Brasília-DF,
26/SET/2021

Chef espanhol explica as importâncias das tapas na gastronomia

Apesar de gostar das tapas clássicas - como as tostas com presunto pata negra, o bolinho de bacalhau e as lulas empanadas -, o chef afirmou que alguns ingredientes tupiniquins "não se igualam a nada"

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Rebeca Oliveira Publicação:29/11/2013 06:12Atualização:28/11/2013 12:41
Chef espanhol Carlos Valentí, de Madri, é experiente no preparo das tapas  (Estanis Nuñez/Divulgação)
Chef espanhol Carlos Valentí, de Madri, é experiente no preparo das tapas

Algo que se come em poucos bocados. Essa é a definição do chef espanhol Carlos Valentí para as tapas, uma versão dos nossos clássicos petiscos. Chef do restaurante Baby Beef Rubaiyat, em Madri, ele explica a importância dessas miniporções na gastronomia: “As tapas surgiram na Espanha, mas são adaptadas a matérias-primas locais. Pode ser, por exemplo, o brasileiríssimo pão de queijo”. A iguaria não tem fronteiras delimitadas: se dá para comer com as mãos, vira uma tapa — tostas, ovos, carnes, legumes e frutos do mar estão inclusos nesse rol de infinitas combinações.

O curioso, segundo o chef espanhol, é a origem do nome. “Quando as pessoas tomavam vinho ou alguma bebida, colocavam pães e outras comidinhas sob a taça para evitar o contato com insetos. Por isso o nome tapas, que deriva do verbo tapar”, ensina o chef. Algo essencial na degustação desse “tira-gosto” é que elas sejam compartilhadas. Por isso, em casa, elas são ótima pedida em um menu feito para receber amigos e muitos convidados. Dependendo da receita, combinam com vinho, cerveja e drinques.

Ao conhecer os ingredientes brasileiros, com os quais teve um contato, há cinco anos, Valentí se impressionou. “Não encontramos palmito fresco na Espanha, por exemplo. Nem caipirinha, ou moqueca, com seu precioso óleo de dendê”, comentou, em rápida passagem por Brasília. Apesar de gostar das tapas clássicas — como as tostas com presunto pata negra, o bolinho de bacalhau e as lulas empanadas —, o chef afirmou que alguns ingredientes tupiniquins “não se igualam a nada”. Questionado sobre o prato com maior potencial de se tornar tapa de sucesso na Espanha, não teve dúvidas: “Gostaria de me aprofundar na coxinha, achei um quitute muito interessante”.

Versão brasileira

As tapas são tão abrangentes que até ganharam um concurso próprio. Neilton Marcelino, também chef do Rubaiyat espanhol, foi o campeão, em 2012, do Concurso Nacional de Pichos y Tapas de Valladolid, cidade a 160km de Madri. Em 2008, Carlos Valentí ganhou o concurso.

Foi a primeira vez que um restaurante estrangeiro levou a competição. Tradicionalmente, comer tapas é algo intrínseco à culinária espanhola. Lá, existem restaurantes, bares e pubs dedicados a elas. Nas últimas duas décadas, a culinária internacional se apropriou dessa maneira de servir alimentos.

Em Brasília, o Rubaiyat oferece as tapas em seu happy hour. Tartar de tomate com bacalhau e azeitonas (R$ 18), tosta quente de filé com cebolas caramelizadas (R$ 16) e lascas de filé-mignon com bacon e cebola (R$ 16) são boas opções. Já no Dona Lenha, elas são servidas em sistema de rodízio, a R$ 37,90 por pessoa. No argentino Pobre Juan, as principais tapas são a miniempanada de carne, queijo e cordeiro (R$ 23,90, a porção com seis unidades) e a croqueta de presunto ramon serrano, envolta em molho bechamel (R$ 18,90, a dúzia).

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