Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Você se lembra? Divirta-se relembra o sucesso da novela O bem-amado

Zeca Diabo, um dos personagens de maior sucesso de Lima Duarte, foi responsável por momentos decisivos da novela

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:09/08/2015 06:07Atualização:07/08/2015 16:35
O bem-amado foi a primeira novela de Lima Duarte na Globo (Reprodução/Internet)
O bem-amado foi a primeira novela de Lima Duarte na Globo
Bem antes de Sassá Mutema (O salvador da pátria), Sinhozinho Malta (Roque santeiro), Salviano Lisboa (Pecado capital), Lima Duarte ganhou fama na TV Globo — antes estava na TV Tupi — com um personagem bem diferente do que já havia interpretado em outras novelas: um matador que vivia fugindo da polícia e atendia pelo nome de Zeca Diabo, ou originalmente, José Tranquilino. A novela era O bem-amado, de Dias Gomes, e é considerada a primeira trama da televisão brasileira inteiramente a cores.

Vale lembrar um pouco da história principal da novela para situar o personagem de Lima Duarte. A trama foi uma adaptação da peça Odorico, o bem-amado e os mistérios do amor e da morte, do mesmo autor, que fazia uma crítica ao regime militar presente à época. O folhetim contava as artimanhas de Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), que ganhou a eleição após prometer um cemitério na cidade de Sucupira.

Odorico constrói o local, mas ninguém na região morre para inaugurar a obra. A partir daí é que entra Zeca Diabo na história. Como o prefeito quer inaugurar a obra de qualquer jeito, ele apela para todos os tipos de artifícios. E um deles é contratar o matador Zeca Diabo, mas com a garantia que ele não será preso pelo crime.

Nas novelas do passado, era comum que os personagens tivessem toda uma história anterior que explicasse como ele chegou a determinada situação. Zeca era um deles. Ele nasceu em Sucupira, mas decide seguir com o cangaço e é acusado de várias mortes pelo Brasil. Por isso, vive fugindo da polícia.

Zeca Diabo conquista o amor de Dorotéia Cajazeira (Ida Gomes), que faz parte do trio de mulheres que se diziam a favor da tradicional família brasileira. Dorotéia foi quem percebeu que o bandido tinha um lado bondoso e se prontificou a ensiná-lo a ler e a escrever.

Apesar de conseguir se redimir de algumas maldades durante a novela, Zeca Diabo acaba cometendo mais um crime na cidade. Ele é o responsável por matar o prefeito Odorico Paraguaçu, que finalmente inaugura o cemitério de Sucupira. A novela teve 178 capítulos.

Criação
Zeca Diabo não foi criado para a novela da TV Globo. Bem antes disso, em 1943, o matador já estrelava uma peça escrita por Dias Gomes, que abordava o cangaço. Na trama, a participação de Zeca seria curta, mas com o sucesso do personagem, ela foi esticada e ficou até o fim do folhetim - inclusive, com participação essencial para o desfecho, sendo o responsável pela morte de Odorico.

Antes de Zeca
Lima Duarte esteve na televisão desde as primeiras transmissões, participando inclusive da primeira telenovela brasileira, Sua vida me pertence, de 1951. A partir daí, deslanchou como ator e também diretor. Tanto é que foi contratado pela Globo, em 1972, especificamente para dirigir a novela O bofe. No entanto, apesar da nova parceria com Bráulio Pedroso — ele estiveram juntos em Beto Rockfeller —, a audiência não foi a esperada. Lima estava de saída da emissora, quando recebeu o convite para viver Zeca Diabo.

Edições
Além de novela, O bem-amado virou seriado, exibido na emissora no lugar de Despedida de solteiro, que foi interrompida pela censura; além de minissérie, em 15 capítulos, que foi ao ar em 1980, como parte do Festival 15 anos. Depois disso, virou peça de teatro e filme, com direção de Guel Arraes. No papel de Zeca Diabo estava José Wilker.

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