Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Colunista comenta parâmetros e padrão de beleza na televisão

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Diego Ponce de Leon Publicação:02/08/2015 06:05
Ator Caio Castro como o personagem Grego na novela I Love Paraisópolis (Zé Paulo Cardeal/TV Globo)
Ator Caio Castro como o personagem Grego na novela I Love Paraisópolis
Brincadeiras (ou não)
Engraçado como nos submetemos a parâmetros e mal percebemos. A beleza vigente segue um padrão bem claro, assim como fórmulas de sucesso musical ou as apelativas comédias que levam milhões ao cinema. O diagnóstico obedece a cartilha escancarada, praticamente infalível de erros. Os canais e produtoras sabem exatamente o que te agrada, o que te seduz, o que te repugna.

E se subvertêssemos esses critérios? E se Caio Castro fosse conhecido nacionalmente por conta do talento cênico e não por conta do abdômen? E se Fabiana Karla fosse a mulher mais desejada das telas e não “somente” uma atriz gordinha engraçada? E se Ísis Valverde estivesse acima do peso? Pagaria as contas? E se Fernanda Montenegro recebesse o mesmo cachê que Grazi Massafera para estrelar campanhas publicitárias? E se as empregas domésticas nas novelas fossem loiras de olhos azuis e as patroas negras?

A ditadura desses fundamentos supérfluos foram estipulados por nós, espectadores, ou pelas empresas? A culpa é nossa ou deles? Resultado de uma cultura historicamente instaurada? Certamente. Nem por isso devemos nos abster de questionar o que nos é imposto. Quem sabe algum dia, o “feio”, o “obeso”, o “desengonçado”, bonito vai nos parecer?

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