Brasília-DF,
18/AGO/2017

Minissérie 'Grande sertão: Veredas' revelou Bruna Lombardi na televisão

A atriz interpretou a personagem Diadorim

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Vinicius Nader Publicação:25/12/2016 06:35Atualização:23/12/2016 18:33
Tony Ramos e Bruna Lombardi em cena da minissérie
 (Globo/Divulgação)
Tony Ramos e Bruna Lombardi em cena da minissérie

Para comemorar os 20 anos da Globo, em 1985, a emissora preparou uma série de atrações. Entre elas, um dos destaques foi a minissérie Grande sertão: Veredas. Os 25 capítulos levaram para a tevê o livro homônimo de Guimarães Rosa. O texto do folhetim foi assinado por Walter George Durst e José Antonio de Souza e a direção ficou a cargo do mestre Walter Avancini.
 
A minissérie marcou de forma definitiva a carreira de Bruna Lombardi. A ela coube o difícil papel de Diadorim. O elenco estelar ainda trazia Tony Ramos, Yoná Magalhães, Tarcísio Meira, Mario Lago e Ney Latorraca, entre outros.
 
Na trama, que se passa no início do século 20, Riobaldo (Tony Ramos) e Reinaldo (Bruna Lombardi) são amigos que enfrentam juntos a aspereza do sertão, ambiente machista e com tramas que envolvem vingança e morte.
 
Embora companheiros, os dois são o oposto um do outro: Riobaldo é como o sertão, duro; enquanto Reinaldo é mais sensível, presta atenção em coisas diferentes. Isso acaba despertando um sentimento conflitante em Riobaldo, que não sabe lidar com a possibilidade de estar se apaixonando por outro homem.
 
O laço entre os dois faz com que Riobaldo mude de lado na guerra, passando para o bando de Joca Ramiro (Rubens de Falco). Numa emboscada, Joca é assassinado por Hermógenes (Tarcísio Meira), a quem Riobaldo jura vingança. No embate final entre eles, Riobaldo consegue matar Hermógenes, mas Reinaldo acaba morto.
 
O segredo de Reinaldo, de que ele, na verdade é Maria Deodorina, ou Diadorim, é revelado em uma cena de enorme beleza plástica. Como se estivesse numa pintura renascentista, Diadorim está morta, nua, numa pedra. Riobaldo entra na gruta e a vê. A reação dele é um misto de perplexidade, felicidade e revolta por ter sido enganado dessa forma.
 
Além da história de amor entre Riobaldo e Diadorim, Grande sertão: Veredas antecipa uma discussão muito em voga ultimamente: o empoderamento feminino. Diadorim se veste de homem justamente porque a condição feminina naquela época era complicada. Ela não podia se dedicar a explorar o sertão, como queria, porque apenas homens poderiam fazer isso. Mais do que se misturar aos homens, Diadorim quer mandar no próprio destino, condição impensável para as mulheres do início do século 20.

Saiba mais

Sertão na tevê
A recriação do universo de Guimarães Rosa e do sertão na tevê rendeu elogios e prêmios internacionais à Globo. O esforço não foi pequeno: segundo o site Memória Globo, durante cerca de 90 dias uma equipe de 2 mil pessoas esteve envolvida na produção, tendo se mudado 
para Buritizeiro (MG).

Na telona
Antes de virar minissérie, o livro Grande sertão: Veredas já havia sido levado ao cinema, em 1964, no filme dirigido por Renato Geraldo Santos Pereira. Sônia Clara viveu Diadorim e Maurício do Valle, Riobaldo.

Entrega
Tony Ramos emagreceu oito quilos e fez aulas de equitação, rastejamento militar e tiro para viver Riobaldo. Já o desempenho de Bruna Lombardi levou a atriz a ser escalada para protagonizar a minissérie Memórias de um gigolô (1986) e a novela Roda de fogo (1987).

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