Brasília-DF,
26/JUN/2019

Armando Sobral Rollemberg estrela a Favas Contadas da semana; confira

Rollemberg também é produtor, dentre as produções, quatro tipos de queijo de cabra

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Liana Sabo Publicação:06/03/2015 06:10Atualização:05/03/2015 17:26
 (Liana Sabo/CB/D.A Press)
Segundo dos 15 filhos do casal Armando e Teresa Rollemberg (o oitavo é Rodrigo, o governador do Distrito Federal), Armando Sobral Rollemberg não precisou abandonar a carreira de jornalista da TV Senado para se tornar proprietário de um aprisco. Localizada a 100km de Brasília, a fazenda Recanto das Águas, adquirida nas imediações de Luziânia há 24 anos, abriga exemplares da raça anglonubiano, resultado do cruzamento entre caprinos da Núbia (Sudão) e da Inglaterra, que por ser extremamente rústica, tem ótima adaptação ao ambiente tropical brasileiro.

"Essa raça tem dupla aptidão: mista de leite e carne. As fêmeas produzem em média dois litros de leite por dia e os cabritos de suculenta carcaça podem ir para o abate aos três ou aos seis meses, com 12 a 15kg", explica Armandinho, como é chamado desde menino, para diferenciar do nome do pai (que foi ministro do STJ, já falecido).

Quatro sabores
Sob a orientação técnica da Emater-DF, Rollemberg produz quatro tipos de queijos de leite de cabra identificados pela grife Cabra Chic: Montanhês (preferido pelo chef Francisco Ansiliero); frescal, também chamado branco holandês; meia cura; e boursin, que, por sua vez, vem em três versões. Temperado com ervas finas, biquinho e dedo-de-moça com mel. Montanhês, frescal e boursin simples saem por R$ 60, o quilo, enquanto o meia cura e os temperados custam R$ 80.

Por enquanto, os queijos são vendidos na pedra da Ceasa, feira semanal onde Armando comparece aos sábados ao lado de funcionários "para fazer a animação". É que ele ainda não dispõe do selo que vai permitir a comercialização em todo o território nacional. "Já preenchemos todos os requisitos, agora o processo está em fase final", informa o produtor, que aguarda a certificação fornecida pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

Olho nos chefs
"O laticínio ainda é pequeno", informa o produtor de queijo, dublê de jornalista, que se orgulha de ter "uma sala de ordenha pra suíço nenhum botar defeito". Caprichoso, ele procura seguir todas as recomendações técnicas, embora não almeje ter uma grande produção.

"Minha intenção nem é tanto o varejo, mas o circuito gastronômico", confessa Rollemberg, que tem consumidores gourmets na própria família. Como a primogênita Mariana Rollemberg, proprietária da Kaza Chique, mix de escola de culinária e loja aberta no Bloco D da 102 Norte. Lá, os queijos do pai são bem usados nas aulas.

"Lascas de meia cura entram na composição de saladas, enquanto o montanhês acompanha o recheio de sanduíches no curso de hambúrgueres", informa Mariana. A irmã caçula, Ana Beatriz, administra e gerencia o negócio de queijos. Mais informações pelo telefone 3485-9403.

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