Brasília-DF,
03/JUN/2020

"Gosto de ser desafiada", diz Sophie Charlotte sobre trabalho em "O Rebu"

Na trama, a atriz faz par com seu atual namorado, o ator Daniel de Oliveira, intérprete de Bruno, um ambicioso profissional de tecnologia da informação

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Agência Estado Publicação:29/07/2014 12:20Atualização:29/07/2014 12:28
A atriz interpreta Duda em 'O Rebu' (Reprodução/Youutbe)
A atriz interpreta Duda em "O Rebu"

A atriz Sophie Charlotte, de 25 anos, encara mais um desafio na teledramaturgia. Ela interpreta Maria Eduarda Mahler, a Duda, filha adotiva de Angela Mahler, protagonizada por Patrícia Pillar, na novela "O Rebu" (Globo). A história gira em torno de um misterioso assassinato, que acontece durante uma festa promovida por Angela. A personagem de Sophie, assim como todos os convidados do evento, é uma das suspeitas do crime. "Tenho a sensação de que essa personagem é tudo o que eu sempre quis fazer", diz ela, não escondendo o entusiasmo.

No folhetim, Sophie faz par com seu atual namorado, o ator Daniel de Oliveira, intérprete de Bruno, um ambicioso profissional de tecnologia da informação. Os dois iniciaram o relacionamento durante filmagens na cidade de Buenos Aires, na Argentina, onde o elenco passou um mês.

Para dar vida a Duda, na novela escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, e dirigida por José Luiz Villamarim, Sophie fez workshop de etiqueta e teve de mudar radicalmente o visual. Fez um corte "joãozinho" e disse que achou ótimo abandonar os cabelos longos. "Houve um diálogo para entender a personagem e saber o que o Villamarim esperava dela. A Duda tinha um perfil diferente do meu e eu dei espaço para acontecer", conta.

Sophie estreou na TV em 2006, quando fez uma participação especial na atração infantil "Sítio do Picapau Amarelo" (Globo). Dois anos depois veio sua primeira protagonista, a Angelina, na trama adolescente "Malhação", também na Globo. Hoje, sente-se mais tranquila quando o assunto é realização profissional. "A essência do entusiasmo é a mesma. A maturidade mudou. Para lá dos meus 70 espero trabalhar com isso ainda", sonha.

"O Rebu" foi ao ar originalmente em 1974. Você já tinha ouvido falar sobre a trama?

SOPHIE CHARLOTTE - Sim. E como sou muito curiosa, fui pesquisar na internet. Corri atrás para ver quem ia escrever e dirigir dessa vez. É uma cronologia inovadora que me estimulou bastante, tem uma nova linguagem, novas propostas. E também é uma homenagem à trama original, mas tem a liberdade de ser diferente

A começar por sua personagem. Não havia uma Duda...

SOPHIE - Pois é. Digamos que ela existia de outra maneira. Na época era o Cauê, interpretado por Buza Ferraz.

E esta mudança radical no visual, você gostou?

SOPHIE - Sim. Foi ótimo mudar, principalmente porque se trata de uma mudança para a personagem. O trabalho é de transformação. Não houve uma negociação, porque eu estava disponível para a proposta e o trabalho do diretor Zé Villamarim. Eu queria muito trabalhar com ele e confiava em suas propostas. Houve um diálogo paraentender a personagem e saber o que o Villamarim esperava dela. A Duda tinha um perfil diferente do meu e eu dei espaço para acontecer.

Já se acostumou com o cabelo curtinho?

SOPHIE - É uma sensualidade diferente do que é a brasileira, ou a carioca, por exemplo. A Duda é uma mulherde atitude, que tem sua feminilidade. Tem uma força feminina.

Fazer uma mudança de visual um pouco mais drástica por causa de uma personagem te estimula mais?

SOPHIE - Eu acredito que as mudanças não tem que ser severas, mas necessárias. Quando são necessárias e importantes, não há questão. Você faz, e é simples assim. Se o personagem te comove e te estimula, não tem diferença. São mudanças importantes, mais do que drásticas.

