Brasília-DF,
21/SET/2017

Famosa na década de 1990, a TV Colosso fez sucesso entre todos os públicos

Programa trouxe grandes bonecos manipulados como apresentadores

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:03/04/2016 06:00Atualização:01/04/2016 13:56
Priscila (cachorro maior) marcou uma geração nas manhãs da tevê aberta (FICI/Divulgação)
Priscila (cachorro maior) marcou uma geração nas manhãs da tevê aberta

Antes das crianças serem inundadas por jogos eletrônicos, celulares e uma programação via streaming, só restava às emissoras fazerem uma grade horária que contemplava programas de auditório, desenhos e prêmios para a garotada. Os anos de 1990 foram os mais populares nesse quesito. Isso porque pipocavam atrações desse tipo em todas as emissoras, mas uma em especial conquistou a todos. Quando Xuxa deixou as manhãs da TV Globo, em 1992, ela deu espaço a um sucesso que acalmou o coração dos baixinhos órfãos, a TV Colosso.
 
A atração era totalmente diferente do usual na televisão. Primeiro, por mostrar, mesmo que de brincadeira, os bastidores da televisão. E segundo, claro, por ser comandada por cachorros e não por uma apresentadora, como Angélica, Xuxa ou Mara — aliás, quem fazia esse papel era Priscila, a cachorra da raça sheepdog.
 
Além de Priscila, que comandava quase tudo por ali, alguns personagens do programa vão ficar para sempre na memória. O operador de VT Borges, por exemplo, era um adorado buldogue responsável por colocar no ar os desenhos animados exibidos pelo programa. Tinha ainda o faz-tudo, Gilmar, que, na maioria das vezes atrapalhava, em vez de ajudar. Sem falar no imenso chefe de toda a emissora, o JF, que contava com o leal Capachão.
 
E como tudo imitava uma televisão, os programas eram bem parecidos com os apresentados nas emissoras de verdade. O principal telejornal de lá, por exemplo, era o Jornal Colossal, uma cópia do Jornal Nacional; os clipes de músicas, famosos na época, eram apresentados por Thunderdog, que imitava o apresentador Thunderbird. Já Jaca Paladium era o responsável pelo Acredite se puder, um parente distante do Acredite se quiser.
 
Tudo na TV Colosso precisava ser extremamente coreografado e feito sob medida para os personagens, já que alguns deles tinham mais de dois metros de altura, e eram controlados por manipuladores eletrônicos. A atração foi um projeto apresentado por integrantes do grupo de teatro bonecos Cem modos, do Rio Grande do Sul, que contaram com a participação dos cartunistas Laerte, Luiz Gê, Angeli e Fernando Gonsales para colocá-lo em prática. O programa ficou no ar de abril de 1993 a janeiro de 1997, sendo substituído pelo Angel mix, de Angélica.

SAIBA MAIS 
 
Priscila
A grande protagonista da TV Colosso, que tinha o sonho de ser famosa, continua aparecendo nos programas da emissora carioca até hoje. As últimas participações foram no Mais você, de Ana Maria Braga, e no especial de aniversário da Globo. A Priscila era feita por vários manipuladores de bonecos, que vestiam a fantasia. Já a voz é da atriz e dubladora Mônica Rossi, que costuma dublar ainda Cameron Diaz, Sharon Stone e Queen Latifah.

Zé Carioca
Quando completou três anos no ar, a TV Colosso ganhou um apresentador direto da Disney. O Zé Carioca passou a fazer parte do programa, no comando de um talk show. Segundo o site Memória Globo, o boneco foi todo confeccionado nos Estados Unidos, feito de látex, fibra de vidro e carbono, e recoberto com micropelos que imitavam a penugem das aves. Zé Carioca entrevistou várias personalidades, como Angélica, Didi e Sandy & Júnior.

Produtos
O sucesso da TV Colosso foi tão grande que, além do programa de televisão, a atração ganhou um filme, chamado Super Colosso; dois discos, que incluíam hits como Onde está você, Priscila; peça teatral e mais de 100 produtos licenciados, como figurinhas, bonecos e até perfumes.

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