Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Na coluna Você se lembra, relembre a atriz Dina Sfat

No mês que completaria 77 anos de vida, relembre um pouco da trajetória da atriz, que se tornou um dos maiores ícones da televisão brasileira

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Publicação:16/08/2015 07:23Atualização:14/08/2015 18:57

 (Acervo família)

“Entrar em cena é um estado de pureza, uma bênção, que nos faz ter essa paixão.” A frase de Dina Sfat representa bem o apreço da atriz pela profissão. Nascida em 28 de agosto de 1939, em São Paulo, com o nome de Dina Kutner de Sousa — adotou posteriormente o Sfat em homenagem à cidade natal da mãe —, a artista se tornou um dos ícones da teledramaturgia brasileira não só pela beleza, mas também pela capacidade de interpretação e sinceridade que dava aos papéis na televisão. Foram, pelo menos, 25 novelas e séries, além de inúmeras participações em produções da televisão. No cinema, contabilizou mais de 20 personagens.

Dina começou na televisão em 1966 na telenovela Ciúme, da TV Tupi, que tinha ainda no elenco Cacilda Becker, Sebastião Campos e Luiz Gustavo. Em seguida, atuou em O amor tem cara de mulher (1966) e A intrusa (1967), na mesma emissora. Mas foi na TV Globo que Dina Sfat atingiu o estrelato. Por lá, começou em 1970 com participações nos episódios de Caso especial e Aplauso. Em Verão vermelho, de 1970, viveu a primeira protagonista, Adriana. O que mais chamou a atenção à época é que a atriz estava grávida da primeira filha e a personagem também engravidou na trama. Os filhos de ambas nasceram com uma diferença de dois dias.

 (Divulgação/TV Globo)
Mas foi na autora Janete Clair que Dina Sfat encontrou um porto seguro. A química entre as duas fez com que a artista atuasse em quase todas as novelas da escritora — inclusive com personagens desenvolvidos especialmente para ela. A estreia dessa parceria foi em homem que deve morrer, trama que falava de reencarnação, intolerância e preconceito. A atriz, no entanto, estava grávida novamente e só participou dos primeiros capítulos, retornando para o fim da produção.

Em seguida veio um dos grandes sucessos da televisão e de Dina, Selva de pedra. Ao interpretar Fernanda, a atriz despertou ódio nos espectadores, pois a personagem, no decorrer da novela, envolveu-se com Cristiano (Francisco Cuoco), que fazia par romântico com a namoradinha do Brasil, Regina Duarte. Ela é abandonada no altar por ele e passa a alimentar um amor doentio.

Fora do núcleo de Janete Clair, a atriz ainda se destacou pelos trabalhos em Gabriela e em Saramandaia. Dina casou-se com o ator Paulo José e tiveram três filhas: Isabel, Ana e Clara. A atriz descobriu um câncer no seio em 1986 e continuou trabalhando. No entanto, não resistiu às complicações da doença e morreu, aos 49 anos, em 1989. A sua última novela foi Bebê a bordo, de 1988.

 (Divulgação/TV Globo)


Política


Dina Sfat foi uma das artistas que mais se expressou contra a opressão e a ditadura nos anos de 1960. Segundo a Enciclopédia do Itaú Cultural, a liderança nessa área era grande, tanto que, “em uma aula da Escola Superior de Guerra, um general a definiu como ‘líder feminista vinculada à estratégia de poder da extrema-esquerda’”. Além disso, ela anunciou que se candidataria ao cargo de vice-presidente, em 1984, pelo Partido Comunista do Brasil. No entanto, a ideia não foi para frente.

Cinema

A atriz também fez grandes sucessos no cinema. A começar por Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, em 1969, no qual interpretou Ci, Mãe do Mato. Na história, depois de dominá-la, com a ajuda dos irmãos, Macunaíma faz dela sua mulher, tonando-se assim imperador do Mato Virgem. Além disso, atuou em Eros, o deus do amor (1981), Das tripas coração (1982), O homem do pau-brasil (1982), Tensão no Rio (1982), Fábula de la Bella Palomera (1988) e O judeu (1988, lançado em 1996).

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