Brasília-DF,
17/OUT/2017

Histórias simples e dilemas comuns marcaram 'As meninas superpoderosas'

Açúcar, tempero, tudo que há de bom e uma pitada de feminismo marcaram o desenho da década de 1990

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:21/02/2016 06:30
Já nos anos 1990, Lindinha, Florzinha e Docinho lutavam contra o machismo (Reprodução Internet)
Já nos anos 1990, Lindinha, Florzinha e Docinho lutavam contra o machismo
Florzinha, Lindinha e Docinho. Por trás desses singelos nomes se escodem poderosas garotas que não têm medo dos inimigos que assolam a cidade de Townsville. As três fizeram sucesso no fim dos anos de 1990 e no começo de 2000 com o desenho As meninas superpoderosas, exibido pelo SBT e pelo Cartoon Network. A atração trazia histórias simples, mas com um diferencial: o herói não era homem.
 
Como explicava a abertura, as meninas foram criadas em laboratório pelo professor Utonium, que trabalhava na fórmula da menina perfeita. Após adicionar açúcar, temperos e várias coisas boas, ele acabou esbarrando no elemento X, que acabou dando superpoderes às garotas.
 
 
O sucesso de As meninas superpoderosas é simples de ser explicado. Primeiro, deve-se ficar atento às características de cada uma delas. Florzinha, que utilizava vestido rosa, era a líder do grupo, a mais inteligente e que planejava os ataques; Docinho, de verde, era a durona, a que gostava de partir logo para a briga; e Lindinha, de azul, tinha a meiguice como principal característica e representava o equilíbrio entre as outras duas.
 
Além das personagens, identificáveis em qualquer menina entre 8 e 12 anos, o desenho apresentava histórias que, tirando os superpoderes, poderiam acontecer com qualquer pessoa. As meninas sempre enfrentavam um inimigo, mas tinham que passar por situações de conflitos diários, como as brigas entre elas, desconfianças, os pedidos doidos do prefeito da região. Tudo isso fazia com que o desenho tivesse algo próximo da realidade.
 
Destaque também para os inimigos. O mais conhecido deles era o Macaco Louco, que, assim como as personagens principais, foi criado em laboratório. Havia ainda a Gangue Gangrena, formada por garotos verdes que destruíam as ruas de Townsville. Sem contar a Princesa MaisGrana, que, por ser rica, achava que poderia ser uma menina superpoderosa de qualquer maneira.
 
Com o decorrer da série, novos vilões foram surgindo e novas habilidades foram dadas às meninas superpoderosas. A mais curiosa delas é a de Docinho, que, ao contrário das irmãs que poderiam se comunicar com os animais, a maior proeza dela era dobrar a língua.


SAIBA MAIS
 
Contra o machismo
O Cartoon Network anunciou uma nova temporada de As meninas superpoderosas para este ano. Com traços mais modernos que o desenho dos anos de 1990, as garotas não vão enfrentar apenas os inimigos que querem destruir Townsville, mas também atitudes que as mulheres enfrentam no cotidiano, como o machismo. Em um trailer liberado pelo canal, Docinho encara um lenhador que quer devolver as raízes de macho da cidade. Ao chamá-la de “princesa”, a menina responde com um: “Vá brincar com suas bonecas”.
 
Criador
O responsável por dar vida às meninas superpoderosas é Craig McCracken. Além das garotas, ele é responsável por Os dois cachorros bobos e A mansão Foster para amigos imaginários e participou como roteirista do Laboratório
de Dexter.

Cinema
Além do desenho, As meninas superpoderosas virou filme. O longa foi lançado em 2002, pela Warner e pelo Cartoon Network. A história mostra toda a cidade contra as garotas, pois, segundo os moradores, elas fazem bagunça demais. O filme arrecadou US$ 16 milhões.


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