Brasília-DF,
17/DEZ/2017

Emissoras têm dificuldade em encontrar atores que se encaixam no rótulo de galã

Guilherme Winter e Sergio Marone se destacam em emissoras em papéis de frente

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Vinicius Nader Publicação:26/07/2015 06:05
Sergio Marone se incomoda com qualquer rótulo, inclusive o de galã
 (Record/Divulgação)
Sergio Marone se incomoda com qualquer rótulo, inclusive o de galã

"Personagem ou ator que representa heróis românticos". A definição do dicionário Houaiss da língua portuguesa para a palavra galã acende um sinal de alerta: eles estão em extinção na tevê brasileira. Jovens atores fogem cada vez mais do rótulo e deixam os telespectadores mais conservadores órfãos de figuras antes representadas por Tarcísio Meira, Francisco Cuoco, Cláudio Cavalcante e Cláudio Marzo, entre outros.

No ar como Ramsés na novela Os dez mandamentos, da Record, Sergio Marone é um dos que atende ao requisito de ser bonito - e ao estigma de não ser lá um grande ator -, mas que rechaça o título.

“Qualquer rótulo me incomoda: galã, global, recordista. Não preciso ser uma coisa só. Com o rótulo parece que você sabe fazer uma coisa só”, diz Sergio. Protagonista da mesma novela, Guilherme Winter, o Moisés, teve que deixar a Globo, onde estava se especializando em mocinhos insossos, e ir para a Record, onde estreou como o vilão Velludo de Pecado mortal (2013).

Atores da mesma geração de Marone e Winter também apostam na diversidade para evitar o estereótipo. Bruno Gagliasso até vive mocinhos como o Eduardo de Ciranda de pedra (2008) ou o Ricardo de Sinhá Moça (2006), mas alterna com desafios como o serial killer Edu de Dupla identidade (2014) ou o engraçado Berilo de Passione (2010).

Atualmente, dá expediente como o vilão Murilo de Babilônia. Cauã Reymond segue pela mesma trilha ao revezar bons moços e homens de caráter mais duvidoso.

Caio Castro, o Grego de I love Paraisópolis vai na contramão dos colegas e, dissonante, não se incomoda com o rótulo. “É a oportunidade de fazer algo diferente, mas não me incomoda o rótulo de galã”, diz o intérprete de um vilão na trama das 19h da Globo.

Na procura por preencher essa lacuna, as emissoras apostam em nomes da nova safra de atores. Entre os que mais se encaixam no rótulo está Rafael Cardoso, o Felipe, de Além do tempo, trama das 18h da Globo.

100% mocinho
Em sete novelas, o conde da novela de época é o sétimo mocinho do ator, que tem talento e consegue diferentes nuances entre os personagens. Mesmo com tanta coincidência entre os tipos que vive na tevê, Rafael é mais um que não gosta de ser chamado de galã.

No lançamento de Além do tempo, disse ao site da atração: “Eu não sou galã. Sou ator e este é só mais um trabalho.” Vale ressaltar que Rafael se destacou com personagens diferentes dos usuais em trabalhos como a minissérie Animal, do GNT, e o filme Do começo ao fim.

Outra aposta para o título de namoradinho do Brasil é em Maurício Destri, o Benjamim de I love Paraisólis. Aos 23 anos de idade e na quarta novela, o ator disse à revista Glamour que não se incomoda em ser chamado de galã, embora não se considere um: “A definição diz que galã é um artista atraente. Não me julgo um galã. O Bruno Gagliasso é galã, mas fez um psicopata. O Henri Castelli está fazendo um vilão. Quer saber? Deixo que o público decida.” Então... está em suas mãos. É galã ou não é?

COMENTÁRIOS

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jose neto 28 de Julho às 18:29

Claro, nesse País miscigenado, ele só querem padrão europeu.

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