Brasília-DF,
18/OUT/2017

Em entrevista ao Correio, Amaury Junior fala sobre sua trajetória televisiva

Apresentador comemora 35 anos de colunismo social eletrônico e ganha biografia

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Diego Ponce de Leon Publicação:22/11/2015 06:00

 (Luiz Tripolli/Divulgação)
 

Mais de três décadas de entrevistas embaladas a flashes, sorrisos e glamour. Para Amaury Junior, a festa não tem fim. Pioneiro no colunismo social eletrônico, o apresentador criou um formato que se disseminou pelo Brasil e fez seguidores. Quando ainda cursava a faculdade de direito em São José do Rio Preto, interior paulista, já era respeitado como colunista na cidade. Formou-se para agradar ao pai, que sonhava em ter um filho advogado. “Naquela época ele não via com bons olhos o colunismo social. Mas aquilo já estava em mim”, conta Amaury ao Correio.


A história de sucesso está no livro A vida é uma festa, escrito pelo jornalista Bruno Meier e lançado recentemente pela HarperCollins Brasil. Amaury começou com a Coluna do Estudante, no Diário da Tarde, que se transformou em coluna social sem que ele planejasse. “Na verdade meu sonho não era ser um apresentador de televisão. Foi uma decorrência do jornalismo. Sempre fui da mídia impressa”, explica.


O pulo do gato foi em 1982, quando lançou, na Rede Gazeta, o programa Flash. Era uma cobertura de cinco minutos das festas fechadas paulistanas. Seis meses depois, a atração foi transferida para a Rede Record e, no ano seguinte, para a Bandeirantes, onde ficou conhecido no país todo. “Inventamos uma coluna social eletrônica, achando que ela seria muito mais eficiente que a impressa. E foi”, relembra. Mas ele prefere o termo revista variada de fim de noite, pois colunismo social ainda carrega um certo ranço de frivolidade.


“Sempre fui fascinado por pessoas bem-sucedidas. O brasileiro costuma associar riqueza à desonestidade, o que não dá para generalizar”, explica. Desde o começo, o gosto pelo universo sofisticado do jet set foi além das mulheres bonitas e do champanhe. “Eu me interesso pelas receitas de sucesso, pelos meandros dos negócios e pelo talento das pessoas”.
O carisma de Amaury e sua habilidade para deixar seus convidados à vontade não são gratuitos. Para ele, um entrevistador não pode deixar de perguntar coisas importantes, mesmo que sejam desconfortáveis. Mas deve fazer isso com cavalheirismo e respeito. “Não adianta virar um inquisidor no ar, senão você perde o entrevistado”, ensina.

Quem é

Nome: Amaury de Assis
Ferreira Júnior
Nascimento:
28 de setembro
Idade: 65 anos

Duas perguntas - Amaury Junior


Qual foi sua reação ao descobrir que Marcelo Nascimento daRocha, “o estelionatário mais famoso do Brasil”, era um golpista?

 Todo mundo entrou na pegada desse “falsário da Gol”. Fui o único a entrevistá-lo, mas não coloquei a entrevista no ar. Só depois que a história veio à tona é que a exibimos. Papariquei esse cara, apresentei a mulheres importantes. Mas o telespectador não foi ludibriado por causa do meu mico. Acabei virando personagem do filme VIPs. Depois o entrevistei na penitenciária. Se ele fosse um cara do bem, poderia estar na minha equipe.

A canção Keep it coming love, do grupo K.C. & The Sunshine Band, é símbolo do programa, há décadas.A escolha foi sua?

Todas as trilhas sou eu quem escolho. Um programa sem personalidade musical é sofrível. Quando K.C. (vocalista da banda) veio a São Paulo, eu o entrevistei. Ele agradeceu a nova popularidade que a música reconquistou, graças ao programa, e nos deu autorização total para usá-la.

Colecionismo

Além de uma coleção de bonecos variados, Amaury mantém uma DVDteca com mais de 10 mil títulos. São documentários e musicais, repleta de clássicos e raridades.

Celebridades de peso

Já fez mais de 50 mil entrevistas, que incluem Liza Minelli, Luciano Pavarotti, Hebe Camargo, Julio Iglesias, Celine Dion, Shakira, Gisele Bündchen, Lily Marinho, João Gilberto, Shirley MacLaine, Ana Maria Braga, Tony Bennett, Bill Clinton e a rainha Silvia, da Suécia.

Não é cantor mas lançou CDs

As coletâneas em CD, com as músicas usadas no programa e selecionadas pelo próprio Amaury, venderam no total 1 milhão de cópias.

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