Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Ator Tony Ramos se destaca pela versatilidade

Sem se prender a rótulos nem ter medo de mudanças físicas, Tony Ramos volta às novelas amanhã em 'A regra do jogo'

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Vinicius Nader Publicação:30/08/2015 06:00Atualização:28/08/2015 18:06

Em mais de 50 anos de carreira, Tony Ramos já viveu mocinhos e vilões (TV Globo/ Alex CArvalho)
Em mais de 50 anos de carreira, Tony Ramos já viveu mocinhos e vilões
 

Gordo ou magro; com ou sem barba; de cabelos curtos ou mais longos. Não importa. Tony Ramos é daqueles atores que se entregam ao papel e não se furtam a sofrer mudanças físicas pelo personagem. “Sou um ator que arrisca e se arrisca”, definiu certa vez ao portal Terra. A partir de amanhã, barbudo, com cabelo grande e uns quilinhos a mais, ele vive o dúbio Zé Maria em A regra do jogo, novela que marca a volta do texto de João Emanuel Carneiro depois do sucesso de Avenida Brasil.


Com mais de 50 anos de carreira — a primeira novela foi A outra, ainda na TV Tupi —, Tony costuma dizer que se sente orgulhoso da trajetória cumprida e rechaça "qualquer rótulo de arte menor que insistem em colocar na televisão".


O primeiro protagonista veio na década de 1970, quando ele estrelou Rosa dos ventos (1973). Daí em diante esteve à frente de várias tramas da emissora paulista como A viagem, dois anos depois. A ida para a Globo, em 1977, marcou a mudança não só para o Rio de Janeiro, como também de patamar na carreira.

Diversidade

Até então intérprete de bons moços, ele pôde diversificar o leque de personagens. Logo de cara, em O astro, parou o país como o jovem Marcio Hayala, jovem rico que renúncia aos bens do pai ao descobrir que ele era um mau caráter. A cena em que Marcio diz que não quer mais nada vindo do patriarca, inclusive a roupa do corpo, entrou para o rol das mais famosas da tevê brasileira e ainda desafiou a ditadura militar por ser o primeiro nu masculino de uma novela.


Em, seguida, foram vários os momentos marcantes de Tony na telinha, como os gêmeos de Baila comigo (1981) — "Sem nenhuma barba ou bigode, eu tentei diferenciar no penteado. O Quinzinho, que era o gêmeo que vivia no Brasil, tinha um cabelo mais solto, e o João Vitor, que foi criado na Europa, penteava com escova", contou à revista Isto É Gente.


Além dessa dose dupla, Tony se destacou e primou pela diversidade. Esteve em clássicos como a minissérie Grandes Sertões: Veredas (1985) em comédias como Rainha da sucata (1990) e Bebê a bordo (1988), em dramas como Laços de família (2000) e em produções de época como O primo Basílio (1988). Atualmente também pode ser visto na reprise de Caminhos das Índias (2009), impagável como Opash. São várias as faces desse ator versátil que diz seguir Marcello Mastroianni como inspiração para o ofício: “Eu faço o meu louco. Não preciso ir para um hospício para me inspirar. A alma do meu personagem quem faz sou eu”.

Apresentador
Além de ator, Tony Ramos de vez em quando ataca de apresentador. Ele esteve no comando do Globo de ouro na década de 1980, ao lado de Cristiane Torloni, e também do programa Você decide, na década seguinte.

Garoto propaganda
Com a credibilidade em alta, Tony Ramos recebe muitos convites de publicidade. Mas aceita poucos deles. Por isso a campanha para uma marca de carnes que ainda está no ar deu tanto o que falar. "Tem muita gente na rua que brinca comigo por causa da campanha. Eles estão comprando a carne, então está tudo certo", disse Tony ao site Almanaque de cultura.

Na esportiva
Não é só o talento de Tony que costuma chamar a atenção. Como atua em várias novelas e é bastante peludo, o ator sempre é alvo de paródias e brincadeiras de programas como Pânico, Casseta e Planeta e Tá no ar. Sem se levar muito a sério, ele costuma se divertir com as “homenagens” e até aparece em algumas das produções.
Bom humor é preciso!

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