Brasília-DF,
06/ABR/2020

Cavaleiros do zodíaco, em 2014, completa 20 anos da primeira exibição no Brasil

Sucesso entre a garotada na década de 1990, desenho foi responsável por abrir a porta para os animes no país

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Bruno Silva Publicação:26/01/2014 07:00

Da esquerda para a direita, os heróis de Atena: Ikki, Shun, Hyoga, Shiryu e Seiya (Toei Animation/Divulgação)
Da esquerda para a direita, os heróis de Atena: Ikki, Shun, Hyoga, Shiryu e Seiya

“A batalha do Santuário começou. Depressa, cavaleiros! Percorram as 12 casas, onde estão os cavaleiros de ouro, e salvem Atena, que foi atingida por uma flecha do mal.” Quem tem entre 25 e 30 anos com certeza se lembra de ouvir essa frase diariamente na infância, em frente à televisão, quando Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki defendiam Saori Kido, a reencarnação da deusa da sabedoria, de diversas ameaças que visavam conquistar a Terra.

No Brasil, sua primeira exibição, pela extinta Rede Manchete, completa 20 anos em setembro. O desenho foi parar na grade da tevê carioca por acaso — a emissora concordou em exibir os primeiros 52 episódios em troca com propagandas da importadora dos brinquedos da série, a Samtoy. Mal sabiam eles que a série viria a iniciar uma febre da animação japonesa no Brasil, abrindo a porta para vários animes e mangás, tendência que segue firme até hoje na programação infantil da tevê.

Baseada nos quadrinhos de Masami Kurumada, a série Saint Seiya imagina como seria o mundo caso as divindades gregas existissem nos dias de hoje. Atena, que cuida da humanidade, é protegida por seus fiéis cavaleiros, que utilizam armaduras inspiradas nas constelações do zodíaco. Exibida no Japão na década de 1980, a série teve sua produção interrompida porque o desenho havia alcançado a HQ, que ainda era publicada. A adaptação da última saga, a de Hades, só foi concluída na década de 2000. O sucesso dos cavaleiros no Japão e em outros países — além dos brasileiros, italianos e franceses também são ávidos fãs de Seiya e seus amigos —, deu fôlego para dois spin-offs animados: Os cavaleiros do zodíaco: the lost canvas, lançado em DVD no país, e Os cavaleiros do zodíaco: ômega, exibida atualmente no Japão.

A série que deu nome às vozes


Entre os muitos feitos de Cavaleiros do zodíaco no Brasil, um deles está na valorização do trabalho de atores especializados na dublagem de séries e filmes. No making of dos DVDs lançados no país, Élcio Sodré (Shiryu de Dragão), resume: “O dublador é um profissional que, antes de Cavaleiros, ninguém sabia quem era”. Não à toa, ele e outras vozes marcantes do desenho, como Gilberto Barolli e Francisco Bretas, são figuras carimbadas em eventos de animação japonesa país afora. O anime conseguiu dois feitos raros no país: ele foi dublado duas vezes (a primeira, em 1994, pela Gota Mágica, e a segunda, em 2003, pela Álamo) e também foi um dos poucos a unir estúdios de São Paulo e do Rio de Janeiro — nos DVDs da fase Santuário da Saga de Hades, dubladores cariocas famosos como Guilherme Briggs e Miriam Ficher se unem ao elenco.

Assista às aberturas de Cavaleiros do zodíaco

 

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