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20/SET/2017

Confira entrevista com Alfie Allen, Theon, de 'Game of trhones'

Ator fala sobre seu personagem e como será a sexta temporada da série

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Publicação:24/04/2016 06:10

 (	HBO/Divulgação)



Conte sobre a situação de Theon no início da sexta temporada.

No início da sexta temporada, ele está correndo por florestas nevadas e congeladas, liderando o caminho com Sansa. Eles acabaram de pular da muralha de Winterfell e estão fugindo de Ramsay. Foi inacreditável. No primeiro dia, chegamos ao estúdio em Bambridge e tudo estava coberto com neve de mentira. Todos os lugares e as árvores, tudo coberto com aquela quantidade incrível de neve. Estávamos correndo e chegamos a um rio, mas Sansa estava muito assustada para entrar. Então, eu entro. Não acreditem nas fotos que saíram na imprensa! Nelas, parece que Sansa está me tirando do rio quando, na verdade, eu estava tentando ser forte para convencê-la a entrar. Eles me fizeram parecer fraco. [risos] Agora, sem brincadeiras. Entramos e atravessamos o rio. Acho que esse é um bom lugar para Theon, já que ele está mais confiante do que nunca. Ele fala para Sansa: “Sei o que os cães fariam com você porque já vi acontecer.” Isso a convence a entrar. Sabemos que nosso cheiro vai ser dissipado no rio. Entramos, atravessamos o rio com dificuldade e nos escondemos atrás de uma árvore tombada.

Isso tudo faz parte da reabilitação de Theon?

Com certeza. Acho que é exatamente isso. Principalmente com aquela primeira morte. Ele está voltando a ser o guerreiro forte de antes. Claro que ele nunca vai ser o Theon que já foi, mas agora ele é mais complacente, talvez um homem melhor.

Como Theon se sente enquanto tenta deixar o trauma do “Fedor” para trás?

 

Ele está feliz por estar vivo. Acho que ele só quer corrigir todos os erros que cometeu no mundo. Essa é uma missão nobre. Acho que ele ainda não sabe como fazer isso. Mas primeiro, ele vai ajudar a irmã a tomar o controle das Ilhas de Ferro porque nosso pai foi um péssimo rei, e o Reino de Ferro precisa se tornar um bom lugar novamente. Acho que esse é o principal objetivo dele.

As cicatrizes de Ramsay e “Fedor” são profundas?

Acho que ele nem compreende isso no momento. Se compreendesse, não conseguiria seguir sua jornada atual. Mas de certa forma, acho que ele sabe que isso se aproxima. Ele tem um certo respeito por Ramsay, além de odiá-lo. Sem dúvida, também acho que existe aquele tipo de síndrome de Estocolmo. Se eles ficassem cara a cara, seria um momento interessante, digamos assim.

Você mantém contato com Iwan Rheon, seu antigo algoz (na série)?

Saímos bastante em Los Angeles há pouco tempo. Ele é um cara bacana. Também é um ótimo ator. Respeito muito o jeito como ele lidou com as histórias desses dois personagens. Ele nunca demonstrou muita empatia porque não queria que ela fosse transmitida para o personagem. Mas ele é meu amigo. Gosto dele.

Como foi filmar esta temporada?

Andar por aí e trabalhar nos diálogos foi ótimo. O trabalho na terceira, quarta e quinta temporadas me ensinou muito sobre como usar os olhos e a linguagem corporal para atuar, mas a fala também é importante. É bom poder trabalhar com a voz de novo. Já ouvi em algum lugar que quando uma pessoa foi mantida em cativeiro ou passou por alguma situação extrema, a voz pode mudar completamente. Então, ao longo da série, queria fazer aquela ousadia que ele tinha nas temporadas anteriores aparecer e desaparecer da voz dele. Queria tornar a voz um pouco mais honesta e genuína, talvez vulnerável. Até o preparador de voz que trabalha comigo me disse que percebeu o que eu estava fazendo e que gostou muito do resultado. Então, foi ótimo.

Quais foram os destaques da filmagem deste ano?


Gostei muito de filmar uma cena, mesmo que eu tenha ficado apavorado. Theon estava bebendo. O álcool dá a ele o poder de realmente se tornar o homem que ele precisa ser. Minha irmã estava dizendo: “Para que continuar se for para ser esse impostor pelo resto da vida? Corte seus pulsos e acabe com isso. Ou tome uma bebida e volte a ser homem”. Acho que essa é uma perspectiva interessante. Ele ficou irritado. Achei que foi uma bela cena, mas também muito estranha.

Deve ter sido bom se reunir com atores do elenco com os quais você já trabalhou antes, mas não via há algumas temporadas.

É ótimo voltar a trabalhar com pessoas como Gemma Whelan. Adoro a Gemma. Ela é uma grande atriz e uma pessoa maravilhosa.

Agora que a série deixou de acompanhar os livros, não saber o que vai acontecer é algo mais emocionante ou mais preocupante para os atores?

Para mim, é mais emocionante. É impossível não admitir que estou animado. Nas semanas e meses que antecedem à transmissão da série, penso sempre nisso.

Se pudesse escrever um roteiro para Theon, o que ele faria?

Em meu cenário imaginário, ele se encontraria com a Rainha dos Dragões. Eles criariam algum tipo de vínculo, olhariam nos olhos um do outro e se entenderiam. Depois, eu poderia voar em um dragão. Queria que isso acontecesse.

A cada ano, a série parece ficar maior. Isso é perceptível para você, como parte do elenco?

Sim, muito. Essa resposta é muito ruim, mas as pessoas me reconhecem muito mais. Esse trabalho abre novas portas para mim nesta indústria. É incrível. A cada ano, aprendo mais sobre a arte de atuar.

As respostas do público ao Theon mudaram? As pessoas agora torcem por ele?

Sim, sem dúvida. As pessoas demonstram mais empatia agora. Há um grupo de fãs de Theon que não existia. Estou muito contente de ver que as pessoas estão gostando do enredo. É ótimo.

Como você acha que vai ser a reação dos fãs na nova temporada?

Eles vão ficar loucos! De verdade. É sério. Os caminhos de muitos personagens inesperados vão se cruzar. Quanto mais estranho, melhor... e mais inesperado. Os roteiristas conseguem juntar essas tramas com facilidade.

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