Brasília-DF,
18/NOV/2017

'Programa do Chaves' ainda reúne fãs de todas as idades

A atração chegou no Brasil há 40 anos

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Publicação:29/01/2017 06:06Atualização:27/01/2017 14:35
'Foi sem querer querendo',  Chaves (SBT/Divulgação)
'Foi sem querer querendo', Chaves
 
 
“Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves/ Todos atentos olhando pra tevê/ Aí vem o Chaves, Chaves, Chaves/ Com uma historinha bem gostosa de ver.” Todas as vezes que essa música tocou na televisão, muitas crianças e adultos se sentaram para assistir pela primeira, ou sétima vez, a um episódio do programa mexicano Chaves. Acompanhado dos amigos Quico e Chiquinha, o menino que não tem família e vive dentro de um barril apronta poucas e boas na vila em que mora.  Até hoje é assim e toda vez que o SBT ameaça tirar a atração do ar, fãs se reúnem em protestos nas redes sociais.
 
Eduardo Camacho tem 30 anos e assiste ao programa desde os 5. “Estava esperando para começar Carrossel e meu pai perguntou se não queria ver o Chaves antes. Desde então, vejo sempre, ele me faz rir até hoje do mesmo jeito. É um tipo de humor leve, de fácil compreensão”, explica o cirurgião dentista que tem no Seu Madruga o personagem preferido. O humor leve e inocente do programa cativou o público da década de 1970, quando foi criado, e desde então marca gerações.
 
Um episódio em especial fica na lembrança de todo mundo que costuma ver o seriado: Vamos todos a Acapulco. “É meu episódio preferido porque muda sempre o cenário e a história. São os mais engraçados”, lembra Camacho. O amor por Chaves e o encantamento com essa parte da história fez com que o dançarino Décio Paes Landim fizesse um tour de viagens inspiradas no seriado com a namorada. “Ano passado, nós fomos ao México e também a Acapulco. Ficamos no mesmo hotel e fizemos várias brincadeiras tentando reproduzir cenas do episódio. Foi muito emocionante”, conta.
 

O herói de antenas

Não dá para crescer vendo Chaves e não ter ao menos ouvido falar do herói mexicano que ajuda todos que estão em perigo, o Chapolin Colorado. Bastava alguém dizer a frase “E agora, quem poderá me defender?” e ele surgia com seu macacão vermelho decorado com um coração amarelo e as iniciais CH, antenas que indicavam a presença do inimigo e, como um bom herói, uma cueca amarela por cima da calça. “Ele é um herói muito engraçado. Quando eu era criança, o meu sonho não era ser o Batman ou o Homem-Aranha, eu queria mesmo era ser o Chapolin”, conta Eduardo, entre risos. A estudante Ana Carolina Pereira, de 21 anos, passou boa parte da infância assistindo ao programa e não pensa diferente: “Todo mundo gosta de um super-herói, ainda mais se for divertido e desastrado como o Chapolin”. 
 
Mas o seriado vai além da simples diversão. Paes Landim explica que só conseguiu entender as mensagens quando voltou a ver os episódios já adulto. “Ele é fraco, baixinho, não tem poderes e tem medo dos vilões. Mas ele supera isso para salvar as pessoas. Eu acho essa mensagem de enfrentar os medos para alcançar objetivos muito boa”, observa.

SERVIÇO
Clube do Chaves
SBT, de segunda sexta, às 13h45
 
Chaves
SBT, sábado, às 6h e às 18h30, e domingo, às 9h.

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