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17/OUT/2017

Arquivo X volta à televisão após 13 anos de hiato

Gênero de ficção científica estreou em 1993 e retorna como minissérie de seis episódios

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Publicação:24/01/2016 06:00Atualização:22/01/2016 12:59


“A verdade está lá fora”. Essa frase, usada pela primeira vez em 1993, marcou a história da televisão americana, pois, com a estreia de Arquivo X, o gênero de ficção científica voltou a atrair grandes audiências. O enredo gira em torno de dois agentes do FBI que descobrem forças sobrenaturais por trás de acontecimentos macabros. A história icônica retorna à televisão após 13 anos de hiato em uma minissérie de seis episódios.

David Duchovny e Gillian Anderson voltam aos papéis que os tornaram estrelas hollywoodianas, Fox Mulder e Dana Scully. Durante nove temporadas, o público acompanhou a evolução do relacionamento dos dois personagens centrais, de parceiros relutantes a almas gêmeas. Para esta nova fornada de episódios, a dupla será acompanhada pelo ator Joel McHale (Community, The Soup), rosto familiar para os fãs de séries americanas.

O canal pago Fox começa a exibir hoje, a partir da meia-noite, os 22 episódios essenciais da série, segundo o criador e produtor-executivo Chris Carter. E, na madrugada, Arquivo X retornará às telinhas brasileiras. Dos seis novos capítulos, três foram escritos e dirigidos por Carter, já os demais foram divididos entre roteiristas e diretores da série original.  O horário, pouco convencional para uma atração desse porte, é porque a transmissão será simultânea com os EUA.

 

 

Impulso na carreira

As trajetórias de David Duchovny e Gillian Anderson nunca mais foram as mesmas depois de Arquivo X. Como o seriado rendeu dois filmes homônimos, a entrada deles em Hollywood foi facilitada. De lá para cá, a dupla apareceu com frequência e sucesso nas telas.

Em 2007, David Duchovny estrelou outro sucesso da tevê: o seriado Californication, no qual interpretou um viciado em sexo. A identificação do ator com o personagem foi total, já que ele anunciou tempos mais tarde que sofre do mesmo problema. As sete temporadas do seriado renderam a Duchovny quatro indicações ao Globo de Ouro, sendo uma convertida em prêmio.
Nos cinemas, o ator apareceu em produções que flertaram com a mesma atmosfera do suspense de Arquivo X, como O segredo (2007) e Phanton — A última missão (2013).

A ficção científica não deixou mais a carreira de Gillian Anderson depois do sucesso como Dana Scully. Seja na tevê (Hannibal e Crisis), seja no cinema (Agente C — Dupla identidade), poucas foram as exceções, como o premiado longa O último rei da Escócia.

Atenção! Contém spoilers

Nos últimos seis meses, os atores e o time de produção deixaram escapar algumas dicas sobre como será a história contada nestes seis novos episódios. “Estamos sendo reintroduzidos a uma série que esteve fora do ar por 13 anos. Eu acho que é necessário que o público volte a conhecer os personagens, a busca na qual eles estão, o próprio relacionamento e a carreira dos agentes”, disse Chris Carter à publicação americana Business Insider.

Até o momento, sabe-se que o personagem de Joel McHale, Tad O’Malley, apresenta uma web-serie. Ele ajudará Scully e Fox a encontrar o caminho correto, alegando que eles perseguiram o inimigo errado por anos. A minissérie é focada majoritariamente em teorias de conspiração e terrorismo, uma decisão que, segundo o criador da série, foi influenciada pelo estado atual de medo e paranoia.

William, o filho que Scully e Fox deram para adoção (pela segurança do bebê), desempenhará um papel essencial na nova temporada. Os agentes descobrirão o paradeiro do jovem e terão que lidar com os efeitos emocionais de ter o filho presente novamente na vida deles.

 

 

Episódios essenciais

Para quem não é familiarizado com a série, o Correio selecionou cinco episódios essenciais para entender o universo de Arquivo X.

1) Piloto (Primeira temporada, primeiro episódio)
O público é introduzido aos agentes e ao mundo que eles habitam. No episódio seguinte, Scully e Fox descobrem que o governo americano pode ter encobrido por anos a existência de alienígenas.

2) A última resposta de Clyde Bruckman (Terceira temporada, quarto episódio)
Único roteiro da série a ser premiado nos prêmios Emmy, esse episódio é considerado um dos melhores de Arquivo X. Um vidente macabro cruza o caminho dos protagonistas, em uma performance memorável de Peter Boyle (Everybody loves Raymond).

3) Lembrança (Quarta temporada, décimo quarto episódio)
Em mais uma trama alienígena, a ficção científica fica de lado quando Scully descobre que tem câncer.

4) Prometeu pós-moderno (Quinta temporada, quinto episódio)
A clássica história de Frankenstein é revisitada. Ambientada em uma pequena cidade do centro-oeste americano, a trama é cheia de paranoia e referências cinematográficas.

5) X-tiras (Sétima temporada, décimo segundo episódio)
Um grupo de policiais de Los Angeles passam a investigar o mesmo caso que Scully e Fox. A criatura que eles perseguem é uma entidade maligna que toma a forma daquilo que a vítima mais teme.

Eles vieram depois…

 

 

Uma das séries mais importantes da década de 1990, Arquivo X abriu caminho para uma nova forma de se encarar a mídia. Flertando com a linguagem cinematográfica, a série apresentou efeitos especiais até então não vistos na televisão e roteiros que seguiram a estrutura de casos da semana sem perder o foco na construção de personagens tridimensionais e carismáticos.

 

Sucessos como Lost, Buffy, a caça-vampiros e Supernatural foram fortemente influenciados pela criação de Chris Carter. O cineasta J.J. Abrams, responsável por Lost e O despertar da Força (último filme da franquia Star wars), trouxe à televisão o seriado Fringe, que ficou conhecido como uma versão de Arquivo X para o século 21. Outro marco que não teria existido sem o clássico da ficção científica é Breaking Bad, uma vez que o criador do drama Vince Gilligan começou a carreira como roteirista de Arquivo X.

O romance entre os protagonistas também gerou frutos. A dinâmica entre dois parceiros que acabam se apaixonando é replicada em seriados como Bones e Castle. A agente Scully provou que personagens femininas fortes, inteligentes e independentes conquistam a audiência, contribuindo para a construção de um panorama televisivo mais diverso e favorável na forma em que mulheres são retratadas.

 

 

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