Brasília-DF,
25/SET/2017

Conheça programas em que o tom é o da adrenalina

Selva, pântanos, Forças Armadas... Não importa o cenário.

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Publicação:02/08/2015 06:00Atualização:31/07/2015 13:14
Jeremy Wade vai resgatar a história do Sobral Santos, na Amazônia
 (Discovery/Divulgação)
Jeremy Wade vai resgatar a história do Sobral Santos, na Amazônia

Os canais da tevê fechada que falam sobre animais ou estilos de vida geralmente apresentam programas em que os participantes têm que passar por várias aventuras. Seja explorando o hábitat de bichos selvagens, seja tentando sobreviver em um ambiente inóspito, há sempre uma adrenalina para saber o que pode acontecer. Nesse clima de aventura, o TV+ selecionou boas opções de atrações que vão lhe deixar sem fôlego.

História Monstruosa
Se é aventura em meio à selva, haverá animais envolvidos - e de todas as espécies. Na sétima temporada de Monstros do rio, que estreia nesta quinta-feira no Discovery, o detetive das águas doces Jeremy Wade vai explorar o Camboja, o Alasca, as Ilhas Fiji e o Brasil. É por aqui que Jeremy investigará o naufrágio do Sobral Santos, tragédia ocorrida em uma movimentada hidrovia que cruza a Floresta Amazônica, em 1981. Ele irá ao local para apurar as histórias de que o acidente foi causado por um animal monstruoso.

Passando por igapós e comunidades ribeirinhas, Jeremy colhe depoimentos de sobreviventes e de quem acompanhou de perto o naufrágio. Entre as explicações, está a voracidade de peixes monstruosos que teriam devorado as vítimas, algumas delas quando ainda tentavam alcançar as margens. A aventura amazonense toma os dois primeiros episódios da nova temporada.

Perdido na África estreia hoje no Discovery: estilo de expedições antigas (Discovery/Divulgação)
Perdido na África estreia hoje no Discovery: estilo de expedições antigas


Animais africanos
Ainda no ritmo da selva, Frank Cuesta, de Perdido na África, que estreia hoje, também no Discovery, viajará pelas savanas em busca de cinco animais que são representantes do continente. A ideia é registrá-los em seu hábitat natural: leão, leopardo, elefante, rinoceronte e búfalo.

Isso seria fácil se Frank utilizasse materiais modernos, como câmeras com grandes lentes. No entanto, ele seguirá o estilo do lendário Livingstone, que em suas expedições realizadas ainda no século 19 precisou da ajuda de tribos locais e das escassas ferramentas tecnológicas disponíveis à época para atravessar a África Meridional atrás desses bichos.

Frank documenta de perto as belezas da natureza intocada e das culturas ancestrais que encontrará pelo caminho. Registrar a beleza arrebatadora da natureza selvagem africana tem seu preço e Frank será exposto a riscos cada vez maiores ao longo do caminho.

Em um dia em meio, Joel deve encontrar o caminho até um ponto desconhecido e perigoso (Discovery/Divulgação)
Em um dia em meio, Joel deve encontrar o caminho até um ponto desconhecido e perigoso


Solitário e destemido
Nem sempre é preciso estar cercado de animais perigosos para viver uma aventura. Às vezes, basta estar sozinho em uma localização remota, com os equipamentos básicos de sobrevivência, para que a adrenalina seja alta. É isso que ocorre com Joel Lambert, protagonista de O fugitivo, que está na segunda temporada.

Como ex-integrante da Marinha, Joel reproduz uma espécie de jogo de esconde-esconde. Ele é abandonado em um lugar ermo e tem um prazo de um dia e meio para chegar a um ponto combinado anteriormente - sem ajuda de ninguém. Na cola dele está uma equipe de busca, formada por profissionais experientes, que utilizam desde cães farejadores até águias treinadas.

Desafios no gelo
Se na selva a aventura já é complicada, imagine quando se misturam uma terra pouco explorada e com muito gelo. Em A grande família do Alasca, o clã Brown passa até 9 meses do ano sem contato com pessoas de fora, tendo que lidar com vários problemas pessoais, além do clima e com animais que cercam as redondezas. A alcateia, como se autodenominam, terá um grande desafio pela frente. Eles precisam reconstruir seu lar antes do inverno chegar, e as baixas temperaturas e escassa luz solar não facilitam em nada a tarefa. Além das intempéries do clima do Alasca, terão ainda que disputar território com pessoas mal-intencionadas.

Exemplo brasileiro
Conhecido por apresentar quadros na televisão aberta, Richard Rasmussen optou pela tevê fechada para dar continuidade ao trabalho de exploração do universo dos animais. Na segunda temporada de O mundo selvagem de Richard Rasmussen, o aventureiro vai para a África ao encontro de animais exóticos e culturas milenares.

Além de mostrar as curiosidades sobre rinocerontes, tubarões, guepardos e gorilas, Richard faz paradas estratégicas para acompanhar três tribos nativas diferentes que persistem em viver como seus ancestrais: os Himbas, nômades da África Setentrional, os San, da região do Kalahari; e os Masai Mara, pastores que vivem entre o Quênia e a Tanzânia.

Richard Rasmussen migrou para a tevê fechada ( Nat Geo/Divulgação)
Richard Rasmussen migrou para a tevê fechada


Entrevista // Richard Rasmussen

Qual é o principal diferencial desse programa para os feitos por você anteriormente?
Esse programa foi tratado durante seis meses na África para gerar somente seis programas. São retratados cinco animais que estão próximos da extinção. É uma produção nacional com nível internacional.

Você começou na tevê aberta e seguiu para a fechada. Quais são as vantagens das duas?
Acredito que na tevê aberta a gente populariza a informação. São pessoas que vivem os problemas da conservação no dia a dia. Já na fechada, o público está atrás desse conteúdo. Eu gosto da linguagem da televisão aberta mas, como consumidor, prefiro a fechada.

Alguma história que mais chamou a sua atenção?
Acredito que tenha sido em Uganda, na montanha dos gorilas. Foi a que mais mexeu comigo porque era algo que sempre tive em mente. Há alguns anos, o apresentador Steve Irwin morreu após um acidente com uma arraia. E você foi atacado por um jacaré.

Quais cuidados você toma antes da gravação dos programas?
Penso que o maior cuidado é justamente com o ser humano. O mais arriscado é trabalhar com uma equipe, com US$ 300 mil em equipamentos. O que aconteceu com o Steve foi um acidente. Ele não foi atacado.

Acredita que evoluímos na forma como tratamos a natureza?
Há 30 anos, o governo dava uma motosserra como política de conquistar a Amazônia para afirmar a soberania. As coisas mudaram. Conservação é algo que surgiu rápido nas nossas vidas.

A grande família do Alasca: Terça, às 20h40, no Discovery
Monstros do rio: Quinta, às 21h30, no Discovery
Mundo Selvagem de Richard Rasmussen: Quinta-feira, às 22h30, no Nat Geo
O Fugitivo: Domingo, às 20h40, no Discovery
Perdido na África: Domingo, às 21h30, no Discovery

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