Brasília-DF,
06/DEZ/2019

Televisão se despede de Yoná Magalhães

Com mais de 50 novelas na carreira, a atriz mostrou versatilidade em frente às câmeras e conquistou o público

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:25/10/2015 06:17Atualização:23/10/2015 17:10
Yoná Magalhães, como Glória, e Felipe Camargo, como Perácio, em cena da novela Sangue bom (João Cotta/Globo)
Yoná Magalhães, como Glória, e Felipe Camargo, como Perácio, em cena da novela Sangue bom

A televisão brasileira perdeu, na semana passada, uma das maiores atrizes das telenovelas, Yoná Magalhães, aos 80 anos. Com mais de 50 tramas no currículo, entre novelas, minisséries e participações especiais — com passagens pela TV Bandeirantes, TV Globo e TV Tupi —, algumas histórias se destacam em tantos anos de carreira.
 
A primeira delas foi a que levou Yoná à fama. Em Eu compro esta mulher, escrita por Glória Magadan, a primeira novela da TV Globo, exibida em 1966, a atriz foi a responsável por formar o primeiro par romântico de sucesso das tramas brasileiras: Maria Tereza e Francisco Adalma, vivido pelo ator Carlos Alberto.
 
O sucesso do casal foi tão grande, que, após protagonizarem outras novelas na emissora carioca, Yoná e Carlos Alberto foram contratados de volta para a TV Tupi, em que elevaram a audiência de Simplesmente Maria. No papel principal, a atriz conquistou o público interpretando a jovem costureira que é abandonada por um rapaz da tradicional família brasileira que descobre que ela está grávida.
 
Mas não só de protagonistas ingênuas viveu Yoná Magalhães. Em 1972, Nara Paranhos de Vasconcellos foi a vilã de Uma rosa com amor, exibida pela Globo no horário das 19h. Com Marília Pêra e Paulo Goulart, eles formavam o triângulo amoroso da novela.
 
Não se pode esquecer de um dos grandes destaques da atriz. Em Roque Santeiro, de 1985, Yoná deu vida à Matilde, a dona da Pousada Sossego, que provoca uma briga com as beatas da cidade após abrir a boate Sexu’s, com dançarinas sensuais. Yoná mostrou tanta versatilidade e beleza no personagem que, naquele ano, foi chamada para ser capa da revista Playboy.
 
Por fim, vale lembrar de Dona Flaviana, a sogra de Giovanni Improtta (José Wilker) em Senhora do destino, de 2004. Mesmo com a morte da filha, Giovanni continuou a abrigá-la em casa. E como se fosse uma mãe, ela a controlava e cobrava satisfações de tudo.

SAIBA MAIS

No cinema
Após participar de duas novelas na TV Tupi (As professoras, de 1955; e Trágica mentira, de 1959), Yoná Magalhães foi convidada a protagonizar o filme Deus e o Diabo na terra do Sol, de Glauber Rocha. O beijo entre ela e Othon Bastos é uma das cenas memoráveis. Além desse longa, Yoná ainda fez Alegria de viver, de 1958; Pista de grama, de 1958; Society em baby-doll, de 1965; e Opinião pública, de 1967.


Imigrantes
Apesar de ter ganhado fama na Globo, um papel na TV Bandeirantes foi muito importante para a carreira de Yoná Magalhães. Em Os imigrantes, exibida em 1981, a atriz interpretou Mercedes, e foi uma das artistas que atravessou as três gerações propostas pela novela. A trama é considerada uma das maiores em quantidade de capítulos da televisão, com 459 episódios.

Próxima vítima
Carmela, de A próxima vítima, exibida em 1995, também é uma das personagens que mostra a versatilidade de Yoná Magalhães. Ao lado de Tereza Rachel, Aracy Balabanian e Rosamaria Murtinho, ela fez parte do núcleo da família Ferreto. Carmela é mulher de Adalberto, que reaparece depois de tê-la abandonado, e no fim torna-se o assassino da trama.


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