Brasília-DF,
23/OUT/2017

Para impedir a fuga de público, canais buscam seduzir a nova classe média

Especialistas avaliam a escolha das emissoras que apostam nesse segmento específico

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Publicação:10/05/2015 08:35Atualização:08/05/2015 13:23
Caio Castro será uma das atrações de I love Paraisópolis  (Globo/Ze Paulo Cardeal)
Caio Castro será uma das atrações de I love Paraisópolis
De olho na audiência, emissoras da tevê aberta apostam em um segmento específico da população: a classe C, ou a "nova classe média", grande responsável pelo consumo e pela movimentação do mercado.

Para se aproximar desse público, as redes investem em atrações que tentam se adequar à linguagem e à estética dos novos consumidores, como o Programa da Sabrina, na Record, as novelas mexicanas no SBT, o jornalístico Brasil urgente, na Band e I love Paraisópolis, estreia de amanhã na Globo.

Segundo a Pnad 2013, são 63,3 milhões de lares brasileiros com televisão. Desses, 19,5 milhões têm acesso à televisão paga, de acordo com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura. Desde 2012, a migração aos canais fechados aumentou 18,8% - impulsionada pelo aumento da renda dos brasileiros. Além disso, os serviços de streaming tiveram boa adesão no país.

Sabrina Sato é uma das apostas da Record para seduzir a nova classe média
 (Leticia Moreira/Divulgação)
Sabrina Sato é uma das apostas da Record para seduzir a nova classe média


Novos caminhos

Katia Maria Belisário, especialista em Comunicação e sociedade, acredita na influência direta da classe C na escolha da programação das emissoras. No entanto, chama atenção para a superficialidade no estabelecimento dos "gostos" dessa classe. "As redes mudaram de comportamento para um formato que elas julgam próprio para a classe C. Elas supõem que é um público que gosta do esdrúxulo, do bizarro, mas elegeram algo sem uma pesquisa aprofundada e ficam repetindo receitas", explica.

Para Nilson Xavier, autor do Almanaque da telenovela brasileira, a tevê deve passar a se preocupar com o avanço da internet e dos novos serviço de consumo. "A classe C não é mais preocupação das emissoras. Elas têm assuntos mais relevantes para se preocupar, como a audiência cada vez menor por conta da tevê paga, da internet e das programações on demand", afirma.

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