Brasília-DF,
20/SET/2017

Marília Pêra, admirada e considerada uma artista completa, deixa um mar de saudade

Com Rafaela Alvaray, de Brega & chique, o Brasil se viu diante da perfeita sintonia entre o drama e o humor de atriz

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:13/12/2015 06:08Atualização:11/12/2015 12:35

Marília Pêra brilhou ao viver socialite falida (TV Globo/Divulgação)
Marília Pêra brilhou ao viver socialite falida

Quando grandes artistas morrem, é comum que as notícias relembrem os papéis marcantes, os trabalhos que deixou de legado e tudo aquilo que, no passado, fizeram ele brilhar na telinha. No entanto, quando a atriz é Marília Pêra, a questão fica um pouco complicada. Os personagens na televisão foram tantos e tão memoráveis que a escolha é difícil. De Carolina, em A moreninha, passando por Erotildes, de Incidente em Antares, até Darlene, de Pé na cova, todos foram de extrema importância.


A escolhida, no entanto, mostra como Marília era uma artista completa: Rafaela Alvaray, de Brega & chique, exibida pela TV Globo em 1987. Antes da personagem, vale lembrar o conjunto da trama. Com uma história que se passa em São Paulo, a novela contou a vida de Rosemere da Silva (Glória Menezes) e Rafaela Alvaray, duas mulheres que tinham em comum o mesmo “marido”, o empresário Herbert Alvaray. No entanto, a primeira era simples e batalhadora; enquanto a outra morava numa mansão e tinha tudo o que queria.


Quando o marido decide simular a própria morte para escapar da falência, Rafaela tem que se mudar para um bairro mais simples, onde mora Rosemere. As duas acabam se tornando confidentes. É aí que entra a genialidade de Marília Pêra, que soube aliar os momentos de drama, principalmente quando se vê abandonada pelo marido, com os de humor requintado, dando aulas de etiqueta para Rosemere, por exemplo.


A personagem de Marília era tão bem construída, que o público percebeu nitidamente toda a evolução na trama, passando de uma mulher fútil a uma de fibra, que lutou para manter a família unida, mas sem perder o bom-humor. Aliás, a própria atriz disse que se inspirou em Dulcina de Moraes, uma das maiores atrizes de teatro do Brasil, para compor Rafaela.
Claro que Marília não brilhou sozinha. A personagem se apoiava em outros atores para fazer graça. Além de Glória Menezes, que, segundo o site Teledramaturgia, ficou em segundo plano para a crítica na época por causa do sucesso de Rafaela, havia Montenegro, vivido por Marco Nanini, e Francine, a sogra, interpretada por Célia Biar.


A novela Brega & chique foi ao ar de 20 de abril de 1987 a 7 de novembro de 1987, com um total de 173 capítulos. A trama marcou a volta de Marília Pêra às novelas da TV Globo. A última aparição tinha sido em Supermanoela, de 1974.

 

SAIBA MAIS

 

Papéis seguidos
No começo da televisão, era comum que o artista fizesse papéis em sequência. Marília Pêra, por exemplo, emendou seu primeiro trabalho na tevê, Rosinha, em Rosinha do Sobrado, em 1965, com a doce Carolina, de A moreninha.

Mortos-vivos
Ao lado de Fernanda Montenegro, Paulo Goulart, Paulo Betti e Elias Gleizer, Marília Pêra deu, digamos, vida, a uma morta. Erotildes era uma das personagens de Incidente em Antares, que morreu vítima de tuberculose. A minissérie adaptada da obra de Érico Veríssimo, fez grande sucesso à época e marcou a volta da
atriz às minisséries.

Emissoras
Nem só de TV Globo viveu Marília Pêra. Na TV Tupi, a atriz interpretou, por exemplo, a mocinha Joana Martini, em Super Plá, de 1969. A personagem era inspirada na atriz Joan Crawford. Em 1997,
a artista fez uma participação especial e memorável em Mandacaru, da TV Manchete. Ela fez o papel de Isadora. Além dela, participaram da trama Agildo Ribeiro e Roberta Close.

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