Brasília-DF,
13/DEZ/2017

Sérgio Guizé leva para a vida o lema de Candinho

Ator de 'Êta mundo bom!' quer aproveitar o lado bom da vida como seu personagem

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Ricardo Daehn Publicação:21/08/2016 08:00Atualização:19/08/2016 15:54

Sergio Guizé conta que o bom ambiente contagiou os bastidores da novela (Globo/Caiuá Franco)
Sergio Guizé conta que o bom ambiente contagiou os bastidores da novela
 


Contrariando o mote sarcástico cravado por Voltaire, no século 17, e que dá base para muito do enredo de Êta mundo bom!, a novela das seis segue de vento em popa na reta final vai muito bem de audiência, obrigada. Na onda positiva da frase do filósofo que, na interpretação de Sergio Guizé, diz que “tudo que acontece pra gente na vida é para melhorar”, o protagonista Candinho nada de braçada no gosto do público.

 

“Meu personagem é uma alegoria do otimismo. Hoje em dia, no Brasil, todo mundo quer um respiro, quer olhar para a luz. Há vários lados, e você partir do princípio de que está vivo e de que há várias possibilidades e de que o presente é o presente, você cria um futuro. É a partir disso que há uma ligação direta com o brasileiro”, analisa o ator de 36 anos.

 

Guizé não vê tanto segredo na trilha expressiva da novela. “O lema da novela — com a crença e a esperança — pega bem direto no coração das pessoas. Junta com um elenco apaixonado pelo texto do Walcyr Carrasco, que é sempre surpreendente, a cada capítulo, com a direção do Jorge Fernando, que é um mestre, um comandante, e que sabe de tudo. Eles não querem ninguém desgostando da vida na equipe e isso transparece nas cenas”, comenta.

 

Virtude para um ator, a observação é instrumentos dos mais fortes para Guizé. “Prefiro observar, até para entender mais, do que falar. Nas entrevistas, me tacham como tímido, porque não é possível, numa entrevista, você mais ouvir do que falar (risos). Mas não tem nem como eu lutar contra isso”, diverte-se o ator.

 

Analisar é outra vocação assumida pelo ator que diz ver “o homem como refém da sociedade em que vive”. Para sorte dele, como enfatiza, a vida particular sempre caminhou a favor dos tempos, bem antes do burburinho do empoderamento feminino. “Minha mãe é uma mulher muito forte. Foi muito sábio meu pai colocar ela para tomar conta da casa e do dinheiro”, conta.

 

Berço de ouro

 

De família com origem modesta, Guizé conta que vivia na periferia de São Paulo, “mas sem a divisão do asfalto e do morro”.

 

Além de encenar, Guizé cultiva outros valores artísticos. “A música veio em primeiro lugar: meu pai é músico. Sempre tive bandas, gostava da Plebe Rude. Na minha banda, a Tio Che, a gente faz versões deles”, conta.

 

No contato com as artes, a pintura foi formadora. “O punk rock influenciou tanto nas minhas artes plásticas quanto na minha interpretação”, explica.

 

Com tanta garra, um “sonho” de Guizé nem parece dos mais ditantes: “Queria passar por aquilo que os grandes artistas daquela época de ouro do rock da capital passaram, tipo ‘Tudo é possível!’. Tamos lançando um single, Ponta a cabeça, e espero colher frutos: um deles poderia ser Brasília”.

 

Quem é

 

Nome: Sergio Tadeu Corrêia Guizé

 

Idade: 36 anos

 

Local de nascimento: Santo André (SP)

 

Pipocando nos cinemas

 

“Estarei no Beatriz, do Alberto Graça, filme rodado em Portugal e no qual faço o protagonista Marcelo, um escritor bukovskiano. Em Gramado, estaremos com o Barata Ribeiro, 716, do Domingos Oliveira. Tudo bem, tudo bom ainda sairá mais adiante. Foi rodado logo depois de Uma loucura de mulher. Tudo bem, por conta dos atentados na França, deixamos um pouco. É uma produção franco-brasileira. Falta uns 10% do filme, que começa em Paris”

 

FOTO: Globo/Caiuá Franco LEGENDA: Sergio Guizé conta que o bom ambiente contagiou os bastidores da novela

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