Brasília-DF,
20/JUL/2018

Bancas na Feira de Ceilândia atrai clientes com cardápio variado

Sob os comandos de Evânia Bezerra e do marido, o local prepara buchada de bode, sarapatel e caldinho de mocotó

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Mariana Vieira - Especial para o Correio Rebeca Oliveira Publicação:21/02/2014 06:11Atualização:20/02/2014 11:34

Buchada de bode da Galega e do Buga, na Feira Central de Ceilândia  (Iano Andrade/CB/D.A Press)
Buchada de bode da Galega e do Buga, na Feira Central de Ceilândia

Evânia Bezerra, mais conhecida como Galega, ocupa o mesmo ponto na Feira da Ceilândia há 20 anos. O trabalho árduo começa às 8h de quarta-feira e só acaba às 18h do domingo. O público é fiel. Bastou a equipe do Divirta-se Mais começar a entrevistá-la para brotar admiradores de todos os cantos.

César Antônio é um deles: “Como aqui todos os dias”. Galega é do tipo de cozinheira que dispensa invenções. “Uso colorau, pimenta-do-reino e alho no tempero de todas as carnes. O ideal é que o sabor delas predomine, não do tempero”, comenta.

Na banca, ela divide espaço com o marido, Edson da Silva, que atende como Buga. Juntos, chegam a vender 200 pratos feitos em dias de grande movimento. Natural do Rio Grande do Norte, Galega não abre mão de miúdos em seu pequeno — porém muito representativo — estabelecimento.

Há espaço para todos. Para preparar a buchada de bode (R$ 20), a cozinheira ferve o intestino, coração, língua e fígado em uma panela de pressão. Em seguida, refoga a mistura e costura com a pele da barriga do animal. Há outras opções, como o sarapatel (R$ 10) e o caldinho de mocotó (R$ 5).

 

Do boi, aproveita-se tudo

Do outro lado do corredor, Francisco Pinho toca a banca Rei do Mocotó. Normalmente preparado como um caldo encorpado (R$ 5, o tamanho pequeno, e R$ 10, o grande) ou geleia, as patas cozidas com miúdos bovinos são ótimas opções para quem precisa de energia.

O tutano é um alimento completo e a prova de que do boi, podemos aproveitar tudo — até os ossos. “Infelizmente, tem sido cada vez mais difícil oferecer miúdos. Eles são difíceis de comprar em açougues e com fornecedores. Se encontrar mocotó em algum lugar, não pense duas vezes antes de provar”, aconselha Francisco. 

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