Brasília-DF,
19/OUT/2017

Que horas ela volta? propõe debate sobre a sociedade atual

Filme que estrela Regina Casé e a brasiliense Camila Márdila chega as telonas do Brasil

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Anna Beatriz Lisbôa - Especial para o Correio Publicação:28/08/2015 06:04Atualização:28/08/2015 10:38

 (Aline Arruda/Divulgação)

O impacto de Que horas ela volta?, novo filme de Anna Muylaert, decorre tanto da importância de sua mensagem quanto do formato despretensioso que assume. Em outros tempos, a história da babá Val (Regina Casé), que busca reconectar-se com a filha Jéssica (Camila Márdila), tomaria a forma de um hermético drama social.


No atual contexto, no entanto, a história é contada em comédia de costumes, com leveza, mesmo promovendo um debate denso sobre a nossa sociedade.

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Partindo da intimidade do ambiente doméstico, Muylaert expõe os efeitos da desagregação social nos laços familiares. A riqueza do roteiro e a qualidade das atuações fazem com que o filme possa ser desfrutado em diferentes níveis.


Um dos maiores méritos, no entanto, é subversão da comédia, transformada em sátira social, além de finalmente quebrar o estereótipo da empregada doméstica.


Assim como em filmes como O som ao redor e Obra, a crítica social de Que horas ela volta? passa pelo questionamento das estruturas urbanas que nos cercam, em uma construção cuidadosa das barreiras invisíveis dentro do lar de classe média. Ainda que Val e Jéssica monopolizem a empatia do público, o filme ganha ao não vilanizar o outro lado.

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