Brasília-DF,
21/SET/2017

Comédia na tevê aberta está em baixa

Falta na grade televisiva brasileira um programa que traga de volta o bom humor da década de 80

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Diego Ponce de Leon Publicação:08/11/2015 07:05
Mussum faz falta no panorama televisivo atual  (Crédito: Reprodução/Internet)
Mussum faz falta no panorama televisivo atual

Não se pode dizer mais nada. Aquela palavra é ofensiva, a outra fere os costumes da (insuportável) tradicional família brasileira. Termos e expressões são censurados por uma patrulha moral formada por agentes obsoletos e virgens de 40 anos. Destarte, tornou-se impossível rir com a televisão aberta.

Melindrados, os programas apelam para a comédia-pastelão e para fórmulas que deram certo nos anos 1990, mas que, desde então, não provocam nem um sorriso tímido. Procura-se um telespectador que tenha gargalhado com as atrações da tevê nos últimos 10 anos.

Ainda assim, insiste-se no gênero, mas sem ousadia ou criatividade. Resultado: programas cancelados, baixa audiência e um público alimentado somente por tramas apelativas ou pelas bundas de Paolla Oliveira e Rodrigo Lombardi. Sexo e tragédia continuam a render. A comédia, do outro lado, encara o funeral.

Saudades da época em que Mussum brincava com tudo e todos. Saudades da época em que ríamos. Se estivesse vivo, imagino que o humorista assistiria à programação atual e soltaria: “Cacildis! Que coisa mais caretis!”
 
Vida real

Filmes e novelas nos levam a elucubrar sobre enredos românticos, finais felizes e amores perfeitos. A realidade, no entanto, não presenteia a todos. Nada mais gratificante do que esbarrarmos com exemplos similares ao que assistimos somente pelas telas. Um salve para o casal dona Dulce e seu Sebastião, dos mais queridos de Brasília, que estão celebrando 60 anos juntos. História de amor da vida real.

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