Brasília-DF,
21/SET/2017

Apesar de sucesso na TV, cinema e teatro, Heloísa Perissé mantém o jeito simples

Atualmente, a comediante está na televisão com a série "Segunda dama"

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Maiesse Gramacho - Especial para o Correio Publicação:08/06/2014 06:06Atualização:06/06/2014 13:13
Heloísa Perissé: 'Gosto de interpretar tipos populares' (Estevam Avellar/TV Globo)
Heloísa Perissé: "Gosto de interpretar tipos populares"

Dizem os astrólogos que o leonino tem personalidade forte, gosta de estar sempre antenado e adora “causar”. Verdade ou não, o certo é que essas características caem como uma luva para definir a vida e a carreira da atriz Heloísa Périssé.

Aos 47 anos, a atriz é um dos atuais nomes da comédia brasileira. A estreia na televisão foi na década de 1990, na Escolinha do professor Raimundo. Mais tarde, Heloísa encarnou um dos personagens mais marcantes da carreira, a adolescente Tati, em série exibida no Fantástico, em 2002. A humorista incorporou não só os dramas e as dúvidas das adolescentes, mas o modo de falar, de se vestir e de se comportar. O sucesso do projeto foi tão grande que acabou se transformando em livro (2003) e em filme (2012).

Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, a atriz passou a adolescência na Bahia, o que, certamente, contribuiu para uma visão mais bem-humorada da vida. “Ensino as minhas filhas que, se não tiver graça por dentro, por fora vai estar sempre ruim”. Ela é mãe de Luiza e Antônia.

Na tevê, atuou em diversos humorísticos, como Sai de baixo e Sob nova direção, além de novelas, como Avenida Brasil (2012). Em 2012, viveu Dercy Gonçalves, na minissérie Dercy de verdade.

Atualmente, ela estrela Segunda dama (assinado por ela, Paula Amaral e Isabel Muniz), na Globo, em que interpreta as gêmeas Analu e Marali e satiriza o contraste entre pobreza e riqueza. Para Heloísa, o importante é saber viver com simplicidade. “Você descobre que a felicidade não está em nada de fora. Já fui dura e era tão feliz quanto sou hoje. Me divertia muito, rodeada de amigos. Minha vida é simples.”

Confira a entrevista

No seriado "Segunda Dama", você interpreta uma mulher rica e outra mais humilde. Teve alguma dificuldade para compor duas personagens tão distintas?

HELOÍSA PÉRISSÉ - É a clássica história da troca de papéis. A rica e a pobre. Não posso dizer que tive dificuldades, até porque como escrevi a série, já tinha tudo muito claro na cabeça Uma é mais do povo, a outraé mais teatral. Amo fazer personagens diferentes. Estou fazendo uma peça e interpreto treze! Fazer duas ficou até suave (risos).

A personagem Marali passa a assumir uma rotina de luxo, enquanto Analu terá uma vida mais simples. Você consegue balancear momentos de "glamour" com uma vida sem luxos?

HELOÍSA - Acho que primeiro temos que saber viver na simplicidade. Depois disso, nada mais te assusta. Vocêdescobre que a felicidade realmente não está em nada fora. Já fui dura como coco e era tão feliz quanto souhoje. Me divertia muito, rodeada de amigos. Ensino as minhas filhas que, se não tiver graça por dentro, porfora vai estar sempre ruim. Minha vida até hoje é simples, graças a Deus.

O que acha mais bacana em interpretar tipos populares?

HELOÍSA - O tipo popular é um tiro certo. As pessoas te adotam, te entendem, torcem por você. Eu já tenho isso em mim naturalmente! Gosto do povo, admiro as pessoas que batalham, que se dedicam aos seus trabalhos, a esse País - que nem sempre dá retorno a esse esforço, mas enfim... Meu respeito e admiração a todo o povoque quer fazer um mundo melhor. Acho imprescindível um 'obrigada', um 'por favor'. Muda a vida! Gosto dessecontato. Faço questão.

A personagem Monalisa, de "Avenida Brasil" era exatamente assim. .

HELOÍSA - Isso, povo! A mãe que mima o filho até estragá-lo, que abre a porta para os amigos, que vive na labuta do dia a dia com um sorriso no rosto. Eu amava fazer a Monalisa. Esses são meus tipos. Sou uma atriz popular; não tem jeito. Não sou Teatro Municipal, sou Estádio do Maracanã. No máximo depois da reforma! (risos)

As pessoas ainda comentam sobre a Monalisa com você? O que guarda de bom dessa personagem?

HELOÍSA - Falam até hoje. E como disse, foi delicioso fazê-la. A comédia te traz uma popularidade boa. As pessoas te olham e sorriem na hora. Como se estivessem vendo alguém da família mesmo. Guardo tudo de bom da Monalisa. Outro dia, fui tirar uma foto com um garçom. Quando acabou a foto, ele disse 'manda um abraço para o Tufão'! (risos)

Falando em contato com o público, você é tão extrovertida quanto parece ou é mais reservada?

HELOÍSA - Sou bastante extrovertida, mas não sempre, claro. Tenho meus momentos de introspecção. Ou, às vezes, não só introspecção, momentos em que estou 'normal'. É que as pessoas se acostumam a te ver de um jeito, então é como se você tivesse que estar sempre a postos para fazer uma gracinha.

Como se sente nestes momentos?

HELOÍSA - Costumo dizer que o ator tem uma desvantagem em relação a outras profissões. A gente não tira o uniforme, que é a nossa cara. É como se um médico fosse a uma festa de jaleco e todo mundo se consultasse. Agente devia, às vezes, ter uma outra cara para trocar em casa (risos).

Quando não está gravando, usa seu tempo livre para quê?

HELOÍSA - Eu amo escrever. Escrever para mim é quase um hobby. O que mais faço é ficar com minhas filhas, Luiza e Antônia. Viajo com a família. Essas coisas...

Você estreou seu monólogo "E Foram Quase Felizes para Sempre" quando completou 25 anos de carreira. Essa estreia coroou o momento?

HELOÍSA - Para mim, sim. Era uma coisa que eu queria muito. Queria demais fazer um monólogo e é uma delícia. Já estou querendo fazer outro.

Você fala publicamente sobre ser cristã. Acha que seria a mesma se vivesse sem fé?

HELOÍSA - Acho a fé um diferencial na vida das pessoas. E sempre friso que religião é religião. Seu relacionamento com Deus é outra coisa. É algo muito particular e todo ser humano tem direito a isso. Eu nem sei como eu seria sem fé. Só entendo minha vida assim desde sempre. Essa, para mim, é a real herança que vou deixar para as minhas filhas.

Depois de tantos anos de profissão, ter formado família, falta alguma realização pessoal ou profissional?

HELOÍSA - Sempre. Sou inquieta, gulosa, curiosa. Estou sempre procurando alguma coisa no mundo. Realmente me sinto muito realizada, teoricamente não precisaria de mais nada. Mas, na teoria é uma coisa, na prática éoutra.

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