Brasília-DF,
20/SET/2021

Coluna Favas contadas faz um tour pela gastronomia da cidade

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Liana Sabo Publicação:16/10/2015 06:03Atualização:16/10/2015 13:04

O berço do vinho


Tbilisi (geórgia) — Sete mil anos antes de Cristo, já se fazia vinhos na Geórgia, país independente desde 1991, quando se dissolveu por completo o “império”  soviético. Uma das 15 ex-repúblicas, que formavam a URSS, o país sempre teve nos vinhedos um dos produtos agrícolas mais importantes, além das nozes, dos figos e das romãs.


De tão ancestral e único, o método de vinificacão  foi tombado pela Unesco, como patrimônio cultural da humanidade desde 2013. As uvas são esmagadas em uma prensa de madeira, depois o suco decorrente do processo corre para dentro de  odres de argila, chamados kvevri, que são fechados com uma pedra e enterrados no solo. O vinho permanece por alguns meses antes de ser bombeado.

Castas nativas


Existem  mais de 500 castas, mas apenas 45 em produção. Dessas, duas são as variedades dominantes: Saperavi, que é a uva emblemática da Geórgia e usada nos tintos; e Rkatsiteli, que quer dizer caule vermelho, muito aromática e difundida nos brancos. Elas são cultivadas especialmente em Kakheti (pronuncia-se Karreti), principal região vinícola.  Gia Gamtkitsulashvili (foto), diretor da Twins Old Cellar, fundada por ele e o irmão, de acordo com a técnica georgiana, me ofereceu uma garrafa de Saperavi tinto, depois de ele próprio colocar o rótulo e autografá-lo.


Os nomes complicados das castas georgianas têm sido considerados um entrave para exportação do produto. Ainda assim, a cantina dos gêmeos da Geórgia exporta vinhos para  China, Europa e Estados Unidos. Eles não dispõem muito de estatísticas. Quando perguntei a Gia qual é o consumo de vinho per capita em seu país, ele respondeu: “Certamente, não bebemos mais que os franceses”.


O  Saperavi não agradou somente a mim, mas também a  Andrea Rehmsmeier, jornalista alemã, que não muito  tempo atrás, escreveu sobre vinhos georgianos, depois de se  surpreender com eles — “secos e muito, muito saborosos e  nem tão baratos”. Antes de ir lá, ela tinha  ideia de que os vinhos fossem semi doces e de baixo preço.

Resquício  soviético


Lá,  como cá, os viticultores não estão satisfeitos  com o preço da uva, que vem caindo nos últimos três  anos, quando um quilo está valendo menos de um lari (R$ 1,50).  Nesse pequeno país com pouco menos de 70 mil quilômetros  quadrados, incrustado no Cáucaso, área geográfica  que divide a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, os  resquícios do antigo regime ainda se fazem sentir.


Como  disse ao Georgian Journal um consultor de marketing da empresa TMG: “A sociedade georgiana ainda tem um modo  soviético de pensar. Os produtores creem que o governo é  obrigado a comprar a uva deles. Se isso for verdade, então  não vejo por que comprar somente as uvas e não as maçãs, por exemplo”.


Os  georgianos costumam beber vinho com a comida e uma das preparações  mais típicas é o Kikliko, espécie de torrada  crocante. A omelete é servida em todos os lugares, com uma  pimenta chamada ajika. A bonita capital da Geórgia esteve  recentemente no noticiário do mundo inteiro quando apareceu  um hipópotamo zanzando no centro da cidade, depois que a  inundação do rio Vere atingiu o zoológico em  julho passado. Recapturado, o animal já pode ser visto  novamente desde que o zoo reabriu esta semana.

Chope artesanal em alta


As cervejas e chopes artesanais caíram no gosto do público cervejeiro da capital federal. Amanhã será a vez de o chef Rodrigo Cabral e de o beer sommelier Leonardo Mustafa, formado pelo Doemens Academy da Alemanha, comandarem a primeira edição do Brasília Beer Meeting, que será realizado a partir das 10h, no Riders Burger, Pizza & Beer (512 Norte).


“A ideia é que as pessoas conheçam um pouco mais da cultura do chope especial e artesanal na cidade. Vamos oferecer 12 tipos de chope fabricados por cinco microcervejarias nacionais. O Leonardo ajudará na desgustação das bebidas para que o cliente não experimente um sabor mais forte antes do mais fraco, por exemplo”, explica Rodrigo, que harmonizará a bebida com comidinhas como pão de queijo recheado com calabresa, hot dog “à moda bem americana” e espetinhos variados, além de servir os deliciosos hambúrgeres da casa.


O Brasília Beer Meeting contará com as cervejarias Colombina (GO), Astúria (GO), Providência (PR), X (GO) e Dum (PR). O chope será servido em canecas de 250ml, com preços que variam de R$ 12 a R$ 25, dependendo do blend escolhido. Havéra, ainda, a opção da régua, na qual o cliente poderá degustar três sabores servidos em copos de 100ml por R$ 20.


Rodrigo se mostra animado com o evento e adianta que, se depender dele, esta será a primeira de muitas edições. O chef tem ideias — ainda embrionárias — para a segunda edição, que poderá incluir degustação de chope a cegas. “Ainda é complicado oferecer chope artesanal no cardápio fixo, mas já estudo estabelecer um dia da semana para eles”, prevê.

Pizza com... cerveja!


Por que não? A combinação entre pizza e cerveja parece inusitada, mas dependendo do rótulo escolhido, pode funcionar muito bem. A pizzaria e restaurante italiano Avenida Paulista oferece carta com brejas especiais pensadas para harmonizar com as redondas da casa. A maior aposta do proprietário da casa, Roberto Magnani, é nas cervejas alemãs e nas nacionais. “São cervejas que gosto de tomar em casa com os amigos e que agora quero oferecer aos meus clientes de Brasília”, diz Roberto, que se divide entre Curitiba e a capital federal . “Tomá-las de frente para a terceira ponte, admirando seus arcos e sua leveza, parece complementar a experiência gustativa”, completa.

Porco latino


Até o dia 31 deste mês, apreciadores da carne de porco poderão se deliciar no festival Sabor Suíno, que chega à sétima edição em 47 estabelecimentos da cidade. A ideia é oferecer receitas à base da iguaria por três faixas de preço: R$ 29,90, R$ 39,90 e R$ 49,90. Antes tida como vilã, a carne suína é, hoje, indicada por médicos e especialistas, desde que bem feitas. Entre os destaques, está o porco com sotaque mexicano criado por David Lechtig.

 (Fred Ferreira/Divulgação)
Cozinha sem frescura


Uma das queridinhas de quem não resiste a um programa culinário na tevê, Rita Lobo aterrissa em Brasília na próxima terça para lançar o livro que leva o mesmo nome da atração que comanda no GNT: Cozinha prática.


A obra será lançada na FNAC e reúne 60 receitas — todas com fotos bem bonitas. Elas aparecem divididas em capítulos batizados com o nome do ingrediente que dá o tom no preparo. Arroz, carne seca, banana e ervas frescas são alguns deles.

Aniversário com sushi


Outubro é mês de aniversário e de renovação no cardápio do japa Koni. Além de comemorar oito anos, a rede espalhada em 20 lojas no DF amplia o conceito gastronômico e de temakeria passa a ser um restaurante nipônico. Sem deixar os famosos cones de lado, vale frisar.


As novidades do menu atendem pelo nome de kaprichados. São opções de combinações de iguarias orientais, como o kaprichado 1, que reúne dois sushis de salmão, meio yakisoba de legumes e quantro phila rolls, a R$ 19,90.

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