Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Emissoras brasileiras investem no gênero humorístico na tevê aberta

Com Marcelo Adnet como principal expoente, emissoras de tevê aberta tentam renovar o gênero

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Vinicius Nader Publicação:14/02/2016 07:00Atualização:12/02/2016 17:17

 (Globo/João Miguel Júnior)
 

 

A televisão aberta perdeu a graça. Os programas de humor investem na mesma praça, na fórmula batida e em piadas repetidas. Mas esse cenário tem mudado e o segundo semestre de 2015 e o início de 2016 foram mais engraçados. Globo, Band e Record investiram no gênero e prometem um ano mais feliz na tevê aberta.


Talvez o nome mais lembrado desse novo boom seja o de Marcelo Adnet — com justiça, diga-se de passagem. O humorista esteve à frente da boa primeira temporada do Zorra, reformulação do antigo Zorra total, com elenco mais enxuto e piadas menos escatológicas e preconceituosas. Em férias, o programa já tem espaço garantido na grade de sábado e deverá contar com o reforço de Otávio Müller no elenco. Como ator, Adnet esteve na nova versão de Escolinha do Professor Raimundo, impagável na pele de Rolando Lero. A Globo e o Viva, emissoras que produziram o especial, já anunciaram nova temporada.


Mas foi mesmo com o excelente Tá no ar: A TV na TV, atualmente na terceira temporada, que Adnet deu novo gás ao humor na tevê aberta. “O programa tem seu público e ocupa um lugar espaço importante na tevê”, afirmou Adnet, que assina o texto final do programa ao lado de Marcius Melhem, ao blog Quanto drama. “Os tabus que a gente quebrou são importantes e naturais para o caminho que a tevê está seguindo. A gente sabia que seria importante para nós, para o humor e para a tevê essa variedade, essa modernização”, completa o ator, que dá vida ao personagem mais representativo do programa: um socialista revolucionário que critica a própria Globo. Aliás, retratar programas de outras emissoras, além dos próprios, é um dos trunfos de Tá no ar.


O sucesso de Adnet fez com que a Record corresse atrás de nomes com o mesmo perfil. Se recentemente nada de importante foi feito pela emissora nesse setor, a ideia é mudar o panorama. Para tanto, já foi anunciada a contratação de Fábio Porchat. O humorista, que fez sucesso na tevê fechada com o Tudo pela audiência, que também tem humor ácido e crítico, deve ter um programa nas noites de terça e quinta.


Sem querer ficar para trás, a Band anunciou que a temporada de Pânico na Band também terá novidades. Algumas já podem ser vistas: Fábio Rabin estreou um quadro e Aline Riscado é o novo reforço. O apresentador Emílio Surita promete outras mudanças, mas afirma que a fórmula será mantida. A emissora também anunciou Maria Paula, ex-Casseta e Planeta, como nova contratação, mas a atriz deve participar das matérias do A liga e não de quadros de humor. Vale a torcida para que o humor saia da velha praça e ganhe novos ares na tevê aberta.

Sem script


Outra vertente que chama a atenção no humor moderno é o improviso. Deu certo com Monica Iozzi no Vídeo Show. Mas naufragou no Tomara que caia, um dos piores programas de 2015, que a Globo, inclusive, tirou do ar antes do previsto.

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