Brasília-DF,
07/DEZ/2019

Nova minissérie 'Justiça' acompanha padrão internacional

História coloca em debate discussão ética e a justiça pelas próprias mãos

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Vinicius Nader Publicação:28/08/2016 07:00Atualização:29/08/2016 09:38

Atriz Adriana Esteves interpreta Fátima, uma empregada doméstica  (Estevam Avellar/Divulgação)
Atriz Adriana Esteves interpreta Fátima, uma empregada doméstica
 

De tirar o fôlego. Assim é Justiça, seriado em 20 capítulos que a Globo estreou semana passada. Se você é dos que só assistem a séries americanas porque as nossas são lentas e não têm roteiro, quebre o paradigma e dê uma chance à produção com texto de Manuela Dias e direção de José Luiz Villamarim e Walter Carvalho.


As quatro histórias apresentadas — uma a cada dia da semana — são interligadas com maestria por Manuela Dias, que já havia brilhado em Ligações perigosas. Cenas assistidas na estreia sob o ponto de vista de Elisa (Debora Bloch) são repetidas no episódio seguinte, mas na ótica de Fátima (Adriana Esteves — foto), por exemplo. Isso dá a tão criticada liga à minissérie da Globo.

 

Não dá para deixar de falar também da fotografia de Walter Carvalho. De tão presente, ela quase tem falas. E da trilha sonora, que, somente na primeira semana, teve de Roberto Carlos a Jeff Buckley (numa emocionante Hallelujah), passando por Chico Buarque e Zé Ramalho.

 

Tudo no programa vale a pena? Ok... nem tudo. Como a ação se passa em Recife, os atores se vêem obrigados a respeitar um sotaque nordestino. O problema é que não o fazem naturalmente. Boa atriz, Debora Bloch é uma das que mais sofreram com isso.

 

Os capítulos de Justiça tratam de temas pungentes e caros à sociedade. Racismo, eutanásia, traição, corrupção, estupro, drogas. Tudo explorado sem muitas tintas coloridas. Prepare-se para cenas fortes, bem ao modo Sense8.


Quer mais referências americanas? A discussão de ética pontua cada cena de Justiça, tal qual ocorre com How to get away with murder. Os personagens defendidos por Deborah Bloch, Adriana Esteves (finalmente livre dos tiques e da histeria de Carminha), Cauã Reymond (cada vez mais maduro) e Jéssica Ellen querem fazer justiça pelas próprias mãos. E a qualquer custo. Estão certos? Justiça, mais do que entretem, nos leva a pensar.

Tags: justiça

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