Brasília-DF,
21/OUT/2017

Na década de 1990, 'Mandacaru' foi um dos maiores sucessos da TV Manchete

Produção teve trama complicada de se entender e que perdeu o drama para dar espaço ao humor

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Ataide de Almeida Jr. Publicação:17/01/2016 07:00Atualização:15/01/2016 15:13
Trama foi reprisada pela band em 2006 (Reprodução/Internet)
Trama foi reprisada pela band em 2006

Após o grande sucesso de Xica da Silva, em 1996, a TV Manchete não queria perder o público que havia saído dos outros canais e migrado para a sua audiência. A aposta continuou sendo em uma novela de época, mas deixando Minas Gerais de lado e com aposta no sertão nordestino. Estreava, então, em 12 de agosto de 1997, Mandacaru.
 
A novela tinha como pano de fundo a época dos cangaceiros após a morte dos mais conhecidos deles, Lampião e Maria Bonita, e se passava na fictícia cidade de Jatobá. Na região, havia um outro bando, que tem Tirana (Victor Wagner) como líder. Para se vingar dos coronéis do local, o chefe sequestra Juliana (Carla Regina) no momento em que ela está no altar para se casar com o médico Edgar (Jandir Ferrari). Acontece que Juliana é apaixonada pelo tenente Aquiles (Murilo Rosa).
Mas, após ser roubada, desenvolve um amor por Tirana e passa a lutar com o bando.
 
Se esse era o “lado dos mocinhos” da trama, na parte dos vilões, estava Zebedeu (Bemvindo Sequeira), que decide se tornar rei de Jatobá. Nesse meio tempo, surgem na história Salustiano (Agildo Ribeiro) e Isadora (Marília Pêra), casal que veio da capital tentar reconstruir a vida em Jatobá. Zebedeu, então, apaixona-se por Isadora e quer se casar com ela a todo custo.
 
Percebeu que a novela tem praticamente duas histórias paralelas? Esse foi um dos erros da aposta da TV Manchete. A trama confusa, que tratava de um assunto denso, como o cangaço, mas que, de uma hora para outra, ganhou tons de humor, com a entrada de Agildo Ribeiro e, Marília Pêra, e deixou o espectador sem direção. Além disso, boa parte do elenco vinha da recém-terminada Xica da Silva, o que provocou uma confusão maior ainda no público que estava acostumado com os personagens anteriores.
 
Segundo o site Teledramaturgia, o folhetim de Carlos Alberto Ratton tinha expectativa de atingir, pelo menos, 15 pontos de audiência. No entanto, não passou da casa dos sete pontos. Mesmo assim, a Manchete decidiu esticar a exibição da novela, pois não queria que a próxima trama batesse de frente com as partidas da Copa do Mundo daquele ano. Dessa forma, Mandacaru foi um dos folhetins mais longos da história da emissora, com 259 capítulos.
 
Reexibição
Assim como o SBT fez com boa parte das novelas da TV Manchete, vide Xica da Silva e Ana Raio e Zé Trovão, a Band também foi atrás de alguns direitos de folhetins da extinta emissora carioca. Assim, reexibiu, entre 9 de janeiro e 10 de novembro de 2006, Mandacaru. Com pouco menos de 10 anos entre uma transmissão e outra, o folhetim conseguiu boa audiência, com uma média de quatro pontos. A duração, no entanto, passou de 259 para 217 capítulos.

Participações
Para aumentar a audiência, a Manchete investiu em participações especiais ao longo de Mandacaru. Em um dos flashbacks, coube a Daniela Mercury e a Alceu Valença interpretarem os papéis de Maria Bonita e Lampião, respectivamente. Além dos dois, Roberta Close interpretou uma jovem da cidade, chamada Maitê. Recentemente, em uma entrevista ao Programa do Gugu, Roberta disse que sofreu preconceito ao fazer a novela e que Bemvindo Sequeira se recusou a beijá-la. O ator, no entanto, desmentiu a informação.

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