance, pela Semana da Crítica de Cannes e pelo Festival Internacional de Cinema de Toronto, o terror Corrente do mal chega aos cinemas como uma das mais interessantes produções do gênero dos últimos tempos — e um dos melhores filmes do ano até agora.

 

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Em seu segundo longa-metragem, o diretor David Robert Mitchell mostra reverência à tradição do gênero, escolhendo como cenário um subúrbio que remete ao microcosmo americano dos anos 1950 e 1960, representado em clássicos do sci-fi e do terror como Vampiros de almas (1956) e A noite dos mortos-vivos (1968).


O tédio dos adolescentes que vivem no local é rompido por um tipo de maldição sexualmente transmissível que atinge Jay (Maika Monroe): após passar a noite com um rapaz misterioso, a jovem passa a ser perseguida por seres sobrenaturais.

 

Dispensando a violência explícita e os sustos baratos, aqui Mitchell está mais interessado em desenvolver o suspense. A câmera parece espreitar os personagens, os planos se abrem e a profundidade de campo passa a ser ameaçadora.

 

Misturando elementos tradicionais do gênero às ansiedades contemporâneas, Mitchell cria obra original, na qual o horror é fruto do estranhamento em relação ao que era familiar.

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