Brasília-DF,
19/NOV/2017

Você se lembra? Mate a saudade das chacretes, as dançarinas do chacrinha

Com apelidos um tanto exóticos e corpos esculturais, as chacretes marcaram gerações e ainda são referências

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Publicação:01/01/2017 06:57Atualização:30/12/2016 16:57

O auge das chacretes ocorreu nos anos 1980 sob o comando do Velho Guerreiro (Reprodução/Internet)
O auge das chacretes ocorreu nos anos 1980 sob o comando do Velho Guerreiro


Muito antes das bailarinas do Faustão, das panicats e das paquitas, as chacretes conquistaram suspiros do outro lado da telinha. As dançarinas faziam mais que embelezar o programa e coreografar a trilha sonora, elas eram como uma família para o Velho Guerreiro e, como assistentes de palco,  se tornaram uma marca dos programas de Abelardo Barbosa.

 

Com personalidades diferentes, cada uma carregava um codinome exótico criado pelo apresentador. Nomes como Rita Cadillac, Índia Potira, Gracinha Copacabana, Cléo Toda Pura, Sandra Pérola Negra e Regina Pintinha marcaram as gerações das décadas de 1950 a 1980.

 

Hoje a maioria delas está afastada do mundo artístico. Edilma Campos trabalhou muitos anos com decoração, Sandra Pérola Negra vende empadinhas no Méier, Fátima Boaviagem é cozinheira em um bar, Regina Polivalente trabalha com eventos. Cada uma a seu modo, as ex-assistentes de Chacrinha tomaram rumos diversos. Um pouco mais próximas ao que fizeram na época, Mirian Cassino e Regina Pintinha são professoras de dança.


Quem ainda é sucesso por onde passa é a mais famosa das ex-chacretes, Rita Cadillac, mas não foi só o tempo como assistente de palco que lhe conferiu a fama. Ela ficou famosa com o corpo e o bumbum no programa do Chacrinha e levou isso para as telas em filmes pornôs.

Shows

Rita sempre encontra maneiras de se manter em evidência, chegou a ficar conhecida como Musa dos detentos fazendo apresentações em cadeias. Além disso, a ex-chacrete ainda trabalha em shows em casas noturnas.


Em 2013 a atriz Elizabeth Savalla interpretou a ex-chacrete Tetê Para-choque e Para-lama na novela Amor à vida. A personagem fictícia Márcia também tinha no currículo uma ficha criminal e prostituição, além de não saber quem era o pai de sua filha. Na época, a composição não agradou algumas chacretes que chegaram a ofender o autor Walcyr Carrasco nas redes sociais.


Em entrevista ao portal Tribuna hoje, a ex-chacrete Edilma Campos questionou a representação. Referindo-se a Rita Cadillac e Índia Potira (que teve um relacionamento amoroso com um bandido e foi presa três vezes), ela se declarou indignada. “Nós somos 500 chacretes e só duas nos representam, uma que foi presa e outra que fez filme pornô?”

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