Brasília-DF,
17/DEZ/2017

Coluna Eu vi propõe um salve as mulheres independentes

Personagens femininas das novelas nacionais mostram que são donas de si

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Vinicius Nader Publicação:19/06/2016 07:00Atualização:20/06/2016 11:08


Esqueça as mocinhas frágeis que dominaram nossa dramaturgia até a década de 1980. Cada vez mais, as mulheres se mostram fortes em novelas e minisséries. Num tempo em que temos de falar sobre cultura do estupro e respeito ao sexo feminino — precisava mesmo de um movimento para que nós as respeitássemos? —, as heroínas da tevê estão mais conscientes de que são donas do próprio nariz e de todo o resto do corpo também.
 
Não importa a emissora e nem a época em que se passa a trama. Mesmo nas históricas Liberdade, liberdade (Globo) e Escrava mãe (Record), as mulheres dão as cartas em alguns momentos. No folhetim da Globo, Joaquina e Virgínia (defendidas com bravura por Andrea Horta e Lilia Cabral) lutam pela independência do país.
 
E como não se encantar pelos diálogos travados pela Teresa de Camila Pitanga a favor do amor e enfrentando os mandos e desmando do coronel Afrânio (Antônio Fagundes), pai dela em Velho Chico? Mais amena do que as outras tramas, Haja coração trata do assunto com leveza, mas rigor. Ao ser cantada na feira, Tancinha (Mariana Ximenez) sabe que o corpo é dela. E as regras também. Um salve às Joaquinas, Tancinhas, Virgínias e a todas as leitoras!

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