Brasília-DF,
23/AGO/2017

Coluna Spoiler: Porque você deveria assistir 3%, produção nacional da Netflix

Outras produções nacionais como 'PSI' e 'O hipnotizador' também são destaque

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Adriana Izel Publicação:18/12/2016 06:33Atualização:17/12/2016 18:57
A série discute a realidade de desigualdade do Brasil (PedroSaad/Netflix)
A série discute a realidade de desigualdade do Brasil


Tenho que admitir, fiz coro para falar mal de 3%, da Netflix, baseado no primeiro episódio e me arrependo. Mas depois para cumprir a campanha #umasérienovaacada15dias resolvi fazer uma maratona da produção brasileira, mudei de ideia e defenderei 3% até a chegada da segunda temporada.

Não estou fechando os olhos para as críticas, concordo com muitas delas e vou citá-las em breve. Mas é preciso reconhecer a ousadia da série em ser algo totalmente diferente do que o audiovisual brasileiro está acostumado e também a qualidade da história. 3% é, sim, uma boa distopia e, pelas entrelinhas, fala muito da realidade do Brasil, um país cheio de desigualdades.

Em muitos momentos lembra sucessos do gênero, como Jogos vorazes e Divergente. Quem não comparou Michele a Katniss? Dando, claro, as devidas proporções de que a personagem de Bianca Comparato tem pouco carisma em relação à protagonista Jennifer Lawrence. As provas do processo que garantem a apenas 3% da população o direito de viver no Maralto — um lugar sem violência, problemas de saúde, etc — também são ótimas e muito bem boladas. Fora isso, o fim da série deixa um ótimo gancho para uma segunda temporada, que já está confirmada.

Os problemas em 3% ficam em outros aspectos. A começar pelo figurino, que, logo de cara, mostra que foi cortado para ter aparência (irreal) de desgastado. Depois outro problema está ligado à atuação fraca de muitos atores. É difícil comprar as histórias de personagens como Aline (Viviane Porto), Marco (Rafael Lozano), Ágata (que sequer tem o nome da atriz nos créditos, então, para que dar tanto espaço de tela?) e em alguns momentos até a forte Joana (Vaneza Oliveira).

Quem me convenceu mesmo foi o Rafael, de Rodolfo Valente. Apesar de discordar de alguns caminhos do personagem (mas isso tem a ver com roteiro), coube ao ator a melhor atuação, seguido de João Miguel (Ezequiel), Mel Fronckowiak (que fez o melhor episódio da série, com a história da misteriosa Julia), Michel Gomes (Fernando), e Bianca Comparato, que salvam 3%. Coloque o preconceito com a produção nacional de lado, tire as legendas e se deixe envolver pela história, que te faz, sim, querer ir até ao final. Os oito episódios estão na Netflix.

Falando em Brasil...
A HBO traz o retorno de duas produções nacionais em 2017 e a estreia de uma nova série brasileira. São elas: PSI, que chega à terceira temporada acompanhando o psicanalista Carlo Antonini (Emílio de Mello), que será diagnosticado com uma grave doença; e O hipnotizador, com a segunda temporada sobre o caminho do enigmático protagonista Natalino Arenas (Leonardo Sbaraglia). A estreia fica por conta de A vida secreta dos casais, idealizada por Bruna Lombardi, que interpreta a protagonista, a sexóloga e terapeuta Sofia.

Nova produção
Depois de 220 volts e Vai que cola, o humorista Paulo Gustavo ganhará outra produção no Multishow. É o programa A vila, que apresenta o comediante como um ex-palhaço que estaciona o trailer em uma vila após o circo onde trabalhava declarar falência. A produção ainda terá Monique Alfradique e Teuda Bara.

Anote na agenda
A primeira parte da sétima temporada de The walking dead (foto) foi exibida no último domingo, nos canais Fox Action e Fox. Porém, os fãs podem anotar na agenda a data do retorno da produção: 12 de fevereiro de 2017, com exibição na mesma noite dos Estados Unidos, a partir de 0h30, no Brasil. Se você ainda não leu, confira em nosso site a entrevista com Ross Marquand, o Aaron de TWD.

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