O elenco chegou a gravar fora do País. Como foi essa experiência para você?

SOPHIE - Gravamos na Argentina e foi maravilhoso. Acho que faz toda a diferença sair da rotina para encontrar com toda a equipe da novela e começar esse processo maravilhoso. É um trabalho muito diferenciado. Já gravamos até cenas do final. Daí tem uma tensão gigante, e existe uma concentração diferente por isso também.Foi maravilhoso experimentar isso.

Você fez algum tipo de preparação para a personagem?

SOPHIE - Fiz um 'workshop' de etiqueta e foi ótimo. Na minha família, sempre tomamos muito cuidado com isso. A elegância é uma questão de cidadania, de respeito ao próximo, de cordialidade e delicadeza. A minha família sempre se importou com isso.

"O Rebu" é uma trama de suspense, com investigação policial. Gosta deste estilo?

SOPHIE - Eu gosto de tramas surpreendentes, mas na trama os personagens têm que ser humanos e, de certa maneira, me desafiar como atriz. O que eu gosto é de ser desafiada, gosto de receber personagens complexos e humanos. Eu não sei se tenho gênero específico de preferência, gosto de histórias boas. Tipo música: ou é boa ou não.

Você rodou um filme independente chamado "Tamo Junto". Já tem previsão de lançamento?

SOPHIE - Terminamos de rodar antes de começar "O Rebu". O Matheus Souza (diretor e roteirista do filme) é meu amigo há muitos anos e o roteiro é muito divertido, bem carioca, jovem. Eu achei incrível. A previsão deestreia é ainda neste ano. Não vi o filme pronto, estou curiosa, mas posso dizer que me diverti muito fazendo.

Ele chegou a dizer que você é a atriz mais carismática do Brasil Acha que carisma é um dos seus principaistrunfos?

SOPHIE - Trunfo é uma palavra meio complicada, mas carisma tem a sua força, a sua importância nesse trabalho. As pessoas precisam se identificar com o que você está dizendo através dos personagens. Fico feliz por ele dizer isso. É um diretor em quem eu acredito e respeito muito. O que tento fazer é me dedicar ao máximo a cada projeto que eu entro e isso aparece também. Eu sou muito feliz fazendo o que faço. Isso eu sei.

"Serra Pelada" foi um grande sucesso de crítica e também seu primeiro trabalho no cinema. Acha que foi um marco?

SOPHIE - Foi muito importante, um divisor de águas na minha vida A gente sempre espera que momentos maravilhosos se repitam e sejam cada vez melhores e maiores. Se nada me inquietasse, eu pararia de trabalhar. Eu tenho muita coisa para fazer. Estou só começando.

Há o mesmo entusiasmo em "O Rebu"?

SOPHIE - Em "O Rebu" tenho a sensação de que essa personagem é tudo o que eu sempre quis fazer. É um tesão de trabalhar, de viver este projeto com estas pessoas. É um momento de muito entusiasmo, sim.

Qual a diferença entre a Sophie, protagonista de "Malhação", e a de hoje?

SOPHIE - A essência do entusiasmo é a mesma. A maturidade mudou, sim. Eu tinha 18 anos quando fiz "Malhação" e agora estou com 25 Para mim, já é um tempinho. Consigo ter uma tranquilidade um pouco maior de que as coisas estão indo na direção que eu queria, em termos de realização profissional. Para lá dos meus 70, eu espero trabalhar com isso ainda.

O que mudou para você?

SOPHIE - Sempre tive uma vontade de dar o meu melhor, desde nova De dar o melhor e aproveitar as oportunidades. As ferramentas vão mudando. Eu aprendo muito com cada diretor, com cada ator. É um grande aprendizado. Os diretores Domingos de Oliveira, Dennis Carvalho e José Luiz Villamarim, por exemplo; e as atrizes Lília Cabral, Patricia Pillar, Cassia Kis (Magro), que são mulheres que me inspiraram demais no meu caminhar.

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