Brasília-DF,
20/JUL/2018

Na confeitaria Lalé, clientes podem comer brigadeiro de colher direto da panela

A ação que era vista como coisa de criança, também alegra diversos adultos. O brigadeiro é servido na própria panela

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:06/11/2015 06:00Atualização:05/11/2015 12:11

Brigadeiro clássico para comer de colher da confeitaria Lalé (Paula Rafiza/CB/D.A Press)
Brigadeiro clássico para comer de colher da confeitaria Lalé

Esqueça espumas, esferas e outras técnicas mirabolantes da cozinha moderna. Esta semana, o Divirta-se Mais comprova que preparos simples também podem surpreender


De olho na crise, o Divirta-se Mais sugere restaurantes onde se cozinha com menos pompa e se serve com menos cerimônia — mas se come com igual prazer. São receitas que passam longe da comida ultraprocessada e têm ótima relação entre custo e benefício. Economizar é bom, mas sem abrir mão de pequenos deleites.

Por isso, o lema da vez é “desgourmetizar”, como sugere a escritora e apresentadora Rita Lobo, no livro Cozinha prática, lançado em outubro. Editora do site e do selo Panelinha, a autora acredita na importância desse chacoalhão aos glutões de plantão.

Em vez de focar na gastronomia de vanguarda em ingredientes exóticos, como têm feito muitos chefs moderninhos de Brasília, ela sugere que o público local se atente a receitas aparentemente simples, mas que guardam segredos capazes de deixar qualquer profissional surpreso.
“Muita gente sabe fazer um excelente risoto, mas erra o ponto de um arroz branco e soltinho”, conta Rita.

Na Confeitaria Lalé, a sócia Alessandra Lazzarini bem que tenta convencer os clientes a provar doces com influência internacional, principalmente franceses, italianos e portugueses. Mas a maioria procurar o tradicional brigadeiro de colher. “Até tenho doces gourmets e elitizados; no entanto, os mais vendidos são os mais simples”, conta a confeiteira.

Na confeitaria Lalé, clientes podem comer brigadeiro de colher direto da panela

Priprioca, limão-siciliano, crême brûlée, trufas. Desde que começou a moda dos “brigadeiros gourmet”, o docinho mais popular das festas infantis virou coisa de gente grande e foi incrementado de várias maneiras. No entanto, ainda há quem prefira aquele de consistência ligeiramente pastosa e que dá para comer com a colher, em uma lembrança clara de momentos de dolce far niente em frente à tevê.


Na confeitaria Lalé, da dupla Alessandra Lazzarini e Larissa Pissarra, o brigadeiro de panela para comer na colher surge de duas maneiras. Em copinhos de acrílico, para viagem, custam R$ 3,20. Podem ser repaginados com confeitos, como granulado de chocolate, calda de frutas vermelhas ou biscoitos. Ele também pode ser consumido na loja, na panelinha, por R$ 5.


A receita não esconde mistérios. “Uma lata de leite condensado, uma caixinha de creme de leite e três colheres de achocolatado. Vai tudo na panela. Depois que começa a borbulhar, mexemos por mais uns três minutos, antes de ganhar o ponto de moldar. Daí é só colocar num prato e aproveitar”, ensina Alessandra.

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